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O que as amostras coletadas pela missão Hayabusa2 dizem sobre o asteroide Ryugu?

·3 min de leitura

Análises das amostras do asteroide Ryugu, coletadas pela missão japonesa Hayabusa-2, mostraram que, além de ser bastante escuro e poroso, este asteroide é composto por um dos materiais mais primitivos aos quais os cientistas já tiveram acesso. As análises foram feitas por uma equipe internacional, que trabalhou com as amostras da missão trazidas à Terra há cerca de um ano.

O asteroide Ryugu tem aproximadamente 1 km de extensão e viaja em uma órbita elíptica, que o leva para dentro do caminho orbital da Terra ao redor do Sol; depois, ele se afasta e fica a uma distância equivalente a quase o dobro da órbita de Marte. Em 2019, a sonda Hayabusa-2 tocou a superfície do asteroide e disparou um projétil para liberar detritos. A operação rendeu 5,4 g de amostras.

Sombra da sonda Hayabusa-2 projetada sobre o asteroide Ryugu (Imagem: Reprodução/JAXA via AP, Fil)
Sombra da sonda Hayabusa-2 projetada sobre o asteroide Ryugu (Imagem: Reprodução/JAXA via AP, Fil)

Através de sensoriamento remoto e medidas coletadas de outros asteroides, já se sabia que o Ryugu é um asteroide do tipo C, ou seja, é uma rocha rica em carbono — daí sua coloração escura —, com vários elementos voláteis. Um dos novos estudos, liderado pelo astrônomo Toru Yada, mostrou que o asteroide é extremamente escuro, com albedo (a medida da radiação solar que um corpo pode refletir) de 0,02; portanto, apenas 2% da radiação é refletida.

Os autores examinaram também a porosidade do Ryugu — segundo eles, a medida chega a 46%, o que o torna mais poroso que qualquer outro meteorito carbonáceo já estudado. Além disso, este dado consiste com medidas anteriores de porosidade, coletadas através do imageamento térmico remoto, junto de dados obtidos a partir do próprio asteroide.

Já em um estudo liderado pelo astrônomo Cédric Pilorget, os autores analisaram a composição da poeira coletadas pela missão, e descobriram que o asteroide parece ter uma matriz extremamente escura, provavelmente com grande presença de minerais parecidos com argila. Na matriz, eles identificaram carbonatos, ferro, compostos voláteis e outros minerais.

Por dentro do asteroide Ryugu

Os resultados dos novos artigos não são surpreendentes, mas mesmo assim são bastante interessantes. Como o Ryugu permaneceu mais ou menos inalterado desde a formação do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a amostra é uma excelente ferramenta para os cientistas entenderem melhor a composição da poeira que formam os objetos internos da nossa vizinhança.

Amostras do asteroide coletadas pela Hayabusa2 (Imagem: Reprodução/Yada et. al., Nat. Astron., 2021)
Amostras do asteroide coletadas pela Hayabusa2 (Imagem: Reprodução/Yada et. al., Nat. Astron., 2021)

Segundo uma das equipes, as amostras obtidas pela Hayabusa2 parecem estar entre os materiais mais primitivos disponíveis em laboratório. “As amostras formam uma coleção extremamente preciosa, que pode contribuir para revermos os paradigmas da origem e evolução do Sistema Solar”, disseram. Assim, ambos os artigos concordam que, em termos de porosidade e composição, o Ryugu se assemelha aos meteoritos condritos do grupo CI.

Este grupo inclui meteoritos carbonáceos, com composição que sugere que sejam as rochas espaciais mais primitivas. “Nossos dados dão apoio a observações remotas, que sugerem que o Ryugu é dominado por carbonáceos hidratados semelhantes a condritos, parecidos com os condritos CI, mas com natureza mais escura, porosa e frágil”, escreveram os autores.

Por fim, eles observam que análises mais aprofundadas serão necessárias para novas descobertas não só sobre o Ryugu, mas também sobre como o Sistema Solar era durante sua formação. “Esta inferência deverá ser corroborada por investigações profundas com métodos analíticos de última geração, com maior resolução e precisão”, concluíram.

Os dois artigos foram publicados na Nature Astronomy.

Fonte: Canaltech

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