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O que Abel Ferreira acrescentou ao Palmeiras desde a sua chegada

Caio Alves
·4 minuto de leitura
Abel Ferreira é versátil. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
Abel Ferreira é versátil. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Anunciado como novo técnico em 30 de outubro, Abel Ferreira assumiu um Palmeiras campeão paulista e com mais vitórias do que derrotas em 2020, mas irregular e pouco criativo no que diz respeito ao desempenho dentro de campo. Para o lugar de Vanderlei Luxemburgo, Maurício Galiotte buscava um treinador conectado com o futebol europeu e, principalmente, com ideias boas e atuais. Passados três meses após a chegada do português de 42 anos, o mandatário pode dizer que não se arrependeu.

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Considerado útil enquanto lateral-direito, Abel Ferreira teve uma carreira consistente em seu país, tendo passado por Penafiel, Vitória de Guimarães, Braga e Sporting. Estudioso e interessado pelo jogo antes mesmo de se tornar treinador, ganhou a oportunidade de comandar a equipe sub-19 e o time B do Sporting, assim como o do Braga, onde, em 2017, assumiu o time principal após a demissão de Jorge Simão.

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Tanto por Braga, em Portugal, quanto pelo PAOK, da Grécia, o que se viu foi um treinador equilibrado. Ainda que monte equipes confortáveis com a posse da bola, não abre mão de estratégias defensivas. Assim também é fora de campo, onde se aproxima muito dos setores de inteligência e mercado, mas valoriza a gestão do elenco e a valorização de seus atletas. No Palmeiras, portanto, não poderia ser diferente.

Time-base de Abel Ferreira no Palmeiras (Foto: Reprodução)
Time-base de Abel Ferreira no Palmeiras (Foto: Reprodução)

Adaptação e estratégia marcam o novo Palmeiras

Em 4 de novembro, data em que foi apresentado, Abel Ferreira mostrou-se satisfeito com a qualidade dos jogadores do plantel, mas focou no grande número de jogos que enfrentaria. “Se tiver de juntar tropas e defender, vamos fazer. Quando puder propor, faremos”, disse, quando questionado sobre o estilo de jogo que assumiria.

Todo técnico tem suas preferências sobre jogadores, plataformas táticas e estratégias, e Abel não seria diferente. Apresentando elogiável adaptação ao material humano e ao contexto, porém, não se prende a um único time ou esquema – no Palmeiras, já usou o 4-2-3-1, o 4-4-2, o 4-3-3 e o 3-4-3. Todavia, para além dos números, o papel dos jogadores e os comportamentos da equipe é que se mostram relevantes. Desde que chegou ao Brasil, Ferreira acrescentou, acima de tudo, padrão. Ao contrário do que se via com Vanderlei Luxemburgo, os atletas sabem como preencher os setores do campo ou quais movimentações ofensivas precisam ser feitas, por exemplo.

As fases do jogo

Com a bola, o Palmeiras segue sendo uma equipe vertical e objetiva, privilegiando, assim, as principais características dos jogadores. A saída de bola, anteriormente feita com um meio-campista entre os zagueiros, agora conta com o lateral-direito. Posicionado muitas vezes no 3-4-1-2, onde o lateral-esquerdo e os meias são liberados, o time conta com um lado forte e movimentos pré-definidos.

Se a construção é feita de maneira paciente, zagueiros buscam romper as primeiras linhas, laterais/pontas dão profundidade no corredor, meio-campistas se posicionam às costas do adversário e os atacantes executam diagonais. No entanto, o cenário mais comum é com o Palmeiras encontrando campo aberto para sair em transição e potencializar os mais velozes.

Na defesa, área em que o Palmeiras sempre se mostrou muito consistente, pouco mudou. Com Weverton e Gustavo Gómez garantindo pontos e apresentando grande regularidade, o time marca em bloco médio e através de encaixes por setor. A pressão pós-perda depende da estratégia do adversário, mas, majoritariamente, é feita apenas a partir do meio-campo.

Bola parada: o trunfo da comissão técnica

Desde a passagem pelo PAOK, principalmente, Abel Ferreira se mostra um entusiasta das bolas paradas. Seja ela defensiva ou ofensiva, por escanteio ou cobranças de falta, o treinador, juntamente com seus auxiliares e analistas, dispõem de muitas opções.

Para defender-se, a equipe costuma abordar a marcação mista, com seis jogadores marcando zona, três por encaixe e um na sobra (um ou outro detalhe muda de acordo com o adversário, mas, geralmente, é como acontece).

Nas bolas paradas ofensivas, por outro lado, o treinador costuma focar no ponto fraco dos oponentes. Nas partidas, o mais habitual é que cerca de quatro jogadores preencham a primeira trave, bloqueando a movimentação e, consequentemente, abrindo espaço para os zagueiros Gustavo Gómez, Luan ou Benjamín Kuscevic, os melhores nos duelos aéreos.

Levantamento feito até Palmeiras 4x0 Corinthians, em 18/01 (Foto: Reprodução)
Levantamento feito até Palmeiras 4x0 Corinthians, em 18/01 (Foto: Reprodução)

Qualquer análise que desconsidere o contexto atual e subestime o impacto da pandemia do novo coronavírus no futebol, com calendários mais pesados, pré-temporadas mais curtas e maior número de lesões, não dará o exato valor para feitos como o de Abel Ferreira sob o comando do Palmeiras.

A qualidade de plantel e treinador ajuda, mas não é o bastante. No momento, e o próprio português assume em entrevistas coletivas, o que importa é vencer. Jogando bem ou apresentando irregularidade técnica, apenas triunfando é que se garante tempo no cargo. “Às vezes, você tem que aceitar que seu oponente é mais forte do que você. Neste caso, você tem que estar equilibrado”, declarou, certa vez, ao site The Coaches’ Voice. E equilíbrio é exatamente o que Abel acrescentou ao Palmeiras.

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