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O que é o Pix, programa que Bolsonaro se confundiu para explicar

João Conrado Kneipp
·4 minutos de leitura
Entenda como vai funcionar o Pix, novo método de pagamento e transferências. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Entenda como vai funcionar o Pix, novo método de pagamento e transferências. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se atrapalhou na manhã desta segunda-feira (5) ao comentar sobre o Pix, novo método de transações e transferências bancárias criado pelo Banco Central. Questionado sobre o assunto por apoiadores no Planalto, Bolsonaro achou que tratava-se de algo relacionado à Aviação Civil e respondeu que o Pix iria “desburocratizar tudo”.

Mas do que se trata o programa que o próprio presidente não soube explicar?

  • O que é o Pix?

Criado pelo BC, o Pix é um meio de transação bancária que deve permitir transferências e pagamentos instantâneos, 24 horas por dia e todos os dias da semana.

Ele pode ser usado tanto como método de pagamento, assim como um boleto, ou uma maneira para transferir dinheiro entre contas bancárias, como o TED e DOC. Com o Pix, operação deve demorar de 5 a 10 segundos para ser realizada, enquanto os métodos atuais demandam mais tempo: 2 horas para o TED, e até um dia útil para o DOC.

A opção do Pix pode ser utilizada por qualquer pessoa física (CPF) ou empresa (CNPJ) que tenha uma conta corrente, conta de depósito ou conta de pagamento pré-paga.

O Pix entra em vigor no dia 16 de novembro, mas o prazo para cadastramento começou nesta segunda. A partir de hoje, os usuários poderão registrar as “chaves digitais de endereçamento” para enviar ou receber recursos em 644 instituições financeiras.

A fase de testes com um número limitado de usuários começa dia 3 de novembro.

As transações também poderão ser feitas por meio de QR Code (uma versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular).

  • Como funciona o cadastro das ‘chaves Pix’?

A chave funciona como uma identificação única do usuário. Atualmente, para realizar uma transferência bancária regular é preciso informar o nome, CPF, número da conta e da agência bancária. Com o Pix, será possível realizar a transação apenas com a chave Pix.

Existem quatro tipos de chave: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular e uma chave de segurança alfanumérica (composta por números e letras). O cadastramento de chave promete facilidade e rapidez no uso diário do Pix, mas não é exigido.

É possível fazer ou receber o Pix preenchendo todos os dados da conta a cada operação, como acontece hoje ao fazer um TED, mas a transferência não será imediata.

As chaves serão registradas pelas próprias instituições bancárias onde o cliente possui conta, e podem ser feitas via aplicativo ou site.

Por exemplo, no caso da chave ser um e-mail ou um número de telefone celular, o usuário receberá um código por SMS ou por e-mail. Esse código deverá ser inserido no aplicativo para confirmar sua identificação.

  • Quantas chaves eu posso ter por conta?

Uma pessoa física pode cadastrar até cinco chaves diferentes para cada conta bancária da qual for titular. É possível, por exemplo, cadastrar dois números de celulares ou dois e-mails para uma mesma conta em banco. Já as empresas e pessoas jurídicas terão o direito a até 20 chaves por conta.

Em caso do usuário ter mais de uma conta, não será possível vincular a mesma chave nas duas. Por exemplo, o mesmo e-mail ou mesmo telefone celular não será aceito como “chave Pix” em uma conta corrente do Banco do Brasil e em uma do Itaú.

Leia também

  • Como vai funcionar o Pix?

O Pix vai aparecer no aplicativo do banco ou da fintech na qual tem conta como mais uma opção de transferência, ao lado do TED e do DOC.

Quem for usar o serviço para fazer um pagamento ou transferência vai digitar a chave Pix de quem vai receber o dinheiro. A pessoa então coloca o montante a ser transferido e aprova a transação. Quem vai receber também pode gerar um QR Code e enviar ao pagador.

Para fazer compras, o Pix também poderá ser usado via QR Code. O consumidor abre o aplicativo do banco ou da fintech, seleciona a opção Pix e direciona a câmera do celular para o QR code disponibilizado pelo estabelecimento comercial.

A loja também pode, assim como em transferências, informar a sua chave Pix.

  • As operação feitas pelo Pix serão de graça?

Para transferências entre pessoas físicas e pagamento de pessoas físicas para empresas, o Pix será gratuito.

Já para microempresários individuais (MEIs) a gratuidade será para compras e transferências. No caso de venda com finalidade comercial, ele pode ser tarifado.

Em transações entre empresas, as instituições financeiras poderão cobrar uma taxa.

  • Qual o limite nas operação feitas pelo Pix?

O Banco Central não estabeleceu um limite e deixou a cargo das instituições financeiras. O limite, no entanto, não pode ser inferior aos limites de outras opções de pagamento.

  • Fiz um Pix errado, é possível cancelar?

Atualmente, o cancelamento de uma transação pode ser feito apenas antes dela ser realizada. No entanto, o Pix terá uma função de devolução de valores, que deverá ser feita por quem recebeu.

Ou seja, se ocorrer o envio de um valor errado, será necessário negociar para que o montante seja devolvido.

com informações do Extra