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O que podemos esperar de Dancing With The Devil, novo documentário de Demi Lovato

Amábile Reis
·6 minuto de leitura
Demi Lovato em seu novo documentário,
Demi Lovato em seu novo documentário, "Dancing With The Devil". Foto: Divulgação/Youtube

Aviso de gatilho: essa matéria contém relatos sobre abuso de substâncias e violência sexual. Se esses temas forem delicados para você, melhor não continuar com a leitura do texto

“Diferente de tudo o que podíamos esperar”. É assim que a crítica internacional está definindo o novo documentário de Demi Lovato, Dancing With The Devil, para o Youtube.

Para começar, pelo fato de a novidade ser bem mais profunda que "Simply Complicated", primeiro doc da cantora produzido pela plataforma. Se em 2017, Demi apresentou ao público um filme superficial com uma mensagem positiva ao fim - quase que na linha ‘...e vivemos todos felizes para sempre’ -, agora ela mostra um lado bem mais denso e complicado do seu problema com as drogas.

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Pela primeira vez na carreira, Lovato revela que foi estuprada em duas ocasiões diferentes, que usou crack e heroína e que sofreu danos permanentes no cérebro após sua última overdose, em 2018. Está preparada para ver tudo o que você pode esperar de Dancing With The Devil? Então, vem com a gente!

Recaída nas drogas

Após seis anos de sobriedade, Demi teve uma recaída em 2018. Nessa época, ela conta que entrou em contato com drogas mais pesadas, incluindo crack e heroína.

No doc, inclusive, a artista abre o jogo sobre a sua última overdose, que aconteceu no mesmo ano, e revela pela primeira vez os problemas médicos que sofreu. “Eu tive três derrames, um ataque cardíaco. Meus médicos disseram que eu só tinha mais 5 a 10 minutos [de vida]“, comenta.

“Ela teve pneumonia por se asfixiar no próprio vômito; sofreu danos cerebrais por causa dos derrames e ainda tem problemas na visão”, revelou o Times sobre detalhes do documentário.

Demi assume que, por conta da visão prejudicada, não pode dirigir até hoje. "Foi interessante como me adaptei. Eu não dei tempo para me sentir triste. Eu só estava tipo: 'Como posso consertar isso?'", conta.

Estupro

A cantora relembra as duas ocasiões em que sofreu abuso sexual: um na adolescência, quando perdeu a virgindade, e outro, no dia em que sofreu a overdose em 2018.

No primeiro caso, Demi tinha apenas 15 anos. Ela dá a entender que quem a estuprou foi um ator com quem contracenou em um filme na época. Sem revelar o nome do rapaz, a cantora faz o relato: "Nós estávamos 'nos pegando', mas eu disse: 'Isso não pode ir além, eu sou virgem e não quero perder a virgindade desta forma'. Ele não se importou. Me forçou mesmo assim. Eu internalizei a experiência e achei que tinha sido minha culpa, por ter começado a ficar com ele".

Lovato, então, declara que chegou a denunciar o caso a um dos seus superiores do filme em questão, mas nada foi feito. "Não houve repercussões. Ele não foi tirado do filme", ressalta.

Em 2018, Demi foi estuprada pelo traficante que lhe vendeu as drogas que causaram a sua overdose.

"O que as pessoas não sabem é que, naquela noite, eu não só sofri uma overdose. Ele também se aproveitou de mim. Quando me encontraram, eu estava nua e cheia de hematomas. Ele me deixou para morrer. Só meses depois é que eu consegui pensar: 'Eu não estava em condições de dar consentimento a ele'", pontua.

Lembrando que, se você infelizmente passar por uma situação similar, pode denunciar o crime na delegacia mais próxima ou pode ligar no Disque 180, que é um canal anônimo de denúncias estritamente reservado para casos de abuso e agressão contra mulheres.

Mentiras

Em Simply Complicated, Demi chega a comentar sobre seu problema com mentiras e como conseguiu enganar toda a sua equipe sobre seu problema com drogas. Mas, em Dancing With The Devils, esse lado da artista fica ainda mais evidenciado.

No filme, amigos e familiares falam um pouco dessa dualidade de Lovato: como ela consegue disfarçar que está tudo bem, mesmo quando não está. O interessante é que o doc, de forma muito delicada, faz que Demi se responsabilize por essa postura preocupante.

Em um dos episódios, a antiga coreógrafa da artista, Dani Vitale, tem até a chance de se defender das acusações dos Lovatics, o fã clube de Demi, de que ela teria sido responsável pela recaída da cantora.

Max Ehrich

Demi Lovato foi noiva por um breve período do ator Max Ehrich em 2020. E o término do noivado, que durou 3 meses, foi bem turbulento. Na época, Max acusou Demi de encerrar o relacionamento para se promover musicalmente.

No doc, a cantora dá mais detalhes sobre o que aconteceu de verdade entre os dois. Ela explica que sentiu ter apressado a relação e que percebeu que "não conhecia de verdade a pessoa de quem estava noiva".

"Estou muito triste que as coisas tenham terminado da forma que terminaram. A boa notícia é que não usei nenhuma droga pesada ou coisas assim [por isso]. Estou aguentando. É uma merda", Demi relata no filme.

A artista aproveita e até comenta sobre planos futuros sobre casamento: "Sinto que eu sou muito queer para casar com um homem agora. Eu não estou disposta a colocar um rótulo nisso. Acho que vou chegar lá, mas tem muitas coisas que preciso fazer por mim antes. Quero me permitir a ter a habilidade de viver a vida da forma mais autêntica o possível".

Controversas

Embora o documentário esteja sendo bastante elogiado pela crítica, há dois pontos de ressalva no filme. O primeiro deles é como Scooter Braun, atual empresário de Lovato e um dos produtores do doc, é retratado.

Dancing With The Devil mostra como o antigo time que gerenciava a carreira da cantora era problemático, monitorando tudo ao redor dela, como o que ela comia e até o que as pessoas ao redor dela podiam comer.

Após apresentar esse terror psicológico, Scooter, então, é colocado em um pedestal como o “salvador da pátria”. O empresário, que já se envolveu em brigas homéricas com Taylor Swift, é basicamente comparado a um herói quando ele aceita assinar um contrato com Demi após a overdose da artista.

E, convenhamos, não seria um pouco polêmico o próprio executivo do filme se retratar desse jeito?

Outro ponto que fez as pessoas titubearam é que, depois de construir toda uma narrativa de como as drogas foram problemáticas na vida da artista, Demi assume que ainda consome bebidas alcoólicas e faz uso recreativo de maconha.

"Eu sinto que simplesmente falharia se dissesse a mim mesma que não posso beber um pouco ou fumar um baseado às vezes. Eu tenho a mania de pensar em tudo como se fosse preto e branco. E não é. Não estou dizendo para outras pessoas sóbrias que está tudo bem beber ou fumar. Não é o mesmo para todo mundo", alerta.

Apesar do aviso da própria artista, será que não é mais nocivo que benéfico encerrar o filme com essa mensagem?

Independente, Dancing With The Devil tem tudo para ser um marco na carreira de Demi Lovato. O documentário estreia dia 23 de março, no Youtube. Quem está animada para ver a novidade?