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O que é HDCP?

·3 minuto de leitura

Se você já explorou as configurações mais avançadas de display em um console de última geração ou mesmo em uma Smart TV relativamente recente, provavelmente deve ter encontrado opções relacionadas à tecnologia identificada como HDCP. Geralmente, o recurso não conta com explicações mais aprofundadas e afirma apenas que certos jogos e filmes ficarão indisponíveis caso a funcionalidade não esteja ativada.

Mas o que é o HDCP? E como funciona? Neste artigo, o Canaltech reúne as principais informações sobre o método de proteção digital amplamente adotado e te ajuda a contornar alguns possíveis erros decorrentes da presença da tecnologia.

O que é HDCP?

O High-bandwidth Digital Content Protection (HDCP), ou Proteção de Conteúdo Digital em Banda Larga, em tradução livre, é uma solução desenvolvida para impedir a cópia ilegal de mídias de alta definição, como filmes em Blu-Ray ou conteúdo exibido por serviços de streaming. Basicamente, trata-se de um recurso para impedir a pirataria.

A tecnologia foi criada originalmente por engenheiros da Intel em 1990, mas acabou sendo amplamente adotada pela indústria nos anos seguintes, ganhando ainda mais importância recentemente, com o surgimento de plataformas como Netflix, Disney Plus e HBO Max.

Aqueles que gostam de jogar podem identificar o HDCP como um parente distante focado em mídia não interativa do Denuvo, outro método antipirataria bastante comum no mundo dos games.

Como funciona o HDCP?

A tecnologia é aplicada em dispositivos que utilizam conexões de vídeo HDMI, DisplayPort e DVI, e deve estar presente tanto na fonte (PS5, Xbox Series X|S, leitor de Blu-Ray), como nos cabos utilizados e no receptor (TV, monitor).

Antes de exibir qualquer conteúdo, um procedimento de autenticação é realizado entre a fonte e o receptor: uma verificação confirma a presença do HDCP em ambos os lados, bem como a versão utilizada, através de uma troca de chaves de acesso. Caso as informações sejam compatíveis, a reprodução de mídia é então liberada.

Tanto a tela quanto o dispositivo de reprodução precisam contar com protocolo HDCP de mesma versão para que o conteúdo possa ser exibido (Imagem: Reprodução/BenQ)
Tanto a tela quanto o dispositivo de reprodução precisam contar com protocolo HDCP de mesma versão para que o conteúdo possa ser exibido (Imagem: Reprodução/BenQ)

Atualmente, duas versões do HDCP são utilizadas com maior frequência: o HDCP 1.4, desenvolvido para conteúdo em Full HD, e o HDCP 2.2, pensado para mídia em 4K. Com o surgimento das telas 8K, é possível que vejamos uma versão revisada em breve, projetada para a nova resolução.

Vale destacar que o HDCP não apenas barra a reprodução do conteúdo caso alguma anomalia entre os dispositivos conectados seja detectada, como também impede a gravação da mídia. Além disso, sem aparelhos ou cabos compatíveis com HDCP, é impossível assistir a filmes em 4K.

A reprodução de mídia diretamente da TV ou monitor, como através de um app dedicado, não é afetada pelo HDCP (Imagem: afra32/Pixabay)
A reprodução de mídia diretamente da TV ou monitor, como através de um app dedicado, não é afetada pelo HDCP (Imagem: afra32/Pixabay)

No entanto, o protocolo só é aplicado quando um dispositivo está enviando sinal de vídeo para outro — o streaming de um filme da Netflix diretamente de uma TV através de um app dedicado, por exemplo, não é afetado por esse recurso.

Atenção à compatibilidade

O erro mais comum está justamente ligado à compatibilidade de versões — por vezes, pode haver uma falha de comunicação entre a fonte e o receptor, que interrompe a reprodução do conteúdo.

Fabricantes recomendam desconectar e reconectar o cabo, reiniciando ambos os dispositivos, e então testar outras portas HDMI caso a falha persista, para confirmar se a origem do problema está na conexão utilizado no momento.

Existem conversores de HDCP que possibilitam utilizar dispositivos mesmo que contem com versões diferentes do protocolo (Imagem: Reprodução/Magalu)
Existem conversores de HDCP que possibilitam utilizar dispositivos mesmo que contem com versões diferentes do protocolo (Imagem: Reprodução/Magalu)

É necessário ficar de olho para garantir que todos os componentes tragam a mesma versão do protocolo, mas ainda assim há algumas maneiras de contornar a incompatibilidade, utilizando splitters HDMI ou ainda conversores de HDCP.

Esses acessórios apresentam uma faixa de preço bastante variada e um tanto elevada, entre R$ 50 e R$ 350, mas podem compensar por eliminar uma possível necessidade de adquirir novos cabos ou mesmo dispositivos de reprodução e exibição.

Fonte: Canaltech

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