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O que esperar do iPhone 12, que a Apple lança nesta terça-feira

O Globo
·5 minuto de leitura
Bangkok, Thailand 21/12/2018 The logo of Apple brand in front ot First Apple store in Bangkok, Thailand.
A maior expectativa para o iPhone 12 será sobre como o novo modelo vai responder à conectividade 5G. (Foto: Getty Editorial)

Após a espera frustrada no evento de setembro, quando a Apple tradicionalmente apresenta sua nova linha de celulares, a companhia deve, enfim, apresentar o iPhone 12 ao público nesta terça-feira. Além de melhorias no hardware e novidades no conjunto de câmeras, a maior expectativa recai sobre a conectividade 5G.

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O convite com a frase “Hi, Speed” já prenuncia que a próxima geração da telefonia móvel deve ser a estrela do evento. O 5G promete conexões de altíssima velocidade, bem superior ao oferecido atualmente pelas operadoras, além de baixa latência. Porém, a pandemia de coronavírus e as discussões sobre o uso de equipamentos da Huawei atrasaram o lançamento das redes. São poucos os mercados que já contam com a tecnologia.

Nos EUA, a T-Mobile largou na frente e já oferece o 5G em mais de 7,5 mil cidades. A AT&T também acelerou a implantação de sua rede, enquanto a Verizon corre atrás das concorrentes. Mas para acelerar a adoção, as operadoras usaram as frequências e a infraestrutura do 4G, apenas para exibir o ícone do 5G na tela dos smartphones.

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Um teste realizado pela revista PC Magazine em 26 cidades americanas mostrou que em muitos casos as velocidades do 5G eram até menores que as do 4G, que possuem maior largura de banda para o tráfego de dados.

E a Apple sai atrás de concorrentes como Samsung, Google, Motorola, Huawei, Xiaomi, entre outras, que já lançaram aparelhos com conectividade 5G, inclusive no Brasil, onde o leilão das frequências para a próxima geração da telefonia só acontece ano que vem.

Mas para analistas, nada disso atrapalha o que pode se tornar o maior lançamento da Apple dos últimos anos. Apenas 13% dos smartphones vendidos no primeiro semestre do ano eram compatíveis com o 5G, e apenas 6% dos consumidores colocam a tecnologia como fator primário para a próxima compra, segundo a consultoria Canalys.

— A Apple não está muito atrasada para o 5G, já que os smartphones compatíveis com a nova rede ainda não foram adotados em massa — afirmou Bem Stanton, analista da Canalys, em entrevista à CNN. —Parte da explicação é que o uso arrebatador do 5G para dispositivos móveis ainda não surgiu.

“Oportunidade única em uma década”

Para os fãs do iPhone, que nos últimos anos estavam atrasando a troca por novos aparelhos por não verem atrativos suficientes que justificassem o investimento, o 5G pode ser o empurrão que faltava.

Para o analista Dan Ives, da Wedbush Securities, a nova geração do iPhone deve impulsionar as vendas do aparelho neste ano fiscal para além do recorde de 231 milhões de unidades vendidas, com o iPhone 6 Plus, o primeiro modelo com tela grande, em 2015.

— Eu acredito que isso se traduz em uma oportunidade única em uma década para a Apple — afirmou Ives, ao Wall Street Journal.

Essa também é a expectativa do mercado. Nesta segunda-feira, véspera do lançamento, as ações da companhia disparavam 6% no fim da tarde, com quase 70% de valorização desde o início do ano.

Mas nem todos estão otimistas. O analista Gene Munster, sócio da Loop Ventures, considera que o 5G como está em operação hoje não representa um atrativo capaz de guiar hordas de consumidores para as lojas da Apple.

“Apesar de o 5G ter atraído muita atenção, a maior parte da rede instalada até agora é de banda baixa, que oferece velocidades de download, em média, apenas 40% maiores que o 4G. Nós não vemos isso como um motivo convincente para os consumidores trocarem seus telefones”, escreveu Munster, em nota.

Na análise de Munster, a velocidade de conexão é apenas um dos fatores considerados pelos consumidores. A idade do aparelho possuído é outro, e donos de iPhones têm mantido seus aparelhos por cada vez mais tempo:

“Com isso em mente, nós temos alertado os investidores a manterem expectativas modestas em relação ao iPhone 12 em 2021”, afirmou.

Cliff Maldonado, da BayStreet Research, também é cético em relação ao novo iPhone e duvida que o modelo vá superar o recorde de vendas de 2015. Na sua opinião, o 5G ainda não demonstrou seu potencial de uso, mesmo com aparelhos disponíveis no mercado há mais de um ano. Ainda não existe um serviço ou uma aplicação prática determinante para sua adoção.

— A utilidade do 5G está longe de se tornar clara — afirmou o analista. — A Samsung subiu ao topo com seus aparelhos 5G e não conseguiu nada por todo o trabalho que fez.

Quatro novos modelos

Para o evento desta terça-feira, a expectativa é que a Apple amplie o portfólio tradicional, oferecendo quatro modelos de iPhone, com tamanhos de tela que vão de 5,4 polegadas a 6,7 polegadas. Nos últimos anos, a companhia tem apresentado três modelos, sendo um mais básico e dois mais avançados.

Neste ano, a empresa deve lançar um modelo menor, mais barato, que já está sendo apelidado de iPhone 12 mini. O aparelho deve seguir a linha do iPhone SE, com hardware mais modesto, tela menor e preço atraente.

— A Apple tem feito esforços para tornar seu hardware mais competitivo em relação ao preço — afirmou Stanton. — Mas o grande desafio da Apple é que ela precisa encontrar uma forma de ser mais competitiva sem diluir sua imagem de marca premium.

O “iPhone 12 mini” e o iPhone 12 devem vir com o novo chip A14 Bionic, 4GB de memória RAM e duas câmeras traseiras, com telas de 5,4 e 6,1 polegadas, respectivamente. O iPhone Pro e o iPhone Pro Max devem ter o mesmo chip, mas com 6GB de RAM e três câmeras traseiras, com telas de 6,1 e 6,7 polegadas.

Vazamentos sugerem que o iPhone 12 mini vai custar entre US$ 649 e US$ 799, enquanto o preço do iPhone 12 vai variar entre US$ 749 e US$ 899. O iPhone 12 Pro sairá por US$ 999 a US$ 1299, e o iPhone Pro Max por US$ 1099 a US$ 1399.