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O que é outsourcing de TI offshore?

·4 min de leitura

A terceirização do desenvolvimento de sistemas e aplicações pode incorporar profissionais tanto do país quanto do exterior. Esses processos são conhecidos, respectivamente, como outsourcing onshore e offshore.

Onshore e offshore se referem a modelos de negócios opostos. Enquanto o onshore representa as transações com parceiros no mesmo país, o offshore é relacionado a negociações com empresas de outros países. Teoricamente, a terceirização onshore é mais fácil. Já a offshore pode ser mais complexa, porque inclui diferenças de fuso horário, de idioma e de câmbio.

Segundo a consultoria Kearney, os principais países para outsourcing offshore são Índia, China, Malásia, Indonésia, Vietnã, EUA, Reino Unido, Brasil, Filipinas, México, Estônia, Colômbia, Egito, Alemanha, Lituânia, Bulgária, Rússia, Peru e Ucrânia.

Ásia lidera

É na Ásia que estão os centros mais importantes de desenvolvimento dos segmentos de tecnologia da informação (Information Technology Outsourcing – ITO), processo de negócios (Business Process Outsourcing – BPO) e processo de conhecimento (Knowledge Process Outsourcing – KPO). À exceção da Ásia, o Brasil compõe a lista de três melhores opções com EUA e Reino Unido.

Imagem: Reprodução/Pexels/Still Pixels
Imagem: Reprodução/Pexels/Still Pixels

Alguns países da região demonstram ambiente favorável para a atividade. A Índia, por exemplo, tem programas de capacitação e qualificação e apresenta ótimo custo-benefício — especialmente por ter o inglês como idioma oficial. As horas de trabalho por lá são muito baratas quando comparadas à maioria dos países do mundo.

Segundo a Kearney, a Índia é considerada o melhor país para terceirizar tecnologia da informação. Isso porque está entre os líderes nas quatro principais categorias de influência: atratividade financeira, habilidade e disponibilidade de pessoas, ambiente de negócios e ressonância digital.

A Indonésia também se destaca por ter a hora de trabalho barata: estima-se que lá está o menor preço entre todos os países do mundo. Já a China tem laboratórios voltados para o desenvolvimento de novas tendências tecnológicas, como inteligência artificial e internet das coisas (IoT).

O Vietnã, por sua vez, tem progredido no ambiente de negócios e na infraestrutura. A cultura de qualificação de pessoas e de investimento no aperfeiçoamento de tendências tem criado um ambiente favorável nesses países, algo que os coloca como principais mercados para ITO, BPO E KPO.

Brasil é destaque

Imagem: Reprodução/Envato/DragonImages
Imagem: Reprodução/Envato/DragonImages

O Brasil também é considerado uma boa opção para outsourcing de tecnologia da informação offshore. O país é o líder regional sul-americano no mercado de inovações e soluções para o segmento. Para os países vizinhos, é interessante negociar com empresas brasileiras.

Esse modelo de contratação é conhecido como nearshore. Trata-se da busca por empresas em países com características semelhantes, como fuso horário na mesma faixa, idiomas similares, relações econômicas e outros fatores que diminuam as barreiras.

Apesar de Colômbia e Peru terem mercados em desenvolvimento, o Brasil é o líder absoluto na região e pode absorver a demanda de países como Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai. Outras nações falantes de português, como Portugal, Angola e Moçambique, também têm interesse no Brasil.

Além do idioma, há outro benefício claro para Portugal: a atratividade financeira proporcionada pela desvalorização do real em relação ao euro. Para os países africanos, o principal atrativo é o nível de habilidade da mão de obra brasileira.

A estrutura e as capacidades nacionais garantem que pequenas, médias e grandes empresas não precisem buscar equipes em outro país. O que falta por aqui, entretanto, é a disponibilidade de profissionais: há milhares de vagas de emprego ociosas porque não há especialistas suficientes.

Onshore, offshore ou nearshore

Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos
Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos

A procura por outsourcing offshore é natural em países ricos. Ao contratar profissionais em nações menos desenvolvidas, as vantagens são claras, especialmente a financeira e a estratégica. Já uma empresa brasileira que busque terceirizar o serviço nos EUA, por exemplo, terá um projeto muito mais caro — vale mais a pena, então, manter tudo onshore.

Outros fatores decisivos incluem o fuso horário, o idioma e a habilidade dos desenvolvedores. Um parceiro apenas barato não é a melhor opção: é preciso um equilíbrio. A possibilidade de atendimento remoto também precisa ser considerada: se, por um lado, o desenvolvimento de software pode ser feito a distância, atendimento in loco não funciona nesse formato.

Antes de decidir, vale a pena procurar empresas de outsourcing que sejam referência em seu segmento. Depois de fazer uma lista com as principais opções, é preciso avaliar quais podem atender às necessidades da empresa. A partir dessas informações, a escolha fica mais fácil.

Fonte: Canaltech

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