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O que você precisa saber para começar a segunda-feira

Amanda Perobelli/Reuters

Manifestantes vão às ruas em defesa de Bolsonaro e contra o Congresso e o Supremo mesmo com recomendação das autoridades de Saúde contra aglomerações, por conta do coronavírus; mesmo o presidente deixa isolamento e toca apoiadores; major Olímpio lamenta morte de Bebbiano e diz que aliado poderia causar “uma hecatombe política” no país se falasse tudo o que sabia.

Veja o que você precisa saber para começar a segunda-feira:

Brasil já tem 200 casos confirmados de coronavírus

Após confirmar na sexta-feira (13) a transmissão comunitária do novo coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde elevou neste sábado (14) de 121 para 200 o número de casos confirmados.

Ato pró-Bolsonaro nega pandemia

Simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro em ato na avenida Paulista nesse domingo (15) desafiaram a pandemia de coronavírus e se concentraram em frente à sede da Fiesp (federação das indústria). Grande parte dos manifestantes é de idosos, grupo de risco da doença. Parte do público usa máscaras. No fim, houve um baleado após uma briga.

Bolsonaro deixa isolamento e toca apoiadores

Apesar de ter pedido que seus apoiadores não fossem aos atos desse domingo (15), por causa da crise do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro participou das manifestações que ocorrem em Brasília. Ele deixou o Palácio da Alvorada por volta do meio-dia e seguiu para a Esplanada dos Ministérios, onde um grupo de apoiadores realiza o ato.

Major Olímpio lamenta morte de Bebbiano

O senador Major Olímpio (PSL-SP) afirmou nesse sábado (14) que, se o ex-ministro Gustavo Bebbiano tivesse trazido a público determinadas informações, teria provocado uma “hecatombe política no Brasil de consequências piores". Bebbiano morreu na madrugada do sábado depois de passar mal em seu sítio em Teresópolis, região serrana do Rio.

Bitcoin derrete

O bitcoin, a primeira e mais famosa das moedas virtuais, caiu mais de 35% em um dia, na última quinta-feira (12), e atingiu 50% de desvalorização em uma semana. O tombo foi tamanho que a cotação da cripto caiu abaixo de US$ 5 mil, há anos um patamar considerado como referência mínima ("piso") por especialistas e investidores.

Pandemia afeta movimento em shoppings

As redes de shopping centers vivem um momento de incerteza sobre como vai ficar o movimento nos centros de compras nas próximas semanas, em meio ao avanço dos casos de coronavírus no Brasil. Segundo representantes das varejistas, o fluxo de visitantes começa a ser afetado, situação que pode colocar em xeque a recuperação das vendas registrada nos meses anteriores e até elevar a inadimplência de lojistas que levou anos para ser normalizada após a crise. “O movimento caiu significativamente nas últimas 48 horas. Foram uns 30% de queda nas visitas às lojas e uns 20% a 30% nas vendas”, afirmou Tito Bessa Júnior, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) e fundador da rede de moda TNG. “Se esse resultado ocorreu em dois dias, imagine nas próximas semanas. Se continuar, os lojistas não vão ter recursos para pagar aluguel aos donos de shoppings”, completou.