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O que é um anime shoujo?

·5 min de leitura

Se você já ouviu falar que anime é coisa de menino, saiba que a pessoa que falou isso está completamente enganada. As animações japonesas não só são coisa também de menina como há um universo de produções voltadas apenas para elas. São os famosos shoujos — ou shojos —, que reúnem histórias bem diversas, com temáticas bastante criativas e que fazem um enorme sucesso por onde passam.

Assim como no caso dos shounen, o nome shoujo vem do próprio termo em japonês que significa literalmente menina. É um estilo de anime que engloba diferentes gêneros, do esporte às aventuras mágicas ou batalhas com robôs gigantes, mas sempre com histórias voltadas para o público feminino entre os 12 e 18 anos e inclui uma enorme variedade de títulos, como os populares Sakura Cardcaptor e Sailor Moon até produções mais cult, como Nana.

Sakura Cardcaptor foi um dos primeiros shoujo de muita gente (Imagem: Reprodução/Clamp)
Sakura Cardcaptor foi um dos primeiros shoujo de muita gente (Imagem: Reprodução/Clamp)

Em comum, elas têm o fato de serem protagonizadas por meninas e suas histórias não se apoiarem tanto nas batalhas, como acontecem nos shounen. Ainda que tenhamos alguns shoujos voltados para a ação, o foco nunca é o embate ou essa coisa mais aventuresca. O grande charme por aqui é a relação entre entre os personagens, o que significa que quase sempre temos um elenco muito carismático.

A nomenclatura vem do mercado editorial e tem a mesma origem que levou à criação do termo shounen, ou seja, é baseado na divisão que o mercado japonês faz desde o final do século XIX para diferenciar as publicações voltadas para os públicos masculino e feminino. Assim, embora essa divisão quase não faça mais sentido hoje em dia — uma geração de meninos cresceu assistindo Sakura e meninas acompanhando Naruto —, a tradição acabou falando mais alto.

Isso fez com que, por muito tempo, os animes shoujo se apegassem a uma estrutura bem clara, mais voltada para o romance. Tanto que, se você for procurar essas animações mais antigas, vai encontrar muitas comédias românticas e outras histórias que giram em torno dessa protagonista em busca do seu amor.

O clássico Rosa de Versailles — também conhecido como Lady Oscar — é um exemplo bem claro disso. Ele adapta a história de Maria Antonieta, a jovem que estava destinada a se tornar a rainha da França, mas que se apaixona por um de seus guardas e precisa lidar com esse dilema para evitar uma crise. Ou mesmo Fruit Basket e a aventura da menina que vive com um grupo de jovens amaldiçoados que se transformam em animais quando abraçados por uma garota.

Só que, com o tempo, essas divisões começaram a fazer menos sentido e passamos a ter animes cada vez mais diversos. Mesmo os shoujos que ainda se mantinham presos a uma trama de romance passaram a ganhar novos contornos e a flertar com outros gêneros. Vampire Knight, por exemplo, ainda tinha a protagonista como uma estudante humana que se apaixonava por vampiro que estudava no turno da noite de seu colégio, mas a animação trazia alguns contornos de terror que deixavam tudo mais interessante.

Vampire Knight é um Crepúsculo em que os vampiros não brilham e não são tão bonzinhos (Imagem: Reprodução/Netflix)
Vampire Knight é um Crepúsculo em que os vampiros não brilham e não são tão bonzinhos (Imagem: Reprodução/Netflix)

Com isso, os shoujos passaram a ganhar novas roupagens e a se tornarem cada vez mais diversos. Da ficção científica às histórias esportivas, os animes para meninas começaram a ganhar novas caras e temáticas. Um dos exemplos mais marcantes disso é o excelente Nana, que deixa de lado essa abordagem mais ingênua e infantil e traz uma discussão um pouco mais adulta sobre a vida de duas adolescentes.

Um gênero dentro do gênero

Isso tudo só deixa claro o quanto o shoujo não é necessariamente um gênero, mas um grande guarda-chuva que abriga diferentes estilos. Só que, diante da repetição de algumas fórmulas, o estilo acabou criando uma espécie de subgênero dentro das animações japonesas.

Mesmo que você nunca tenha ouvido falar de Mahou Shoujo, certamente já viu algum anime protagonizado por garotas mágicas. É a mesma lógica do super-herói, ou seja, a protagonista que tem algum poder especial e que se transforma para lidar com o vilão ou a ameaça que ronda o mundo. Sailor Moon e Sakura Cardcaptor são os mais famosos por aqui e ilustram bem esse tipo de animação.

Guerreiras Mágicas de Rayearth mistura elementos não só de Mahou Shoujo como mechas e isekai (Imagem: Reprodução/Clamp)
Guerreiras Mágicas de Rayearth mistura elementos não só de Mahou Shoujo como mechas e isekai (Imagem: Reprodução/Clamp)

Esse subgênero abriu as portas para novos tipos de história que se aproximavam muito daquilo que os shounen sempre apresentaram. Assim, o foco dos roteiros deixou de ser a história do cotidiano e da coisa mais voltada para a comédia romântica entre colegiais e passou a flertar com o fantástico e com aventuras. Nesse sentido, o estúdio Clamp se tornou um expoente, criando alguns clássicos que são reverenciados até hoje.

Além do próprio Sakura, o anime Guerreiras Mágicas de Reyearth ilustra bem não só o que é um Mahou Shoujo como ainda mostra como esse estilo de animação consegue partir para diferentes frentes e ainda ser muito interessante. A história é um isekai, com sus protagonistas sendo levadas para outro mundo, o qual precisam salvar de forças do mal. Ao mesmo tempo, ele introduz elementos de ficção-científica ao adicionar mechas na trama, fazendo com que as heroínas pilotem esses robôs gigantes e entrando em grandes cenas de ação.

Ao mesmo tempo, os shoujos ainda conseguem criar outros subgêneros ainda mais peculiares. É o caso dos Shoujo Idols, que são animes musicais em que as protagonistas são artistas adolescentes. O fenômeno das idols é algo bem peculiar da cultura japonesa e que ganha contornos ainda mais exagerados quando viram desenhos animados, pois adiciona todo o exagero das expressões faciais e corporais, muitos efeitos luminosos e música. E a variedade temática é igualmente enorme, com tramas mais voltadas para o romance, como em Skip Beat!, à clássica interessão entre personagens diferentes como em iDOLM@ASTER. Isso sem falar de algumas propostas bizarras, como a de Sekkou Boys, em que uma menina viaja pelo Japão se apresentando ao lado de estátuas gregas cantoras.

Fonte: Canaltech

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