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O que é a Ressonância Schumann?

Ressonância Schumann é um fenômeno eletromagnético global gerado pela descarga de raios. Os relâmpagos produzem ondas eletromagnéticas que, em uma frequência específica extremamente baixa (ELF), ficam “presas na atmosfera e circulam o planeta.

Talvez você já tenha ouvido falar sobre a ressonância Schumann em alguma mensagem que tentou alertar-lhe de alguma catástrofe, doença ou fenômenos que parecem estranhos demais para serem levados a sério. Uma delas é que a Terra estaria girando em outra velocidade e os dias estão bem mais curtos. Astrólogos já disseram que, quando a ressonância Schumann fica “parada” por muito tempo, as pessoas têm a sensação de dar um “salto quântico”.

Esse tipo de alegações já devem ser comum para muita gente, mas não deveria. É fácil usar um termo científico que boa parte da população desconhece para validar algum fenômeno bizarro — que lhe fará procurar um “especialista”. Por isso, vale a pena conhecer a ressonância Schumann real.

O que é Ressonância Schumann?

Ressonância Schumann é causada pelas ondas eletromagnéticas emitidas por raios (Imagem: Reprodução/kijevskymarek/Envato)
Ressonância Schumann é causada pelas ondas eletromagnéticas emitidas por raios (Imagem: Reprodução/kijevskymarek/Envato)

A nossa ionosfera — a camada da atmosfera terrestre localizada a 60 km e 1000 km de altitude — é composta de íons e plasma ionosférico. Isso significa que ela é condutora de energia, mas também tem propriedades permissividade elétrica.

Com isso, a ionosfera pode refletir determinados comprimentos de onda, sem nenhuma perda, e absorver outros. Neste segundo caso, a propagação das ondas é totalmente anulada.

Já reflexão é uma das propriedades que tornam a ionosfera útil para determinados tipos de comunicação. Com uma antena equipada com um refletor e apontada para a ionosfera, é possível criar uma “armadilha”: as ondas são emitidas para a Terra e a antena reflete uma porção de volta para a ionosfera, e assim por diante. Isso amplia a qualidade do sinal.

Com a ressonância Schumann, ocorre algo parecido. Neste caso, as ondas eletromagnéticas formadas pelos raios se propagam ao redor da Terra, na região entre a superfície e a ionosfera. Quando essas ondas têm um comprimento bem específico (entre 3 Hz e 30 Hz), elas se combinam, aumentando em força e criam uma espécie de batimento cardíaco atmosférico.

Em nosso planeta, cerca de 50 relâmpagos ocorrem a cada segundo, cada uma delas criando as ondas eletromagnéticas e, inevitavelmente, algumas estarão na frequência certa para criar a ressonância Schumann. Ela é útil para analisar o clima da Terra, por exemplo, além de ajudar a entender o ambiente elétrico do planeta.

Infográfico das interações entre ventos da atmosfera baixa, plasma da ionosfera e ventos solares (Imagem: Reprodução/NASA/Mary P. Hrybyk-Keith)
Infográfico das interações entre ventos da atmosfera baixa, plasma da ionosfera e ventos solares (Imagem: Reprodução/NASA/Mary P. Hrybyk-Keith)

Um detalhe curioso é que esse fenômeno depende de outros fatores, como o tamanho do planeta, os tipos de átomos e moléculas encontrados na atmosfera. O motivo é simples: eles podem alterar a condutividade elétrica atmosférica.

Isso implica em algo muito mais interessante que estudar apenas a Terra. Alguns estudos recentes descobriram como observar a ressonância Schumann com um satélite acima da atmosfera (até então ela era observada apenas da superfície).

Tal possibilidade levou a pesquisas que sugerem usar essa mesma técnica para observar exoplanetas (mundos que orbitam outra estrela que não o Sol). Ao observar a ressonância acima da superfície desses planetas, os astrônomos poderiam descobrir quanta água, metano e amônia existem lá.

Existem técnicas melhores e mais precisas para determinar a composição da atmosfera de um planeta, mas elas só podem medir regiões específicas. Ao olhar para a ressonância Schumann, no entanto, os cientistas poderiam determinar a densidade global de água, amônia, e outros voláteis em todo o planeta.

Pseudociência e ressonância Shumann

Pseudociência também tenta encontrar explicações anticientíficas para aquilo que já é consenso absoluto na ciência (Imagem: Reprodução/Pixabay/ParallelVision)
Pseudociência também tenta encontrar explicações anticientíficas para aquilo que já é consenso absoluto na ciência (Imagem: Reprodução/Pixabay/ParallelVision)

Existe muita desinformação e até mentiras, literalmente, sobre a ressonância Schumann. Já disseram que, quando ela “muda” ou “fica parada”, podemos sentir reações no corpo, e até mesmo sofrer “mutações fisiológicas na biologia celular ou no DNA”.

Também já foi dito, há alguns anos, que o tempo está passando mais rápido (ou devagar, dependendo de quem espalha a fake news), e essas mensagens podem voltar a circular em qualquer época. Por isso, sempre verifique as informações recebidas, independente da fonte; principalmente se termos aparentemente científicos que você não conhece forem usados.

Pseudociência é quando alguém usa conceitos científicos (ou supostamente científicos, como “pensamento quântico” e cura quântica) para tentar validar uma crença espiritual ou sustentar notícias falsas sobre supostas descobertas “incríveis”. Pior ainda, para oferecer uma falsa cura para alguma doença séria.

Fique atento: não existe nenhuma ciência quântica real que possa validar uma ideia espiritual, muito menos capaz de curar alguma doença sem visitar um profissional de saúde. O mesmo vale para a ressonância Schumann: ela não provocará mudanças em nosso planeta, pois ela sempre existiu e continuará existindo.

Fonte: Canaltech

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