Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.439,37
    -2.354,91 (-2,07%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.307,71
    -884,62 (-1,69%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,96
    -0,65 (-0,90%)
     
  • OURO

    1.753,90
    -2,80 (-0,16%)
     
  • BTC-USD

    47.372,34
    -1.046,29 (-2,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.193,48
    -32,05 (-2,62%)
     
  • S&P500

    4.432,99
    -40,76 (-0,91%)
     
  • DOW JONES

    34.584,88
    -166,44 (-0,48%)
     
  • FTSE

    6.963,64
    -63,84 (-0,91%)
     
  • HANG SENG

    24.920,76
    +252,91 (+1,03%)
     
  • NIKKEI

    30.500,05
    +176,71 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.282,75
    -226,75 (-1,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1994
    +0,0146 (+0,24%)
     

O que acontece com o corpo de um doador de órgãos?

·3 minuto de leitura

A doação de órgãos salva vidas de milhares de pessoas em todo o mundo, mas para que isso aconteça, na maioria das vezes, um possível doador precisa ter entrado em óbito. Até existem casos de pacientes que fazem a doação de órgãos ainda em vida, mas depende de qual órgão a outra pessoa precisa e se é possível que o doador sobreviver sem um ou parte deles. Esses órgãos são rim, parte do fígado e medula óssea.

Para o restante, então, o doador precisa estar em óbito. O que acontece, então, com o corpo do doador quando ele morre? Como os médicos conseguem manter os órgãos vivos até o momento do transplante? O processo exige bastante atenção e cuidado e, assim que é verificada a possibilidade da doação, os médicos precisam agir rápido.

<em>Imagem: Reprodução/Robina Weermeijer/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/Robina Weermeijer/Unsplash

Lesão cerebral

Primeiramente, para que uma pessoa se torne doadora de órgãos, a morte precisa ter acontecido em um hospital, com o corpo conectado a ventiladores mecânicos e o paciente precisa ter sofrido uma lesão neurológica. A morte cerebral, no entanto, pode acontecer de duas formas: a morte cerebral em si ou a morte cardíaca, que acontece quando a condição resulta em uma lesão cerebral irreversível.

Essas lesões podem acontecer em diferentes partes do cérebro e, mesmo quando ainda há uma atividade cerebral pequena, a pessoa pode nunca conseguir se recuperar. Então, ela é mantida em um ventilador mecânico para que os órgãos continuem funcionando de forma artificial. Para a doação, o paciente não pode ter doenças como câncer, ou ainda a infecção pela COVID-19, o que pode danificar os órgãos. Pessoas soropositivas, no entanto, podem doar para outras pessoas soropositivas.

A análise da saúde dos órgãos pode ser feita em exames de rotina, além de inspeções no coração com a ajuda de um tubo fino (cateter) na veia ou artéria, que passa pelos vasos sanguíneos e vai até o coração. Também é possível fazer uma radiografia do tórax para avaliar o tamanho dos pulmões, se há doença ou infecção. Essa avaliação do pulmão também pode ser feita de forma mais detalhada, com a inserção de um cateter nos pulmões. Com isso, os médicos podem identificar a necessidade do uso de antibióticos.

A identificação da morte cerebral acontece quando um paciente está em coma, não tem reflexos do tronco cerebral (ou encefálico) e falhou em um teste de apneia que mostra se todas as funções do tronco cerebral realmente foram perdidas. O cérebro nunca pode ser doado, mas em casos de morte cerebral, todos os órgãos podem. Caso aconteça a morte cardíaca, o coração, provavelmente, estará muito danificado.

<em>Imagem: Reprodução/kjpargeter/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/kjpargeter/Freepik

O transplante

Após a declaração de morte e da análise da saúde dos órgãos, os médicos entram em contato com os responsáveis pela lista de pessoas que estão aguardando o transplante e encontram uma combinação que seja bem sucedida. Após encontrarem, cirurgiões são mobilizados para continuar o processo. Caso o paciente doador tenha tido morte cerebral, os órgãos são recuperados pelos médicos com uma técnica que prende o sistema circulatório para impedir o bombeamento do sangue. Já no caso de morte cardíaca, os profissionais esperam o coração parar de bater, o que pode levar de 30 minutos a duas horas, e então mais cinco minutos para garantir que o órgão não vai voltar a bater.

Nesse caso, pode acontecer de os médicos decidirem não recuperar os órgãos se o coração demorar muito tempo para parar de bater, uma vez que isso pode começar a provocar a falha de outros órgãos. Então, para ambos os casos de doadores, os órgãos são drenados e preenchidos com uma solução de preservação fria e, na sequência, são removidos. O processo é acelerado, pois os órgãos precisam chegar o quanto antes para quem vai receber o transplante. O coração e os pulmões podem durar de quatro a seis horas fora do corpo, o fígado até 24 horas, pâncreas de 12h a 24h, e os rins de 48h a 72h. Com os órgãos recebidos, é feito o transplante.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos