Mercado abrirá em 3 h 45 min

O que muda com o 5G?

Colaborador externo

Por Jayro Navarro*

Há em todo o mundo uma grande expectativa quanto ao 5G, pois ele promete mudar a dinâmica competitiva do ambiente digital por meio de novas aplicações, como a potencialização da Internet das Coisas (IoT), transformando nossas vidas e tornando-as mais práticas, conectando-nos com cidades inteligentes e carros autônomos, e trazendo novas eficiências industriais, conexão e automação.

Para que isso aconteça, as redes devem se tornar mais rápidas, inteligentes e ágeis para lidar com o aumento sem precedentes no volume e na complexidade do tráfego de dados, à medida que mais dispositivos se conectam e novos serviços digitais são oferecidos. A Intel está ajudando a impulsionar essa transformação da rede para modernizar a infraestrutura de comunicações atual e construir a base para a inovação.

O 5G tem uma maior capacidade de banda e oferece menor latência, ou seja, menor tempo de resposta. Possibilitando colocarmos mais informação numa ‘onda de rádio’. Acredito que um dos melhores exemplos do dia a dia do cidadão comum será o uso em carros conectados. Atualmente, quando usamos um navegador, temos algum atraso (delay) entre o ponto em que estamos e o que vemos no celular e há um tempo de recálculo de rota quando mudamos o caminho. No caso de carros autônomos, isto não poderá acontecer, pois qualquer demora ou atraso pode causar um acidente ou colisão. Esta tecnologia só será possível com o 5G.

Uma dúvida que sempre permeia o assunto é: todo mundo terá acesso? Vai existir a necessidade de compatibilidade dos nossos dispositivos (celulares, roteadores, dongles, entre outros) com as novas frequências do 5G. Para exemplificar, vale ver a evolução dos smartphones quando operávamos no 3G e foi lançado o 4G, não eram todos os dispositivos que estavam aptos a automaticamente se conectar a ele. Isso vale para o 5G também e vai depender da aquisição de frequências específicas para cada operadora/área de atuação.

De forma prática, o 5G será utilizado em:

  • Indústria: uma indústria automobilística vai implantar 28 fábricas conectadas no mundo, sendo uma no Brasil. Para isso, o 5G será ideal para conectá-las e corrigir eventuais erros em tempos substancialmente menores, o que acarreta uma economia no processo produtivo e, consequentemente, em ganho de escala.
  • Saúde: um hospital de campanha que não possui especialistas em todas as áreas. Poderá ser transmitido em tempo real exames como pré-natal ou até efetuar cirurgias remotas com alta confiabilidade.
  • Entretenimento: rede virtual e aumentada para prática de jogos ou a transmissão de partidas de esportes com a possibilidade da escolha de diversas câmeras espalhadas nos estádios.
  • Educação: a tecnologia permitirá experiências em tempo real como, por exemplo, acompanhamento de cirurgias por alunos cursando medicina que poderão assistir e acompanhar procedimentos remotamente.
  • Infraestrutura: cidades inteligentes, câmeras de trânsito, de viaturas de polícia e outros serviços públicos, como iluminação e telefonia, por exemplo.

*Jayro Navarro Junior é Diretor de Contas de Telecomunicações da Intel

Fonte: Canaltech