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O que pode explicar as estruturas geométricas em Plutão?

·2 min de leitura

Estruturas "geométricas" presentes em Sputnik Planitia, uma das maiores crateras de Plutão, parecem ter sido formadas pela sublimação do nitrogênio congelado. Este é um dos resultados de um novo modelo criado por um time internacional de pesquisadores, que concluíram que o nitrogênio congelado em forma poligonal por lá foi sublimado. Isso sugere, portanto, que o planeta anão está geologicamente ativo, com estes processos ainda ocorrendo.

Sputnik Planitia é uma grande cratera de impacto na zona equatorial de Plutão, com tamanho que a torna um pouco maior que o território da França. Em seu interior, há nitrogênio congelado dividido em várias “células” irregulares poligonais, que vão de 10 a 40 km de extensão — em algumas delas, há picos que chegam a 50 m de altura.

Conhecida anteriormente como "Sputnik Planum", a região de Plutão aparece com suas células geométricas congeladas na imagem (Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute)
Conhecida anteriormente como "Sputnik Planum", a região de Plutão aparece com suas células geométricas congeladas na imagem (Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute)

Para entender melhor a formação da região, os pesquisadores liderados por Dr Adrien Morison, da University of Exeter, trabalharam com uma série de simulações numéricas, que mostraram que o resfriamento que ocorre durante a sublimação (ou seja, composto congelado vai direto para o estado gasoso, sem passar pelo líquido) pode intensificar processos de convecção na camada congelada de Sputnik Planitia. Estes resultados correspondem aos dados coletados pela missão New Horizons, que sobrevoou Plutão em 2015.

Ainda, o modelo consiste com a escala de tempo em que modelos climáticos anteriores previam a ocorrência de sublimação por lá, que teria começado de 1 a 2 milhões de anos atrás. “Plutão ainda está geologicamente ativo, apesar de estar distante do Sol e ter fontes limitadas de energia interna”, observou o autor. “Isso vale para Sputnik Planitia, onde as condições da superfície permitem que o nitrogênio gasoso da atmosfera coexista como sólido”.

Conforme o nitrogênio se esfria durante a sublimação, ele produz polígonos que correspondem àqueles registrados nas imagens da New Horizons. Segundo os autores, processos do tipo podem ocorrer na superfície de outros corpos planetários, como na lua Tritão, de Netuno, ou nos planetas anões Eris e Makemake, presentes no Cinturão de Kuiper.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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