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O que Michael Jordan e Tom Brady podem ensinar às marcas e empreendedores?

·6 minuto de leitura

Já faz algum tempo que temos percebido uma movimentação de marcas cada vez mais preocupadas em entender as preferências e necessidades dos seus atuais e potenciais clientes. Você já deve ter me ouvido falar sobre a revolução que as DNVBs estão causando no mercado, tendo como principal premissa a obsessão pelo foco no cliente, afinal, essas empresas sabem o poder que têm nas mãos ao conhecer seu público além das definições básicas de faixa etária, localidade, gênero, entre outras. Mas, voltando à proposta inicial desse texto, você deve estar se perguntando, o que astros como Michael Jordan e Tom Brady têm a ver com isso?

Para começar, precisamos ter em mente que talvez não exista ainda — no mundo — um atleta profissional que monetize seu nome e imagem melhor do que o grande astro da NBA, Michael Jordan. O ídolo do Chicago Bulls fez história também fora das quadras quando, em plena década de 1980, lançou os tênis Air Jordan em parceria com a Nike. Seu acordo com a marca norte-americana traz quase US$ 5 bilhões em receita anual até hoje, com um aumento de 31% ano após ano. Com isso, alcançou um ganho de aproximadamente US$ 150 milhões em royalties anuais, superando os US$ 90 milhões conquistados ao longo de toda a sua carreira no basquete.

Bom, não é de hoje que as marcas perceberam que é uma oportunidade grandiosa explorar a estratégia de investir em celebridades e influencers para alcançar os seus públicos de interesse. A grande chave para esse sucesso está no fato dessas pessoas terem um canal direto com as suas comunidades e conseguirem não só promover produtos e serviços, indicando-os como quem conversa com um amigo, mas também porque são capazes de obter uma enorme quantidade de informações a partir do comportamento da sua base.

Michael Jordan, Roger Federer, Cristiano Ronaldo — esses são apenas alguns nomes que estão fazendo história ao investir em marcas que estão conquistando mercados e pessoas com experiências incríveis. Mas, quero deixar aqui meu recado. Está na hora de olharmos para outro GOAT (Greatest Of All Times): Tom Brady, conhecido entre nós brasileiros como o marido da Gisele (Bündchen), está criando um verdadeiro plano para repetir o sucesso do campo de futebol nos negócios.

Ele, que já conquistou seu sétimo título no Super Bowl, está dando passos cada vez mais largos no mundo dos negócios ao investir em projetos além da posição de quarterback do Tampa Bay Buccaneers, como ele próprio disse em entrevista ao Wall Street Journal: “…estou vivendo duas vidas: minha vida no futebol e depois minha vida pós-futebol”. Além de anunciar entre seus projetos uma coleção de roupas de última geração que levará seu nome, a Religion of Sports — empresa de mídia esportiva na qual investe — acaba de firmar parceria com a Adventures para iniciar sua operação no Brasil, como parte da estratégia de expansão internacional.

Esses movimentos demonstram, primeiro, que Tom Brady está ficando mais agressivo em sua atuação como empreendedor ao mesmo tempo que faz cada vez mais história de alto nível nos campos de futebol. Para se ter uma ideia, ele tem negócios lucrativos de patrocínio com marcas — como Under Armour, Fanatics, IWC Watches, entre outras — que pagam milhões de dólares anualmente e incluem até pequenas participações acionárias. No entanto, nos últimos tempos seus investimentos no mundo dos negócios, além da ROS, incluem uma plataforma NFT (Autograph), uma produtora (199 Productions) e uma marca de roupas (Brady).

Ou seja, além de ser um astro do Super Bowl e levar milhares de fãs à loucura com suas façanhas esportivas, ele acaba de lançar três empresas que, garanto a vocês, tem grandes chances de acumular muitos dígitos em valuation. Isso é um grande feito e, considerando o cenário de transformação que estamos vivendo com marcas cada vez mais empenhadas em investir em comunidades, os resultados tendem a ser cada vez maiores garantindo uma jornada de sucesso ainda maior para o astro da NFL.

Um ponto fundamental que une cases de sucesso, como o de Jordan e Brady, é a questão da autenticidade e a identificação. Assim, como no caso mais recente, do LeBron James. Recentemente, o jogador de basquete conseguiu entrar no Jogo 5 entre Bucks e Suns com uma garrafa de tequila, “Lobos 1707” — marca na qual investe desde o ano passado — e disparou o interesse na marca.

É importante notarmos aqui que o segredo dos negócios do futuro está mais do que escrito em letras garrafais e bem na nossa frente: para que uma empresa tenha sucesso ela deve, necessariamente, buscar cada vez mais formas de se conectar verdadeiramente com o seu consumidor e observar os movimentos dessas celebridades rumo ao empreendedorismo é uma verdadeira aula sobre como usar o poder da atenção das pessoas ao seu favor. Mas, vale o lembrete, assim como qualquer outra estratégia, isso não pode ser algo feito apenas “por fazer”.

Pense que, para lançar a marca Brady, a equipe de Tom Brady desenvolveu uma estrutura impressionante, que traz nomes como Jens Grede, que é cofundador da marca e parceira de negócios de Kim Kardashian como a mentora por trás da marca Skims, que vale algo em torno de de US$ 1,6 bilhão. Esse é o futuro que veremos daqui em diante, não apenas com celebridades do entretenimento se unindo às marcas, mas também com atletas criando suas próprias empresas e desenvolvendo fortunas impressionantes não ligadas à sua atividade principal.

Antes de me despedir por aqui, deixo ainda mais um exemplo para reforçar minha tese de que ainda veremos mais histórias nessa linha. Outro caso impressionante que acompanhamos é o do lutador de MMA, Conor McGregor. Em 2018, ele lançou o ‘Whisky Proper Nº Twelve’ pela Eire Born Spirits, empresa fundada pelo lutador e seu empresário e, em abril deste ano, ele vendeu a sua marca por 130 milhões de euros para a empresa mexicana de tequila, a Becle, dona da Jose Cuervo. Desde que criou o Whisky, McGregor nunca parou de promover a sua marca onde quer que ele fosse, com isso, tornou-se o atleta mais bem pago de 2021, segundo a Forbes, mesmo tendo feito apenas três lutas (e sido derrotado em duas delas) desde 2018. Se você não está impactado com essas informações e começando a ficar de olho nisso, corre para não ficar para trás.

Claro, nem todo atleta pode fazer isso, estamos falando de nomes que já contam hoje com uma vantagem incrível que é o tamanho de seu público e a capacidade de correr riscos, visto que estão atuando em outras frentes além dos negócios. Mas, meu palpite é de que todas essas empresas alcançarão patamares cada vez maiores e estão abrindo caminhos para que vejamos em pouco tempo outras histórias surpreendentes surgirem.

O post O que Michael Jordan e Tom Brady podem ensinar às marcas e empreendedores? apareceu primeiro em Fast Company Brasil | O Futuro dos Negócios.

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