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O que faz de um celular básico, intermediário ou avançado?

Felipe Junqueira
·9 minutos de leitura

As empresas lançam cada vez mais smartphones, o que pode ser bom por um lado, pois dá bastante opção ao consumidor, e ruim por outro, uma vez que opção demais pode deixar potenciais compradores em dúvida. Para ajudar um pouco, a indústria divide os modelos em três categorias: básicos, intermediários e avançados.

Mas, como é de praxe, essa solução também trouxe novos problemas, e tanto lançamento começou a “subdividir” as categorias em aparelhos básicos, intermediários e avançados.

Nos próximos parágrafos, o Canaltech explica o que faz de um smartphone básico, intermediário ou avançado, e quais são as diferenças entre os mínimos e os recomendados dentro de cada categoria. Assim, você fica craque e consegue identificar qual modelo está mais em linha com o que busca para si mesmo.

Básicos

Galaxy A01 é exemplo de celular básico em 2020 (Imagem: Divulgação/Samsung)
Galaxy A01 é exemplo de celular básico em 2020 (Imagem: Divulgação/Samsung)

Celulares básicos ou de entrada costumam não apenas ter especificações e recursos mínimos para uma experiência razoável do usuário por um preço baixo. Eles também trazem componentes de menor qualidade e é comum ver usuários e especialistas destacarem tela OLED em detrimento da LCD, por exemplo, mas a verdade é que a segunda ficou com má fama principalmente por conta da má qualidade dos displays de smartphones de baixo custo.

Nessa categoria, também podemos colocar os modelos com processadores menos poderosos, menos memória RAM e espaço para armazenamento. Com relação ao conjunto fotográfico, é preciso ter um cuidado especial: o fato de ter um monte de câmeras não significa que um aparelho não possa ser de entrada. Podemos considerar um diferencial dentro dessa faixa, mas o hardware em si e a qualidade dos componentes são questões muito mais importantes para classificar um celular como básico ou avançado.

Outro indicativo forte é a quantidade de atualizações de software: quase nenhum celular de entrada recebe nem mesmo updates de segurança. Mas, claro, há modelos dentro da categoria que se diferenciam por receberem ao menos uma nova versão de sistema operacional.

Básicos mínimos

Infelizmente, ainda existem celulares novos que não oferecem nem mesmo uma experiência minimamente razoável. Por isso, precisamos ter em mente o que é o mínimo para um smartphone estar entre os básicos. Em 2020, um processador octa-core é essencial. Memória RAM e armazenamento também são importantes, e o ideal é ter pelo menos 2 GB (RAM) e 32 GB (armazenamento).

Exemplos: LG K41S, Moto E6s, Galaxy A01 Core, Galaxy A01, Redmi 9A.

Básicos recomendados

Felizmente, algumas fabricantes já começaram a oferecer até 4 GB de memória RAM em celulares básicos, e há até modelos com 128 GB de armazenamento. Mas seguem na categoria de entrada por trazerem processador com velocidade mais baixa — às vezes, até com plataformas antigas — e componentes de baixo custo.

Exemplos: Philco Hit Plus, LG K51S, Moto E7 Plus, Galaxy A21s, Redmi 9, TecToy ON.

Intermediários

Intermediários já têm mais funções que os básicos (Imagem: Divulgação/Motorola)
Intermediários já têm mais funções que os básicos (Imagem: Divulgação/Motorola)

Celulares que oferecem mais do que apenas o mínimo para uma experiência razoável já saltam para a categoria intermediária, a que mais tem lançamentos e a que busca a maior parte dos usuários. São aparelhos muito bons, mas que ainda trazem qualidade de construção um pouco inferior aos topos de linha, geralmente com acabamento plástico, além de não terem os melhores componentes disponíveis em termos de tela e câmera.

Aqui vale reforçar a observação do display: ser OLED não garante uma tela necessariamente melhor que LCD, pois tudo depende da qualidade do componente. A Apple ainda usa LCD no iPhone SE 2020, por exemplo, e com resolução relativamente baixa, mas a qualidade da imagem ainda é melhor que muito intermediário Android com tela OLED e resolução maior.

Os celulares intermediários já costumam trazer tendências mais recentes de design e recursos, e nos últimos anos vimos muitos deles testarem novidades, como câmeras pop-up, leitor de impressão digital sob a tela e até câmera de selfie abaixo do display, como é o caso do ZTE Axon 20 5G.

Intermediários mínimos

Para um smartphone ser considerado intermediário, é preciso oferecer processador com boa velocidade, o que em 2020 e 2021 significa um Snapdragon série 600 mais atual. Tirando a velocidade de processamento, eles já trazem alguns recursos a mais do que um celular básico, como um conjunto de câmeras mais parrudo, bateria de longa duração ou tela com densidade de pixels maior (atualmente, Full HD).

Um dos maiores diferenciais de um intermediário mínimo para um básico recomendado é o suporte a atualizações: se receber pacotes de segurança com boa frequência, é um sinal de que pode pertencer à primeira categoria, ao passo que não receber atualizações pode ser indicativo de que está na outra, mesmo com bom hardware.

Exemplos: LG K61, Moto G9 Play, Galaxy A31, Redmi Note 9.

Intermediários recomendados

Aqui já podemos listar celulares que por pouco não estão entre os avançados. Processador potente, mas não o mais avançado disponível, é um dos indicadores principais, geralmente um Snapdragon série 700 ou equivalente. Alta capacidade de memória RAM e armazenamento também são ótimos diferenciais, além de tela com maior qualidade e resolução, sendo que o Full HD é essencial, enquanto todas as categorias anteriores ainda admitem o 720p.

O conjunto de câmeras já pode ser bem mais parrudo, e há até alguns que concorrem com modelos top de linha, como a linha Google Pixel, que agora se insere entre os intermediários recomendados — também chamados de intermediários premium.

Exemplos: Moto G9 Plus, Galaxy A51, Galaxy A71, Redmi Note 9 Pro.

Avançados

Celulares avançados não precisam ter muitas câmeras (Imagem: Reprodução/John Kim/CNET)
Celulares avançados não precisam ter muitas câmeras (Imagem: Reprodução/John Kim/CNET)

Até pouco tempo atrás, eram os celulares mais inovadores, com os melhores recursos disponíveis. Hoje, são os mais potentes, com melhor construção e componentes de alta qualidade, como cartões de visita das fabricantes. Algumas empresas passaram a adotar posição mais conservadora com seus topos de linha, como a Apple, que não usa leitor de digitais sob a tela (inovação), mas tem o melhor sistema de reconhecimento facial disponível em celulares da atualidade (recurso aprimorado).

Nem sempre trazem o melhor conjunto de câmeras, mas isso costuma ser um diferencial. A qualidade da construção é item importante, mas não precisa ser traseira em vidro ou metálica: se for um plástico bem feito, com aparência impecável e que não afunde ao ser pressionado, já está ótimo. Suporte a atualizações é essencial, e o mínimo é que receba duas novas versões do sistema operacional, com a chave já virando para três.

Bom notar que só o processador de última geração não é suficiente para classificar um celular como avançado. Houve um intenso debate sobre o Pocophone F1 ser ou não um topo de linha, e muita gente argumenta que faltaram alguns aspectos para ele estar inserido aqui, e que ele seria um intermediário potente.

Avançados mínimos

Como já mencionado, simplesmente ter o melhor processador disponível não é o bastante para um celular avançado: há mais alguns requisitos. Um bom conjunto de câmeras pode ajudar, assim como bastante espaço de armazenamento, no mínimo 64 GB atualmente.

Mas o mais importante é a qualidade da tela e da construção. Que fique claro: não dá para apenas falar em resolução ou densidade de pixels para dizer se uma tela é boa o bastante para um topo de linha, ela precisa ter ótima calibragem de cores e boa taxa de atualização. Na construção, como já dito, o plástico é aceitável, desde que tenha qualidade impecável.

Exemplos: LG Velvet, iPhone SE, Galaxy Note 20, Galaxy S20 FE.

Avançados recomendados

Agora, sim, temos os modelos mais completos do mercado. Tendências atuais, hardware, tela e construção impecáveis, enfim, tudo de melhor (e não necessariamente mais inovador) que cada fabricante consegue oferecer está nesses modelos. Diferenciais como proteção contra água e poeira, carregamento sem fio e câmeras poderosas e com os melhores recursos disponíveis também são importantes.

Exemplos: série Galaxy S20, iPhone 11 Pro/Pro Max, série Mi 10.

Conclusão

Não é muito difícil separar um celular básico de um intermediário ou avançado, mas é bom ter em mente que os critérios aqui sugeridos não são um guia a se seguir cegamente. Alguns modelos podem trazer diferenciais suficientes para serem considerados de uma categoria acima, ou mesmo transitar entre uma e outra, dependendo do foco que a própria empresa quer dar ao aparelho.

Além disso, as classificações podem mudar dependendo de novas tendências. Uma coisa que vale para todas as categorias: o importante é ter boa parte dos requisitos e deixar de oferecer um ou outro aspecto não necessariamente rebaixa um celular do avançado para o intermediário ou dessa para o básico.

É bom tomar cuidado com celulares que apresentam características de mais de uma categoria (Imagem: Daniel Romero/Unsplash)
É bom tomar cuidado com celulares que apresentam características de mais de uma categoria (Imagem: Daniel Romero/Unsplash)

Há casos discutíveis, como o Pixel 5, citado entre os intermediários, mas com muitas características que poderiam classificá-lo como avançado. O LG Velvet, que entrou como avançado mínimo, poderia ser classificado como intermediário, também, por conta do processador de dois anos atrás. Talvez seja o caso de abrir uma terceira categoria entre os intermediários, quem sabe “intermediários avançados”?

Outra coisa: você deve ter reparado que nada foi mencionado sobre preços, certo? Como no Brasil os valores flutuam demais, e recentemente a alta do dólar fez os preços dispararem, falar em valores atrapalha mais do que ajuda. O foco, afinal, é nas características do aparelho, o que ele entrega ao usuário.

Sendo assim, podemos resumir que um celular básico é o que traz apenas o mínimo para rodar as tarefas do dia a dia satisfatoriamente, enquanto os intermediários já trazem mais potência e atualizações, sendo mais indicados até por durarem mais tempo sem dar problemas ao usuário. Já os avançados são os mais potentes e bem construídos, e ganham mais atenção das fabricantes até mesmo alguns anos após o lançamento.

Com isso em mente, dá para notar que o investimento nos modelos avançados pode significar mais tempo sem precisar trocar o aparelho, e no fim das contas há uma boa chance de, a longo prazo, acabar saindo mais barato. Mas, claro, cada consumidor tem liberdade para escolher qual estratégia prefere ou pode seguir. As opções existem, e é sempre bom entender qual é a proposta de cada categoria e modelo antes de fazer a compra.

Fonte: Canaltech

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