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O que é um inverno vulcânico?

Um inverno vulcânico é um resfriamento causado pelos aerossóis, ou partículas, lançados na estratosfera terrestre. Essas partículas são formadas por cinzas e gotículas de ácido sulfúrico, que bloqueiam a radiação (luz e calor) solar.

A estratosfera terrestre é a segunda camada da alta atmosfera da Terra, e fica a aproximadamente a 50 km de altitude, com movimento do ar em sentido horizontal. Ali, há pouca precipitação; por isso, leva bastante tempo para “expulsar” os aerossóis para fora da região.

Dependendo da quantidade de partículas, isso pode levar ao resfriamento temporário do clima de algumas regiões do planeta e, em casos extremos, ao redor de todo o globo. Entretanto, isso depende de uma série de fatores, como a quantidade de dióxido de enxofre arremessada à atmosfera, que está diretamente relacionado às proporções de uma erupção.

Consequências de um inverno vulcânico

Erupções vulcânicas são imprevisíveis e podem causar mudanças climáticas globais (Imagem: Reprodução/twenty20photos/Envato)
Erupções vulcânicas são imprevisíveis e podem causar mudanças climáticas globais (Imagem: Reprodução/twenty20photos/Envato)

Existem diferentes proporções de resfriamento nos invernos vulcânicos. Os mais impressionantes teriam causado desflorestamento no Sudeste da Ásia e redução de 1 ºC nas temperaturas globais.

Alguns cientistas estimam que os eventos mais antigos poderiam ter reduzido as populações humanas e de outros animais terrestres. Esse tipo de inverno pode ter provocado o "fenômeno gargalo" em alguns períodos da história. Ele acontece quando ocorre um decréscimo súbito e considerável na população de uma espécie.

Invernos vulcânicos no passado

A onda de choque da erupção vulcânica de Tonga, em janeiro de 2022, percorreu todo o globo (Imagem: Reprodução/NASA)
A onda de choque da erupção vulcânica de Tonga, em janeiro de 2022, percorreu todo o globo (Imagem: Reprodução/NASA)

Em 536, em algum lugar do hemisfério norte, houve uma terrível erupção que causou uma das épocas mais difíceis de se viver sobre as quais temos conhecimento. A China sofreu nevascas no verão, as temperaturas médias na Europa caíram 2,5 °C e colheitas foram devastadas até mesmo na América do Sul.

O resfriamento global durou mais de um século e várias sociedades não sobreviveram. Provavelmente as populações não sentiram tanto o efeito do inverno vulcânico em 536, mas sim nos anos seguintes, à medida que as condições pioravam.

Outra catástrofe teria ocorrido em Toba, o maior lago de origem vulcânica do mundo. Localizado na Indonésia, ele tem 100 km de comprimento e 30 km de largura. A teoria é que um inverno vulcânico ocorreu 80 mil anos atrás após uma grande erupção por lá, reduzindo a população humana mundial a 10 mil casais ou menos, causando o efeito de gargalo na evolução humana.

Na erupção do Monte Tambora, na Indonésia, em 1815, causou queda de temperaturas de até três graus Fahrenheit. Os cientistas e historiadores chamam esse evento de “ano sem verão” e o período foi marcado por fome, revoltas e epidemias.

Devemos nos preocupar?

Aerossóis de dióxido de enxofre demoram para se dispersar na estratosfera (Imagem: Reprodução/Pixabay/Domínio Público)
Aerossóis de dióxido de enxofre demoram para se dispersar na estratosfera (Imagem: Reprodução/Pixabay/Domínio Público)

Alguns estudos recentes sugerem que sim, há riscos de erupções violentas nos levarem a novos invernos vulcânicos. Pesquisas apontam que supervulcões podem permanecer ativos e potencialmente perigosos mesmo após milhares de anos de uma supererupção.

Erupções como a que ocorreu em Tonga em janeiro de 2022, por exemplo, lançam grandes proporções de dióxido de enxofre à atmosfera. O evento lançou 400 mil toneladas métricas dessas partículas, mas isso não é o suficiente para grandes impactos climáticos globais.

O Centro para o Estudo do Risco Existencial (CSER), da Universidade de Cambridge e da Universidade de Birmingham, pede que as autoridades levem a ameaça a sério e se preparem melhor para um eventual inverno vulcânico.

Fonte: Canaltech

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