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O que é uma chuva de meteoros? Entenda como o fenômeno acontece

·5 minuto de leitura

Chuvas de meteoros são fascinantes. É quase impossível não se admirar com “estrelas cadentes” riscando o céu noturno — não importa se você se planejou para apreciar este momento ou se viu uma delas por mero acaso. E quanto mais pensamos no assunto, mais maravilhados ficamos: tratam-se de pedaços de rochas interplanetárias que, um dia, fizeram parte de um cometa que veio de muito, muito longe.

O melhor de tudo é que não há motivo algum para se preocupar com essas chuvas. Apesar da palavra “meteoro” sugerir uma ameaça, não é esse o caso. Aliás, o que vemos nessas ocasiões são meteoroides.

Meteoros, meteoroides… qual a diferença?

(Imagem: Reprodução/Science Notes)
(Imagem: Reprodução/Science Notes)

Meteoroides são pequenos detritos que se desprendem de cometas ou de grandes asteroides, e ficam “vagando” pelo espaço. Já “meteoro” é uma palavra usada para qualquer objeto que entre em nossa atmosfera e faça um rastro luminoso no céu. Então, não é errado chamar os meteoroides de meteoros no caso de uma chuva de meteoros — apenas se lembre que eles são inofensivos, ok?

Em outras palavras, as chuvas de meteoros são tão pacíficas quanto magníficas. Os objetos são quase sempre pequenos o suficiente para queimar rapidamente em nossa atmosfera, antes de haver qualquer chance de atingirem a superfície do planeta.

Outro detalhe curioso é que os rastros luminosos que vemos no céu não são os meteoros em si — até porque eles são rápidos e pequenos demais para serem vistos dessa forma. Na verdade, as trilhas brilhantes são apenas o ar aquecido pela passagem do meteoro. Quanto maiores os detritos, ou quanto mais rápido se movem, mais brilhante é o rastro resultante.

As partículas mais lentas atingem nossa atmosfera a uma velocidade de cerca de 12km/s, enquanto as mais rápidas chegam a incríveis 72km/s. Se lembrarmos da famosa equação de Albert Einstein, saberemos que a energia cinética que um objeto carrega é proporcional à sua massa multiplicada pelo quadrado da sua velocidade. O resultado é que grãos minúsculos que se movem muito rápido carregam energia o suficiente para queimar a atmosfera.

De onde vêm as chuvas de meteoros?

Quando o cometa Thatcher circula o Sol, deixa uma trilha de poeira detritos que entram na atmosfera terrestre, dando origem à chuva de meteoros Líridas (Imagem: Reprodução/Bob King)
Quando o cometa Thatcher circula o Sol, deixa uma trilha de poeira detritos que entram na atmosfera terrestre, dando origem à chuva de meteoros Líridas (Imagem: Reprodução/Bob King)

Os cometas, assim como os planetas do Sistema Solar, também orbitam o Sol, mas fazem um trajeto muito mais longo que a Terra, Júpiter, ou mesmo Saturno. As órbitas dos cometas são geralmente bastante elípticas, o que significa que eles se afastam muito do Sol antes de se aproximarem novamente.

Por ficarem muito tempo longe do Sol (na verdade, eles geralmente são formados nas regiões mais distantes), os cometas carregam um punhado de gelo. À medida que se aproximam do Sol, parte de suas superfícies de gelo "ferve", liberando um montão de partículas de poeira e rocha. Esses detritos se espalham ao longo do caminho do cometa, formando um verdadeiro rastro no Sistema Solar interno (onde fica a Terra).

Sempre que a Terra passar por essa nuvem de detritos, acontecerá uma chuva de meteoros. Sim, nosso planeta literalmente passa por dentro de rastros de cometas! E isso ocorre várias vezes ao ano, porque são vários cometas que deixam “sujeira” espalhada por aí. Entretanto, a Terra passa por um mesmo rastro apenas uma vez por ano, geralmente na mesma época do ano — por isso as chuvas de meteoro são fenômenos anuais.

Chuva Perseidas em agosto de 2009, ano em que foram registrados mais de 150 meteoros por hora (Imagem: Reprodução/NASA/JPL)
Chuva Perseidas em agosto de 2009, ano em que foram registrados mais de 150 meteoros por hora (Imagem: Reprodução/NASA/JPL)

Como esses destroços estão se movendo na mesma direção em que atingem a Terra, os meteoros da chuva parecerão irradiar de uma mesma área do céu noturno, conhecida como radiante. Normalmente, esses radiantes são associados a alguma estrela, por isso as chuvas de meteoros “herdam” nomes de constelações — geminídeos irradiam de Gêmeos, leônidas vêm de Leão, e assim por diante. A exceção são os Quadrântidas (a constelação Quadrans Muralis foi incluída em Boötes em 1922).

As chuvas duram vários dias, mas no início não há muitos meteoros para ver. Apenas quando a Terra se aproxima do centro da nuvem de detritos, onde a densidade de material é mais alta, é que as taxas começam a aumentar. Quando a chuva chega ao máximo de meteoros por hora, chamamos de pico. Os picos duram um ou dois dias e podem oferecer até 100 meteoros por hora.

O que é uma tempestade de meteoros?

Representação dos detritos deixados pelo cometa 96P/Machholz durante sua jornada ao redor do Sol, dando origem à chuva de meteoros Delta Aquáaridas. O círculo azul representa a órbita da Terra (Imagem: Reprodução/MeteorShowers.org)
Representação dos detritos deixados pelo cometa 96P/Machholz durante sua jornada ao redor do Sol, dando origem à chuva de meteoros Delta Aquáaridas. O círculo azul representa a órbita da Terra (Imagem: Reprodução/MeteorShowers.org)

Às vezes, a Terra encontra uma região muito densa de detritos, o que resulta em uma verdadeira tempestade com milhares de meteoros. Esses momentos são muito raros e duram pouco, apenas uma ou duas horas. Infelizmente, é impossível prever quando isso vai acontecer, mas isso faz parte da "magia" da coisa. Portanto, é sempre bom ficar atento.

Como tudo no universo, as trilhas dos cometas estão em movimento e, eventualmente, suas órbitas não coincidirão mais com a órbita da Terra. Quando isso acontecer, as chuvas que conhecemos não acontecerão mais. Por outro lado, outras podem surgir, à medida que as trilhas deixadas por outros cometas se aproximarem da órbita da Terra.

Por isso é importante monitorar cada asteroide (as grandes rochas espaciais que também liberam detritos) ou cometa, principalmente os recém-descobertos, cujas órbitas se aproximam da Terra. Assim, os astrônomos poderão verificar se uma nova chuva de meteoros pode começar a aparecer no céu noturno.

Fonte: Canaltech

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