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O que acontece quando o Sol está “adormecido”?

O que acontece quando o Sol está “adormecido”?
O que acontece quando o Sol está “adormecido”?

Nos últimos tempos, o Sol tem sido extremamente ativo, especialmente este ano, à medida que atinge o pico do chamado ciclo solar. Apenas na última semana, foram detectadas três erupções solares, 18 ejeções de massa coronal e uma tempestade geomagnética.

No entanto, nem sempre é esse tumulto todo. Há momentos em que as manchas solares na superfície desaparecem completamente, e nossa estrela parece estar “adormecida”.

Há fases em que há pouca ou quase nenhuma mancha solar na superfície do Sol. Imagem: Victor Torres – Shutterstock
Há fases em que há pouca ou quase nenhuma mancha solar na superfície do Sol. Imagem: Victor Torres – Shutterstock

Pesquisadores do Centro de Excelência em Ciências Espaciais da Índia, no Instituto Indiano de Educação e Pesquisa Científica (IISER), descobriram o que acontece quando a atividade solar é totalmente ausente e como o astro recupera sua energia para explodir em vida e arrebentar erupções que podem ser perigosas a todo o Sistema Solar.

Um artigo científico publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society descreve as descobertas feitas pelos cientistas. O estudo diz que, mesmo quando o Sol está dormindo profundamente, há agitações nas regiões polares e em seu interior. Isso quer dizer que o mecanismo dinâmico interno do Sol que sustenta o ciclo solar ainda trabalha duro durante esses períodos tranquilos.

Simulações computadorizadas do ciclo magnético do Sol mostram que a dinâmica permanece operacional dentro do Sol mesmo durante períodos de extrema inatividade conhecidos como grandes mínimos solares. Imagem: IISER
Simulações computadorizadas do ciclo magnético do Sol mostram que a dinâmica permanece operacional dentro do Sol mesmo durante períodos de extrema inatividade conhecidos como grandes mínimos solares. Imagem: IISER

Já houve episódios no passado em que a atividade no Sol esteve em um nível tão baixo que não havia uma só mancha solar. Tais períodos representam o chamado “grande mínimo”, fases caracterizadas por reduções significativas na radiação solar e na produção de partículas.

Os astrônomos descobriram que durante os anos de 1645 e 1715 houve diminuição do número e até ausência de manchas solares observadas na superfície da estrela. Este não teria sido um fato isolado. Episódios semelhantes foram registrados ao longo dos 4,6 bilhões de anos da vida do Sol, segundo a pesquisa.

Acredita-se que o ciclo magnético em larga escala do astro se desliga durante essas fases, mas o novo estudo aponta para o fato de que isso não significa o desligamento completo da atividade.

Chitradeep Saha, doutorando no IISER, juntamente com Sanghita Chandra e o professor Dibyendu Nandy, ambos cientistas da mesma instituição, revelam que os campos magnéticos no interior do Sol permanecem bastante ocupados durante esses períodos aparentemente adormecidos. Segundo os autores, a atividade magnética persiste na forma de ciclos fracos na zona de convecção que é incapaz de produzir manchas solares.

A equipe também demonstrou o movimento incessante de capotamento do plasma na zona de convecção solar que age como um relógio, conduzindo ciclos magnéticos fracos dentro do Sol durante o que se acreditava ser um momento de total inatividade.

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“Nossas simulações de computador de 10 mil anos lançam luz sobre a dinâmica que se passa no interior solar (zona de convecção) e nas regiões polares, mesmo quando há um número criticamente baixo de erupções de manchas solares na superfície por um período prolongado conhecido como grande mínimo solar”, disse Saha, principal autor do artigo, ao site India Today. “O movimento de plasma incessante e flutuações turbulentas na zona de convecção eventualmente ajudam a estrela a recuperar sua atividade magnética regular novamente”.

O estudo de Saha e sua equipe pode ajudar futuras missões planejadas para estudar o Sol, com foco no interior e nas regiões polares. No momento, duas grandes missões (a Sonda Solar Parker, da NASA, e a Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia – ESA) estão se aproximando periodicamente da estrela para estudar seus processos e entender melhor o clima espacial.

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