Mercado fechado

O terror é detalhe em A Maldição da Mansão Bly, novo drama da Netflix

Thiago Romariz
·2 minutos de leitura
Foto: Divulgação/Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

A Maldição da Residência Hill é um dos produtos mais aclamados da Netflix, e não é para menos. Comandada por Mike Flanagan, a série usa o formato para explorar histórias diversas e mistura bem o horror de contos fantasmagóricos com um roteiro baseado em um conflito de relacionamentos.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

A receita continua a dar certo em A Maldição da Mansão Bly, segunda temporada da antologia que confirma de uma vez por todas a intenção de usar estéticas de terror clássico para contar dramas familiares.

Leia também

Assim como American Horror Story, a antologia Maldição repete a equipe para contar uma história diferente. Aqui, Flanagan tem boa parte do elenco principal novamente e, além disso, repete toda a estética do suspense de sombras numa casa moldada por formas e fantasmas esquecidos – sejam eles pessoas ou traumas.

A sugestão de algo esgueirando nos cômodos aqui é menos evidente do que a primeira temporada, pois o foco é maior nos dramas e problemas psicológicos dos personagens envolvidos.

E nesta abordagem talvez esteja a grande diferença para o primeiro ano – e possivelmente algo que afaste os fãs de horror mais ardorosos.

Bly tem poucos sustos, um suspense lento e quase inexistente na primeira parte, mas um desfecho que se destaca pela complexidade dos personagens e suas ligações com aquele local que tantas histórias abriga. Hill foi palco para uma família resolver seus problemas, Bly é berço de conflitos, o que faz Flanagan optar por estruturar cada um deles do início ao fim, deixando o terror como coadjuvante.

Não há nada de ruim nisso, que fique claro. A impressão do material promocional e até da expectativa do público com algo mais aterrorizante pode causar certa decepção. O horror de Bly está nos caminhos que relacionamentos e sentimentos levam o ser humano a trilhar.

Sejam eles crianças ou adultos, todos estão conectados por traumas novos, velhos, mas sempre relacionados aos instintos mais primitivos do ser humano, como amor e ódio. O horror maior de Bly é notar até no amor a fonte de um terror genuíno.

———

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube

Conheça o podcast de filmes e séries do Yahoo