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O que é o 5G DSS, prévia do 5G que a Claro lança no Brasil

Marcus Couto
·3 minuto de leitura
Claro anunciou chegada de tecnologia que é "meio do caminho" para o 5G no Brasil. (Foto: ROBYN BECK/AFP via Getty Images)
Claro anunciou chegada de tecnologia que é "meio do caminho" para o 5G no Brasil. (Foto: ROBYN BECK/AFP via Getty Images)

A operadora de telefonia móvel Claro anunciou nesta quinta-feira (2) o lançamento de uma tecnologia que funcionará como uma “prévia” do 5G no Brasil, possibilitando, segundo a empresa, que os clientes já possam acessar conexões “12 vezes mais velozes que o 4G convencional”. É o chamado “5G DSS”, sigla para Dynamic Spectrum Sharing, ou “Compartilhamento Dinâmico de Espectro”, na tradução do inglês.

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O lançamento ocorre simultaneamente à chegada do Motorola Edge, primeiro smartphone no país a conter tecnologia compatível com os protocolos 5G. Ou seja, quem tiver o modelo no Brasil já poderá utilizar a novidade anunciada pela Claro.

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Com a tecnologia 5G DSS, a operadora é capaz de “redistribuir” parte do espectro usado para bandas anteriores, como o 4G, para oferecer conexão mais rápida para usuários que tenham capacidade 5G. Seria uma “prévia” do 5G, com essa redistribuição sendo realizada de maneira dinâmica, na medida em que forem demandadas as diferentes frequências.

A tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro utilizada pela Claro nesse lançamento foi desenvolvida pela gigante sueca das telecomunicações Ericsson.

Em comunicado enviado ao Yahoo, em que anuncia a novidade, o presidente da Claro, José Félix, afirma que “a chegada do 5G DSS permite oferecer uma primeira experiência com a quinta geração das redes móveis, utilizando tudo que temos investido e que já está disponível hoje”.

A empresa ressalta que os investimentos no 5G DSS vão acelerar a implantação definitiva do 5G, “com a posterior adição do espectro de 3,5 GHz e das faixas de onda milimétricas”. “A Claro sai na frente oferecendo uma migração gradativa e transparente para o 5G, antes mesmo das novas frequências dedicadas a essa nova tecnologia terem sido outorgadas no país”, diz Félix.

O caminho até a implantação definitiva da rede 5G no Brasil não será simples, e envolve a superação de obstáculos tecnológicos, de infraestrutura, econômicos e políticos. A data para o leilão das novas frequências, por exemplo, ainda não foi definida, e desconfianças do governo brasileiro em relação ao fornecimento da chinesa Huawei, acusada em outros países de vazamento de dados, atrapalham o processo.

A própria Claro reconhece os desafios de tecnológicos e de infraestrutura: “Por utilizar frequências mais altas que as atuais, as novas faixas de espectro alocadas para o 5G exigirão a implantação de uma grande quantidade de antenas, para garantir cobertura e capacidade. Quanto mais alta a frequência, menor é o alcance e maior a necessidade de antenas de transmissão de sinal”.

“Outra evolução necessária na infraestrutura, nesse caso para redução da latência, será a virtualização de funções de rede”, diz a empresa, que explica que para isso, terá que “descentralizar” sua estrutura, espalhando seu núcleo de processamento para datacenters mais próximos dos clientes, tecnologia conhecida como “edge computing”, ou “computação periférica”. “Esta é outra atividade atualmente em andamento no plano de modernização da rede da Claro”, diz a empresa.

Por fim, disputas econômicas também pautam a saga do 5G no Brasil. O motivo: como a frequência utilizada pela nova geração de internet móvel é muito próxima à de TV e rádio via satélite, empresas que operam esses serviços tentam convencer o governo a optar pela instalação de um modelo de infraestrutura – muito mais caro – que evitaria essa interferência. Claro que essa conta teria que ser paga pelas operadoras.

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