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O que é mais importante na hora de configurar a segurança da rede doméstica?

Felipe Demartini
·8 minuto de leitura

Engana-se quem pensa que ataques hackers, interceptação e vazamentos de dados são crimes praticados apenas contra grandes empresas ou serviços online. Usuários domésticos, principalmente aqueles que possuem muitos dispositivos conectados, também podem representar oportunidades para os criminosos, com golpes direcionados ou o aproveitamento massivo de aparelhos desprotegidos.

Redes domésticas com proteção precária, senhas fáceis de adivinhar ou mal configuradas são a porta de entrada perfeita para tais atacantes, que podem enxergar, no Wi-Fi da sua casa, a oportunidade de converter mais máquinas para a mineração de criptomoedas, ataques de negação de serviço (quando servidores são bombardeados com um grande volume de acesso a partir de dispositivos dominados) ou, até mesmo, uma simples utilização do próprio sinal de internet para fins maliciosos.

Quando se fala em ataques direcionados, a situação pode se tornar igualmente ou mais grave. A presença de um atacante em uma rede desprotegida pode permitir a interceptação de dados, senhas de redes sociais ou e-mails e a obtenção de outras credenciais de acesso que, mais tarde, podem ser usadas na invasão a plataformas ou extorsão. Dados íntimos, pessoais e financeiros podem ser interessantes para indivíduos mal-intencionados, por isso, o ideal é manter a rede sem fio protegida e segura.

Mas como, exatamente, fazer isso? A seguir estão algumas dicas simples que podem ajudar a ter uma conexão Wi-Fi mais segura e manter a rede doméstica protegida contra hackers e ataques.

Configure senhas seguras

Wi-Fis devem ser mantidos sempre fechados com senhas complexas e difíceis de adivinhar, sem relação com pets, datas, membros da família ou nomes comuns. É importante, também, mudar as credenciais de acesso aos sistemas dos roteadores (Imagem: PirenX/Depositphotos)
Wi-Fis devem ser mantidos sempre fechados com senhas complexas e difíceis de adivinhar, sem relação com pets, datas, membros da família ou nomes comuns. É importante, também, mudar as credenciais de acesso aos sistemas dos roteadores (Imagem: PirenX/Depositphotos)

Deixe os Wi-Fis abertos para restaurantes, aeroportos e locais de grande circulação — a rede de sua casa precisa estar fechada com uma senha complexa, que dificulte invasões ou o acesso não autorizado pelos moradores. Evite manter a conexão com as credenciais padrões do roteador ou com as combinações configuradas pelos técnicos de empresas de telefonia, já que estas alternativas costumam ser manjadas e podem estar plenamente disponíveis na internet.

O ideal é usar senhas seguras e complexas, que não estejam relacionadas a termos comuns como a data de nascimento dos moradores de uma casa, nomes de pets, apelidos ou informações ligadas ao endereço, como número do apartamento ou do prédio, por exemplo. Dá para entender que a utilização de credenciais mais complexas pode não ser conveniente, mas a complexidade da senha garante a proteção e, pior do que ter que digitar uma combinação difícil uma única vez, já que a maioria dos dispositivos salva as informações para acesso futuro, é ser vítima de uma invasão ou comprometimento de dados.

Busque alternativas que combinem a segurança com a conveniência. Utilize, por exemplo, C@na1t3ch!, em vez de, simplesmente, canaltech, usando termos conhecidos e misturando símbolos ou letras maiúsculas ou minúsculas. Ou, melhor ainda, prefira uma senha aleatória, que também tenha tais elementos, e compartilhe apenas com pessoas de confiança. Dá para manter a combinação anotada ou exposta na casa, mas garanta que a senha não seja visível da rua ou possa ser obtida por estranhos ou indivíduos não-autorizados.

Alguns roteadores possuem recursos que permitem a criação de múltiplas redes, incluindo uma para convidados, que pode ter uma senha menos complexa e ser repassada mais livremente. Nestes casos, o acesso às informações trafegadas e dispositivos conectados é limitado, representando uma boa alternativa para quem aluga uma hospedagem pelo Airbnb, por exemplo, ou, por algum motivo, tem grande circulação de pessoas pelo local.

<em>Ocultar a descoberta de uma rede Wi-Fi pode adicionar uma camada extra de segurança<br>(Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
Ocultar a descoberta de uma rede Wi-Fi pode adicionar uma camada extra de segurança
(Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Caso queira dar um passo a mais, você também pode ocultar a descoberta de sua rede doméstica, de forma que ela não apareça em checagens de aparelhos das proximidades. Neste caso, para que um convidado ou morador faça a conexão, será preciso digitar não apenas a senha, mas também o nome exato da rede, que somente será detectada nestas condições.

Roteador protegido e sistema atualizado

O uso de senhas não deve se limitar apenas à rede em si, mas também ao sistema de configurações do roteador. Aparelhos do tipo, normalmente, vêm com acesso liberado ou, então, configurados automaticamente com uma senha de fábrica, que pode ser facilmente encontrada na internet e não oferece proteção alguma. Ainda que as preferências somente possam ser acessadas por quem estiver conectado ao Wi-Fi, ainda assim é importante cuidar desse aspecto para evitar problemas.

<em>Atualizar o firmware de roteadores e modems para as últimas versões ajudam na proteção contra problemas <br>conhecidos (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
Atualizar o firmware de roteadores e modems para as últimas versões ajudam na proteção contra problemas
conhecidos (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Isso se deve ao fato de que, com acesso às configurações, alguém mal-intencionado pode alterar aspectos da rede e até mesmo a própria senha, além de manipular listas de acesso ou outros atributos do sistema. Pelo mesmo local, também é possível realizar a atualização do firmware do roteador, essencial para que problemas e vulnerabilidades conhecidas possam ser reparadas pelos fabricantes, evitando mais problemas de segurança.

Equipamentos diferentes possuem sistemas e interfaces variadas, mas na maioria dos casos, a tela de configurações pode ser acessada digitando 192.168.0.1 em um computador ou smartphone conectado à rede sem fio. Verifique a caixa, manual ou etiquetas coladas no próprio aparelho em busca da senha e, assim que tiver acesso às preferências, realize a troca, usando os mesmos parâmetros de combinações complexas e aleatórias que citamos acima.

Desative o WPS

<em>Botão WPS está disponível em muitos roteadores modernos e, por mais que facilite<br> a conexão, pode abrir as portas para acessos não-autorizados <br>(Imagem: Divulgação/Sony)</em>
Botão WPS está disponível em muitos roteadores modernos e, por mais que facilite
a conexão, pode abrir as portas para acessos não-autorizados
(Imagem: Divulgação/Sony)

Alguns roteadores possuem um recurso chamado Wi-Fi Protected System, que em conjunto com dispositivos que também possuam tais configurações, permite um acesso mais rápido às redes sem fio. Basicamente, basta apertar um botão no dispositivo para que as configurações sejam realizadas sem a necessidade de senhas, de maneira direta.

A conveniência, claro, acompanha uma dose de insegurança já que, para alguém mal-intencionado, pode ser fácil obter acesso a uma rede a partir do recurso. Por isso, caso seu roteador possua esse recurso, vale a pena acessar as configurações e desativar, garantindo que as conexões sejam feitas apenas a partir de senhas e nas redes dedicadas a convidados ou estranhos, se existirem.

Controle de acesso

Usuários mais avançados também podem criar regras de acesso por meio das preferências de um roteador, bloqueando dispositivos ou liberando outros de acordo com a utilização da rede. É possível, também, entender exatamente quem está acessando o Wi-Fi em um determinado momento, em uma lista que pode ser útil caso exista desconfiança de que terceiros não autorizados estão utilizando a conexão indevidamente.

Novamente, a interface pode variar de um roteador para o outro, assim como as configurações de controle de acesso em si. Porém, via de regra, tais sistemas podem ser acessados por meio da tela de preferências, e ainda que os nomes dos dispositivos conectados não sejam sempre amigáveis, será possível ter um panorama completo de quem está acessando sua rede e a partir de quais aparelhos, permitindo a identificação rápida se algo de errado estiver acontecendo.

Use dispositivos de qualidade

<em>Dispositivos baratos podem parecer boas opções, mas também podem conter vulnerabilidades de segurança. <br>O ideal é buscar marcas renomadas e que tenham presença no Brasil (Imagem: Divulgação/ASUS)</em>
Dispositivos baratos podem parecer boas opções, mas também podem conter vulnerabilidades de segurança.
O ideal é buscar marcas renomadas e que tenham presença no Brasil (Imagem: Divulgação/ASUS)

Roteadores chineses e replicadores de sinais baratos podem ser uma ideia atrativa, principalmente, para quem possui casas grandes onde o sinal do Wi-Fi não funciona bem. Entretanto, nestes casos e com o perdão do clichê, o barato pode sair caro, e dispositivos de baixo custo podem trazer consigo problemas de segurança ou um suporte inadequado que acabam colocando os usuários em risco.

Alguns casos, por exemplo, são sérios, como a recente descoberta de backdoors (brechas) intencionalmente plantadas em roteadores chineses vendidos nos Estados Unidos por grandes redes como Walmart ou Amazon. Em outros, a falta de suporte pode vir apenas pelas diferenças regionais, com fabricantes não liberando atualizações para roteadores em operação em outras regiões do mundo, por exemplo.

Além disso, barreiras de idioma podem dificultar a realização das configurações, enquanto a construção mais barata destes dispositivos pode levar a problemas no sinal ou subaproveitamento da capacidade da rede. Por isso, mesmo que sejam mais caros, o ideal é investir em dispositivos que tenham fabricantes reconhecidos, com marcas renomadas e, de preferência, suporte no Brasil ou em português brasileiro, para que a busca por ajuda, contatos com o suporte ou simples configurações sejam mais fáceis de se realizar.

Proteja computadores, celulares e outros dispositivos

<em>Manter computadores, smartphones e dispositivos da Internet das Coisas atualizados e protegidos também ajudam na defesa de toda a rede contra ameaças de segurança (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)</em>
Manter computadores, smartphones e dispositivos da Internet das Coisas atualizados e protegidos também ajudam na defesa de toda a rede contra ameaças de segurança (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)

A segurança de uma rede doméstica não passa apenas pelos roteadores em si, mas também pelos dispositivos conectados a ela. Muitos malwares podem se mover pelas conexões, passando de um dispositivo a outro e varrendo o sistema em busca de vulnerabilidades, tudo a partir de um ponto de entrada. Por isso, é bom manter a segurança em dia nos computadores, smartphones e outros aparelhos conectados.

Lâmpadas, câmeras de segurança, fechaduras e outros dispositivos da Internet das Coisas devem estar, sempre, protegidos com senhas complexas. No PC, smartphone ou tablet, é importante ter softwares de segurança e antivírus sempre instalados e atualizados, de forma que as ameaças mais comuns possam ser detectadas e impedidas neles. Em todos, sistemas operacionais ou firmwares sempre devem estar em suas últimas versões, garantindo que problemas conhecidos pelos fabricantes sejam corrigidos antes de uma exploração por hackers.

Por fim, vale a pena prestar atenção no funcionamento de aparelhos e da rede em busca de eventuais problemas. Caso sinta uma lentidão que não deveria existir, um consumo excessivo de recursos ou comportamentos irregulares, tome atitudes como trocar senhas ou resetar senhas, realizando varreduras de segurança em busca de eventuais problemas.

Fonte: Canaltech

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