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O que você precisa saber e acompanhar nesta sexta

André Mizutani e Carlos Mercuri

Acordo comercial China-EUA volta a animar investidores

Hannelore Foerster/Bloomberg

As bolsas globais sobem nesta manhã na Europa e nos EUA, após sessão positiva na Ásia. Os futuros acionários em Nova York apontam abertura com ganho de cerca de 1%, que pode levar ao quarto fechamento semanal positivo. Os estímulos recorrentes dos bancos centrais de países desenvolvidos têm dado suporte ao bom humor dos agentes, a despeito do pano de fundo ainda preocupante da pandemia. Investidores comemoram também o mais recente avanço nas negociações comerciais entre EUA e China. O país asiático planeja intensificar as compras de soja, milho e etanol nos EUA no âmbito do acordo comercial de fase 1. As compras desses bens foram adiadas pela pandemia e o desenvolvimento ocorre após conversas entre o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o principal oficial de política externa da China. O índice pan-continental Stoxx Europe 600 subia 0,9% nesta manhã, para 366,61 pontos. O dólar avançava 0,1% frente à cesta da ICE (DXY) e as divisas de países emergentes tinham um começo de sessão positiva, com valorização generalizada. O petróleo ganhava 2% em Londres (a US$ 34,27) e 2,6% em NY (a US$ 39,86%). No Brasil, os investidores devem continuar aproveitando o clima mais ameno no exterior e a agenda mais vazia para traçar suas estratégias, em um ambiente que reforça a busca por ativos como ações e a proteção da carteira em dólar. A lógica vem guiando os mercados nos últimos pregões e, caso a cena externa contribua, a tendência deve se confirmar na sessão que antecede o fim de semana. O principal risco presente parece ser, novamente, o cenário político.

CNI publica sondagem industrial de maio

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publica, às 10h, a Sondagem Industrial de maio, que mostra a percepção dos empresários sobre o desempenho da produção, do emprego, dos estoques e da utilização da capacidade instalada da indústria. Em abril, o índice de evolução da produção registrou 26 pontos em uma escala de 0 a 100. Nessa metodologia, os valores abaixo de 50 pontos mostram queda. A nova contração da atividade industrial provocou o recuo de 9 pontos percentuais da utilização da capacidade instalada entre março e abril, para 49%. E a forte queda no número de empregados levou o índice para 38,2 pontos em abril, bem distante da linha divisória de 50 pontos. Os índices que medem as expectativas tiveram uma ligeira melhora. No entanto, mostram significativo pessimismo do empresário para os próximos seis meses, com queda de demanda, exportações, compras de matérias-primas e número de empregados. A intenção de investir segue baixa.

Presidente do Fed e outros dirigentes discursam

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, discursa às 14h (de Brasília). Outros dirigentes da autoridade monetária americana também falam nesta sexta-feira. O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, discursa às 11h15; o vice-presidente de Supervisão do Fed, Randal Quarles, às 13h; a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, às 14h.

Brasilianista britânico Kenneth Maxwell fala na Live do Valor

O brasilianista britânico Kenneth Maxwell é o entrevistado desta sexta-feira, 19 de junho, às 11h, na Live do Valor. Ex-professor de Harvard e Columbia, ele vai abordar a situação política do Brasil frente à pandemia. Fundador do Programa de Estudos Brasileiros da Universidade de Harvard, Maxwell vai procurar compreender ainda as raízes históricas e sociais que levaram a sociedade brasileira ao momento atual, bem como a perspectiva estrangeira sobre o Brasil contemporâneo. Autor do clássico “A Devassa da Devassa”, ensaio que expõe os interesses de classe que estiveram na origem da Inconfidência Mineira, ele morou no Rio nos anos 1960. A entrevista será conduzida pelo editor de Cultura do Valor, Robinson Borges. A transmissão ao vivo será feita pelo site e pelos canais do Valor no YouTube e LinkedIn.

Cemig adia pagamento a acionistas por causa de pandemia

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) decidiu postergar o pagamento da primeira parcela de juros sobre capital próprio, no valor de R$ 200 milhões, declarada em dezembro. O montante, que seria pago até 30 de junho, será distribuído até 30 de dezembro. A mudança na data, aprovada pelo conselho de administração, está relacionada à pandemia da covid-19. O objetivo, segundo a companhia, é atravessar o período atual com reserva de caixa para suprir as necessidades que possam surgir.

Copasa decide não pagar dividendo extraordinário

O conselho de administração da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) decidiu que a empresa não irá pagar dividendos extraordinários neste momento, também por causa da pandemia. Pela política de proventos da empresa, o montante a ser pago poderia chegar a R$ 400 milhões. Os conselheiros aprovaram ainda a distribuição de R$ 43,8 milhões em juros sobre capital próprio, que serão imputados aos dividendos obrigatórios de 2020. O pagamento será em até 60 dias para acionistas com posição em 23 de junho.

Localiza aprova pagamento de JCP

A Localiza irá pagar R$ 64,7 milhões em juros sobre capital próprio no dia 5 de abril de 2021 para acionistas com posição em 23 de junho. Na mesma reunião em que deliberou sobre os proventos, o conselho de administração da companhia aprovou um programa de recompra de ações e outro de recompra de debêntures.

Lojas Renner aprova pagamento de JCP

O conselho de administração da Lojas Renner aprovou a distribuição de R$ 55,9 milhões em juros sobre capital próprio. Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 23 de junho. A partir da data, os papéis serão negociados “ex-JCP”.

Even paga dividendos em 2 de julho

A Even vai pagar no dia 2 de julho dividendos de R$ 30 milhões. O montante já tinha sido aprovado pelo conselho da companhia e será distribuído entre os acionistas com posição em 30 de abril.

Aneel aprova TAC de R$ 638 mi com TIM

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com a TIM de R$ 638 milhões.

S&P reduz rating da Oi

A agência de classificação de riscos S&P reduziu rating da Oi em escala global de “B-” para “CC” e a nota em escala nacional de “brBBB-” para “brCC”, com perspectiva negativa.