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O que é o polêmico projeto de ‘engenharia climática’ financiado por Bill Gates

·4 minuto de leitura
O cofundador da Microsoft Bill Gates. (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
O cofundador da Microsoft Bill Gates. (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

O bilionário filantropo Bill Gates tem estado na mira dos teóricos da conspiração nos últimos meses. Primeiro, por conta de notícias falsas de que ele estaria por trás de um projeto para incluir “dispositivos rastreadores” em doses da vacina contra a covid-19. Agora, por conta de seus investimentos – esses sim verdadeiros – em um polêmico projeto de “engenharia climática” desenvolvido há anos por cientistas da universidade de Harvard, também conhecido como “plano B” para a crise do clima.

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Recentemente, Gates alertou para os potenciais danos das mudanças climáticas no longo prazo, sugerindo que elas podem ser ainda mais letais que a covid-19.

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“Apesar de essa pandemia ser horrível, a mudança climática pode ser pior”, escreveu recentemente em um post em seu blog. “Se você quiser entender o tipo de dano que a mudança climática vai causar, olhe para a covid-19 e espalhe essa dor por um período muito maior de tempo. A perda de vida e miséria econômica causadas por essa pandemia estão perto do que vai acontecer regularmente se nós não eliminarmos as emissões de carbono no mundo. Em 2060, a mudança climática pode se tornar tão mortal quanto a covid-19, e em 2100, poderia ser cinco vezes mais mortal.”

Essa preocupação tem feito Gates olhar para projetos que ofereçam possíveis soluções para o problema (essa é a estratégia de financiamentos que ele usa por meio de sua fundação: colocar dinheiro em projetos que sejam promissores de alguma forma no contexto de atuação da fundação, de vacinas a soluções baratas de saneamento a novos projetos de reatores nucleares).

Um dos projetos contemplados com o dinheiro do cofundador da Microsoft é o SCoPEx, ou “Experimento de Perturbação Controlada Estratosférica”, na tradução livre do inglês, uma iniciativa de pesquisadores de Harvard que pretende testar “salpicar” a estratosfera terrestre com minerais, criando assim um “manto” de opacidade para refletir a luz solar e diminuir as temperaturas do globo.

Ilustração do projeto SCoPEx
Ilustração do projeto SCoPEx

O experimento tem inspiração em explosões vulcânicas, fenômenos já observados anteriormente em sua capacidade de ejetar partículas minerais para as altas regiões atmosféricas, e assim causar reduções temporárias nas temperaturas. O plano já foi criticado anteriormente, principalmente por conta da falta de compreensão em torno das possíveis consequências desse tipo de “engenharia climática”.

Entre os possíveis danos, estaria a diminuição da camada de ozônio, além da alteração de correntes de umidade responsáveis pelo equilíbrio climático.

O projeto chegou a ficar parado, por conta da pressão da comunidade de ambientalistas, mas nesse ano voltou a ganhar força, e agora um comitê foi criado para avaliar a viabilidade de se lançar um primeiro teste: a decolagem de um balão que faria o espalhamento de até 2 kg de carbonato de cálcio a cerca de 20 km de altura na atmosfera, criando uma “massa de ar perturbado” de cerca de 1 quilômetro de comprimento e 100 metros de diâmetro, segundo o site da pesquisa. Esse mesmo balão estaria equipado de instrumentos que fariam as medições necessárias.

A importância desse experimento seria o equivalente ao de um “primeiro passo” no sentido de avançar com pesquisas de engenharia climática, e “preparar o terreno” para novas investigações, apesar de possíveis críticas – entre elas, a de que a engenharia climática não resolve a raiz do problema, que são as emissões descontroladas de dióxido de carbono pela indústria e pela atividade humana em geral.

O motivo dessa “nova força” da pesquisa de engenharia climática estaria na percepção crescente entre políticos de que a humanidade precisaria de um “plano B” caso as emissões de poluentes não sejam reduzidas drasticamente, mesmo que esse plano B seja arriscado.

Assim, com as devidas aprovações, o primeiro balão da SCoPEx subirá pelos ares, abrindo um novo capítulo para a ciência da intervenção climática humana na Terra – e Gates provavelmente continuará na mira dos teóricos da conspiração mais fanáticos.

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