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O que são estrelas cadentes?

·4 min de leitura

Você provavelmente já ouviu falar em “estrelas cadentes”, talvez até mesmo conheça alguma das muitas músicas que evocam esses objetos cintilantes. Mas o que são estrelas cadentes? E por que será que esse nome não é mais tão utilizado quanto antigamente? Bem, é que estrelas cadentes são nada mais que meteoros. Nesta matéria, você entende tudo sobre eles!

O que são estrelas cadentes e do que são feitas?

Chuva de "estrelas cadentes" Perseidas registrada em agosto de 2009 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL)
Chuva de "estrelas cadentes" Perseidas registrada em agosto de 2009 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL)

Quando pedaços de rocha e poeira do espaço entram na atmosfera da Terra, o atrito dessa entrada literalmente os queima. Isso acontece com muito mais frequência do que se imagina quando pensamos em “estrelas cadentes” como eventos raros.

Esses detritos espaciais são, na maioria das vezes, pedaços de cometas que se aproximaram do Sol o suficiente para aquecê-los, liberando pedaços de sua estrutura. Isso ocorre porque os cometas são cheios de elementos voláteis que evaporam rapidamente quando recebem os raios solares.

No processo, eles liberam um bocado de poeiras e detritos do tamanho de grãos de areia, formando uma verdadeira nuvem ao longo do trajeto realizado pelo cometa. Então, quando a Terra passa por essa nuvem, é inevitável que alguns desses detritos entrem na nossa atmosfera. Esse tipo de evento costuma acontecer todos os anos, nas mesmas épocas, e são conhecidos como chuva de meteoros. Nessas chuvas, as pessoas veem mais "estrelas cadentes" no céu do que em outros períodos do ano.

Mas existem outros tipos de meteoros, como asteroides que se aproximam demais da Terra e acabam entrando na atmosfera. Geralmente eles são pequenos, mas há alguns maiores que chamam atenção pelo intenso brilho e por produzirem um estrondo. Estes são conhecidos como bólidos, que queimam como bolas de fogo e assustam a muita gente.

Vale ressaltar que nenhum dos tipos de meteoros mencionados acima representam perigo para o planeta. Apesar de haver uma série de asteroides considerados como potencialmente perigosos à Terra, não sabemos, hoje, de nenhum grande o bastante para nos ameaçar que tenha um real risco de impacto.

Meteoro ou meteorito?

Diferença entre cometa, asteroide, meteoro, meteoroide e meteorito (Imagem: Reprodução/Science Notes)
Diferença entre cometa, asteroide, meteoro, meteoroide e meteorito (Imagem: Reprodução/Science Notes)

Os astrônomos dividem os meteoros por “etapas”. Quando os detritos ou pequenos asteroides ficam “vagando” pelo espaço (na verdade estão orbitando o Sol), são chamados meteoroides. Ao entrar em nossa atmosfera fazendo um rastro luminoso no céu, então o objeto é chamado de meteoro — ou estrela cadente, no linguajar mais popular.

Um detalhe importante é que os rastros luminosos não são os meteoros em si; eles são as trilhas que surgem por causa do ar aquecido pela passagem do objeto. Quanto maior for o detrito ou quanto mais rápido se mover, mais brilhante será seu rastro.

Chuvas de meteoros

As chuvas de meteoros duram vários dias, mas a quantidade de objetos por hora só é interessante de observar quando o planeta se aproxima da região da nuvem onde a densidade de material é mais alta. Quando a taxa de “estrelas cadentes” chega ao máximo, chamamos de pico, que duram um ou dois dias e podem oferecer até 100 meteoros por hora.

Existem diversas chuvas de meteoros anuais, mas nem todas são visíveis no hemisfério Sul (assim como algumas são exclusivas no lado Sul do planeta). Algumas delas se destacam por terem maior taxa do que as demais.

As principais chuvas de meteoros visíveis no hemisfério Sul são as seguintes:

  • Quadrântidas, em janeiro

  • Líriadas, em abril

  • Eta Aquáridas, em maio

  • Delta Aquáridas do Sul, entre julho e agosto

  • Perseidas, entre julho e agosto

  • Táuridas do Sul, entre setembro e novembro

  • Oriônidas, entre outubro e novembro

  • Táuridas do Norte, em novembro

  • Leônidas, em novembro

  • Geminídeas, em dezembro

Por que fazemos pedidos às estrelas cadentes?

Um meteoro da chuva Geminídeas de 2009 (Imagem: Reprodução/Brocken Inaglory/Wikimedia Commons)
Um meteoro da chuva Geminídeas de 2009 (Imagem: Reprodução/Brocken Inaglory/Wikimedia Commons)

É raro conseguir ver meteoros a olho nu, mesmo observando o céu por horas a fio. Isso era verdade até mesmo antes da iluminação artificial, que dificulta ainda mais a observação do céu noturno. Talvez por causa dessa aparente raridade de "estrelas cadentes", muitos povos antigos criaram diferentes mitos sobre esses objetos.

A lenda mais conhecida (ao menos no ocidente) é que ver uma estrela cadente nos dá a oportunidade de realizar um desejo. Afirma-se que esse mito começou na Grécia antiga, com o astrônomo e matemático Ptolomeu, no século II.

Ptolomeu escreveu que os deuses olhavam para a Terra, por mera curiosidade, abrindo um tipo de portal entre os céus e o planeta para nos "espiar". Com isso, algumas estrelas podiam passar para nosso mundo e se tornarem visíveis como estrelas cadentes. Então, se os deuses estavam nos olhando a ponto de deixar as estrelas "caírem" aqui, provavelmente estavam prestando atenção o suficiente em nós para ouvir nossos pedidos.

A tradição "pegou" e até hoje há quem faça pedidos quando avistam uma "estrela cadente" riscando os céus!

Fonte: Canaltech

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