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O Senhor dos Anéis | Guia de leitura para quem gostou de Os Anéis de Poder

Embora O Senhor dos Anéis seja um dos grandes nomes da cultura pop e de um peso gigantesco na literatura e no cinema, há toda uma nova geração de fãs que está conhecendo o universo de Tolkien a partir de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder. A nova série do Amazon Prime Video abriu as portas da Terra-Média para um público que era muito novo quando os longas chegaram às telas e que está ávido por conhecer mais.

Se você faz parte desse grupo, saiba que não há com o que se preocupar. Embora a obra de Tolkien seja bastante extensa em termos de conteúdo, fatos e nomes para memorizar, todo esse material é condensado em poucos livros e todos eles bem acessíveis nas livrarias.

A grande questão, contudo, é justamente a ordem de leitura. Os livros não foram publicados seguindo uma cronologia exata dos fatos e isso pode confundir bastante quem está chegando agora. Ainda mais porque os eventos apresentados em Os Anéis de Poder não são uma adaptação de um livro, mas parte de uma saga quase bíblica criada por Tolkien.

Ficou interessado em Os Anéis de Poder? Então não se perca nos livros (Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video)
Ficou interessado em Os Anéis de Poder? Então não se perca nos livros (Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video)

Assim, é muito fácil se perder nesse começo e desanimar em meio a essa tarefa não tão simples. Por isso mesmo, estamos aqui para ajudá-lo a se situar nos vastos campos de leitura da Terra-Média.

Por onde começar

Se você nunca leu nada de Tolkien, a recomendação é começar por sua obra mais acessível — e que, de certa forma, é o começo de tudo. O Hobbit é o primeiro livro da série publicado pelo autor em 1937 e é também o mais fácil de ler. Isso porque ele envereda para um tipo de literatura muito mais detalhista e preocupada na construção do universo a partir de O Senhor dos Anéis, o que pode tornar as coisas um pouco maçantes para quem está começando agora.

O Hobbit é um clássico conto de RPG (Imagem: Reprodução/The Tolkien Estate Limited)
O Hobbit é um clássico conto de RPG (Imagem: Reprodução/The Tolkien Estate Limited)

Assim, como O Hobbit é mais uma aventura infantojuvenil do que essa grande metáfora religiosa, ele é uma ótima porta de entrada. Ele apresenta a Terra-Média, os hobbits e alguns conceitos que vão ser fundamentais dentro do universo como um todo, incluindo Gandalf, os reinos anãos e Gollum — além, é claro, do próprio Um Anel.

E não se deixe desanimar por aquela enrolação que os filmes se tornaram. Ao contrário da versão para cinemas, O Hobbit é uma aventura bem descompromissada e direta no melhor estilo RPG: um grupo de aventureiros seguindo em jornada por um mundo fantástico em busca de um tesouro lendário. Tanto que tudo se resume a um único livro e não a uma trilogia de três horas cada.

Entrando em O Senhor dos Anéis

É a partir de O Senhor dos Anéis que as coisas começam a ficar um pouco mais sérias. Com o sucesso de O Hobbit, Tolkien passou a preparar uma sequência para aquela história, mas decidiu mudar drasticamente o tom da história.

Enquanto o primeiro livro é essa aventura infantojuvenil, a trilogia O Senhor dos Anéis segue em um sentido quase filosófico e religioso. Ainda que a ideia de uma jornada pela Terra-Média esteja presente com a Sociedade do Anel e a jornada de Frodo para destruir o Um Anel, fica claro como o autor passou a encarar aquele mundo com muito mais seriedade e desenvolvendo até mesmo os mínimos detalhes.

É impossível desassociar o filme dos livros (Imagem: Divulgação/Warner Bros)
É impossível desassociar o filme dos livros (Imagem: Divulgação/Warner Bros)

Isso torna tudo muito mais rico e interessante — embora nem sempre uma leitura muito fácil. O estilo excessivamente descritivo pode ser uma barreira para muita gente, mas muito recompensadora quando ultrapassada. É esse cuidado em mostrar até mesmo as mínimas coisas em cena que fazem com que a Terra-Média seja tão real para os leitores.

Os três livros se dividem em A Sociedade do Anel, que vai mostrar como Frodo encontra o Um Anel de seu tio e descobre a verdade sobre ele, sendo incumbido da missão de destruí-lo para impedir o ressurgimento de um mal antigo; As Duas Torres, já focando na organização do mundo à medida que as forças do vilão Sauron começam a operar; e, por fim, O Retorno do Rei, que é a grande conclusão dessa saga.

O grande charme da trilogia é o modo como Tolkien evolui aquilo que ele tinha plantado lá atrás em O Hobbit. E não apenas na sua própria narrativa ao fazer com que o anel encontrado por acaso por Bilbo se torne a peça central para o futuro do mundo, mas também por reunir de forma coesa vários mitos e lendas europeus de forma coesa e fazer com que tudo isso fizesse sentido dentro de seu próprio universo.

Além disso, é em O Senhor dos Anéis que Tolkien passa também a trabalhar mais o seu discurso religioso. mais do que a jornada heroica, toda a saga de Frodo e dos demais personagens é uma grande alegoria cristã sobre o bem e o mal e o papel da Graça Divina. Afinal de contas, tudo se resume a um grande “não nos deixeis cair em tentação”.

Expandindo o universo

Se você chegou até aqui, é porque realmente gostou do estilo de Tolkien e quer saber mais do universo da Terra-Média. Nesse caso, é hora de voltar no tempo e saltar para O Silmarillion, que nada mais é do que a Bíblia desse mundo todo.

É em O Silmarillion que Tolkien vai contar toda a história da Terra-Média, desde a criação do mundo, o surgimento dos elfos e dos homens, os eventos das primeiras eras, o despertar do mal e como tudo isso descambou na história que a gente conhece. E tudo isso é apresentado de forma bastante detalhada — em alguns momentos, até de forma exagerada.

A criação do mundo e muito dos eventos anteriores a Os Anéis de Poder estão em O Silmerillion (imagem: Divulgação/Amazon Prime Video)
A criação do mundo e muito dos eventos anteriores a Os Anéis de Poder estão em O Silmerillion (imagem: Divulgação/Amazon Prime Video)

Por isso mesmo, é um livro voltado muito mais para quem quer mergulhar de verdade nesse universo. Embora seja literalmente o começo de tudo, ele é recomendado para quem já tem uma certa bagagem de Tolkien e quer ampliar isso. Até porque ele vai passar um bom tempo jogando nomes de reis do passado e descrevendo paisagens e formações rochosas que só vão fazer sentido para quem já tem uma boa noção das coisas.

E, se o discurso religioso já é bem nítido em O Senhor dos Anéis, isso fica escancarado por aqui. O Silmarillion não nega esse caráter quase bíblico quando traz alegorias bastante óbvias a passagens da tradição cristã, como a expulsão do Paraíso e até mesmo a queda de Lúcifer. Ainda assim, acompanhar a jornada dos elfos, a guerra contra Morgoth e a ascensão de Sauron é algo muito interessante e que dá um peso muito maior às histórias dos outros livros.

Outro livro que expande o universo é Contos Inacabados de Números e da Terra-Média. Como o próprio nome já expõe, são histórias isoladas e sem uma grande continuidade narrativa, mas que ajudam a enriquecer o mundo. Isso inclui desde relator do reino de Númenor antes de sua queda, assim como um pouco mais da história de Gandalf antes de ele se aliar a Bilbo em O Hobbit.

Vale destacar que, no caso de Contos Inacabados, ele é um grande apanhado de histórias deixadas por Tolkien antes de sua morte e que foram reunidos posteriormente por seu filho, Christopher Tolkien. Ainda assim, é uma ótima forma de saber mais sobre o passado da Terra-Média.

Os outros livros

Se você for agora no site de qualquer livraria e procurar por Tolkien vai encontrar, além desses seis livros, outras publicações que podem dar um nó na sua cabeça.

Livros como Filhos de Húrin e A Queda de Gondolin são trechos do que os outros livros já apresentam (Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video)
Livros como Filhos de Húrin e A Queda de Gondolin são trechos do que os outros livros já apresentam (Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video)

Atualmente, as editoras brasileiras lançaram alguns livros adicionais, como Os Filhos de Húrin, Beren e Lúthien e A Queda de Gondolín. Contudo, essas obras nada mais são do que versões isoladas de contos já presentes em O Silmarillion e Contos Inacabados.

Como dito, esses livros de ampliação do universo são bem detalhistas em pontos que nem sempre são tão interessantes para o público geral. Assim, o que o próprio Christopher Tolkien fez foi montar edições que concentram apenas as histórias mais narrativas dessas obras e lançá-las de forma separada, complementando-as com comentários, ilustrações e outros materiais extras.

Assim, por mais que essas edições não tragam nada novo para quem já leu os originais, são uma boa forma de quem não está tão interessado na geografia e nos pormenores da Terra-Média conhecer algumas das lendas e dos heróis do passado desse mundo.

O famigerado Tom Bombadil

Fechando a lista, temos As Aventuras de Tom Bombadil, que nada mais é do que o teste final para saber se você é mesmo fã ou não de Tolkien. Por isso o deixamos no final da lista: é um conteúdo para poucos.

Tom Bombadil é o personagem mais divisivo de Tolkien e, por isso mesmo, o livro é para poucos (imagem: Divulgação/Martins Fontes)
Tom Bombadil é o personagem mais divisivo de Tolkien e, por isso mesmo, o livro é para poucos (imagem: Divulgação/Martins Fontes)

Tom Bombadil é um estranho ser que Frodo e os demais hobbits encontram em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel e que divide os leitores há gerações. Afinal, sua origem nunca foi muito bem explicada, sua relevância no universo como um todo é bastante questionável e tem um terrível hábito de falar cantando que torna sua passagem pelo livro um tanto quanto sofrível.

Assim, se você faz parte do grupo que gosta do personagem, As Aventuras de Tom Bombadil reúne diversas canções e poemas feitos por ele, descrevendo suas andanças pela Terra-Média e o modo com o qual ele se relaciona com os seres desse mundo.

O destaque aqui é justamente a habilidade de Tolkien como linguista. O autor era um notório estudioso da língua inglesa e, com Bombadil, brincou e explorou essa característica em meio ao seu rico universo. Ainda assim, não é uma literatura fácil.

Fonte: Canaltech

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