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O que está por trás do sucesso da Weg, a ‘fábrica de bilionários’ brasileira

Marcus Couto
·2 minutos de leitura
Motor da WEG sendo instalado na Índia.
Motor da WEG sendo instalado na Índia.

No mês passado, a indústria catarinense Weg foi notícia dos jornais econômicos por conta da quantidade de bilionários ligados à empresa que aparecem na lista organizada pela revista Forbes. São 13 os bilionários herdeiros do império dos fundadores Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus (cujas iniciais dão nome à empresa, que também significa ‘caminho’ em alemão).

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Os fundadores já faleceram, mas seu legado continua dando frutos, como demonstra não apenas a fortuna dos herdeiros, mas principalmente os resultados da empresa nos negócios e na bolsa de valores de São Paulo.

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Segundo reportagem do Estado de S.Paulo, os papéis da empresa valorizaram 240% nos últimos 12 meses, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, uma das maiores calamidades sanitárias globais dos últimos 100 anos. Apesar da maré contrária, a empresa viu seu valor de mercado bater a cifra dos R$ 150 bilhões.

O que está por trás dessa onda de sucesso: um negócio sólido, com fortes raízes no mercado internacional, que corresponde por cerca de 61% da receita da Weg, segundo o Estadão.

O foco em grandes projetos, com fornecimento de motores e outros equipamentos de grande porte para projetos gigantescos de infraestrutura garantiram o aumento do fluxo de negócios da Weg em terras estrangeiras, fortalecendo o caixa aqui no Brasil.

Um exemplo recente está na Índia. No início do mês, a Weg anunciou que vai fornecer motores para dois megaprojetos de irrigação no país, em contratos que somam US$ 78 milhões.

Entre eles, está o fornecimento de equipamentos para o maior projeto de irrigação do mundo, que vai fornecer água para 8 mil km² de terras indianas. Apenas esse renderá à empresa brasileira US$ 26 milhões.

Serão 14 motores, de 262 toneladas cada, e 40 megawatt de potência.

Outro contrato, ainda maior, no valor de US$ 52 milhões, também fornecerá motores, dessa vez 13, em outra iniciativa de irrigação. Segundo João Paulo Gualberto da Silva, diretor superintendente de energia da WEG, estes serão “os maiores motores construídos na história” da empresa.

Assim, a Weg e seus herdeiros seguem dando continuidade à visão de seus fundadores, e alimentam o apetite dos investidores brasileiros e internacionais por empresas com resultados sólidos e visão de longo prazo.

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