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O que se sabe sobre o empresário dono da carga que explodiu em Beirute

Marcus Couto
·2 minutos de leitura
O porto de Beirute devastado pela explosão. (Foto: Mahmut Geldi/Anadolu Agency via Getty Images)
O porto de Beirute devastado pela explosão. (Foto: Mahmut Geldi/Anadolu Agency via Getty Images)

As autoridades libanesas ainda investigam as causas do acidente que levou à terrível explosão que matou pelo menos 135 e feriu milhares em Beirute, capital do Líbano. O evento, a onda de impacto, causaram ampla destruição a partir do porto da cidade, e foram vistas pelo mundo inteiro na internet, a partir de vídeos amadores de pessoas que estavam próximas à área em que ocorreram as explosões.

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A principal devastação foi causada pela ignição de um estoque de 2,750 toneladas de nitrato de amônio, uma substância altamente explosiva, utilizada na produção de fertilizantes, e de bombas já usadas no passado por células de grupos terroristas, como o Estado Islâmico.

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A carga explodiu durante um incêndio no seu local de armazenamento cujas causas ainda são analisadas.

Enquanto as investigações sobre o episódio transcorrem, um nome surgiu como responsável pelas toneladas de nitrato de amônio guardadas no porto de Beirute: o empresário russo Igor Grechushkin. As informações foram amplamente circuladas na imprensa internacional nesta semana, em sites como o Business Insider e o New York Times.

Grechushkin viveria hoje no Chipre, país situado no leste do Mar Mediterrâneo, próximo às costas da Síria e da Turquia. O Chipre é conhecido como destino para empresários ricos da Rússia.

Segundo seu antigo capitão, o navio MV Rhosus, que levou a carga de nitrato de amônio para Beirute, era propriedade de Grechushkin e tinha originalmente como destino a nação africana de Moçambique, localizada no sudeste do continente. Seu ponto de partida foi Batumi, segunda maior cidade da Georgia, ex-integrante da União Soviética localizada na costa do Mar Negro.

Mas a viagem nunca foi completada. O Rhosus estava avariado, com vazamentos, quando chegou ao porto de Beirute, e ali permaneceu, abandonado por seu proprietário, impedido de voltar ao mar por razões de segurança. Segundo os membros da tripulação, o empresário também não lhes ofereceu pagamento, e eles foram “acolhidos” pelas autoridades libanesas.

Um jornal da Sibéria divulgou uma suposta foto de Grechushkin, montado em uma motocicleta:

Por enquanto, as autoridades ainda não divulgaram nenhuma informação sobre investigações em curso sobre o empresário.

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