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O que é erisipela?

Conhecida por provocar feridas avermelhadas, inchadas e doloridas na superfície da pele, a doença erisipela é uma infecção cutânea provocada por bactérias. A condição não contagiosa afeta principalmente os membros inferiores, como as pernas e os pés, mas pode se manifestar nos braços, no tronco e também no rosto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a erisipela representa uma forma superficial da celulite, já que a infecção atinge, na maioria dos casos, a derme e a parte superior da gordura subcutânea. A disseminação da bactéria pelo corpo ocorre através dos vasos linfáticos.

Popularmente, a erisipela pode ser conhecida pelos nomes de mal-da-praia, mal-do-monte, febre-de-santo-antônio ou ainda esipra.

Por que uma pessoa desenvolve erisipela?

Erisipela é causada por bactérias e tende a atingir os membros inferiores, como pernas e pés (Imagem: Dr. Thomas F. Sellers/Emory University/CDC)
Erisipela é causada por bactérias e tende a atingir os membros inferiores, como pernas e pés (Imagem: Dr. Thomas F. Sellers/Emory University/CDC)

A pessoa desenvolve a erisipela quando bactérias específicas invadem o seu organismo, através de feridas ou lesões na pele. Por causa disso, a doença sempre está relacionada a uma porta de entrada. "Por meio desta porta de entrada, bactérias penetram na pele, atingindo as camadas cutâneas inferiores e se espalhando facilmente com muita velocidade", explica a SBD.

Entre as possíveis portas de entrada para a bactéria no organismo, a SBD destaca as seguintes:

  • Úlcera venosa crônica (ferida na perna);

  • Pé de atleta (frieira e micoses);

  • Picada de insetos;

  • Ferimento cutâneo traumático (machucados);

  • Manipulação inadequada das unhas.

De forma geral, os membros inferiores são mais suscetíveis às feridas e, por isso, os quadros da erisipela tendem a começar pelas pernas e pés. No entanto, exceções podem ocorrer.

Quais são os fatores de risco para a doença de pele?

Entre os principais fatores de risco para a infecção cutânea, estão:

Qual é a bactéria que causa a erisipela?

"A principal bactéria envolvida é o estreptococo beta-hemolítico do grupo A, porém, outras bactérias também podem estar envolvidas", afirma a SBD. Entre os exemplos, estão a Streptococcus pyogenes e a Staphylococcus aureus.

Vale observar que estas bactérias são bastante comuns e, inclusive, podem viver sobre a superfície da própria pele do paciente, sem causar complicações. O problema da erisipela somente começa quando esses agentes infecciosos invadem o organismo.

Quais são os sintomas da erisipela nos membros inferiores?

Quando não tratados, casos de erisipela podem evoluir e, potencialmente, provocar o óbito do paciente (Imagem: Dr. Thomas F. Sellers/Emory University/CDC)
Quando não tratados, casos de erisipela podem evoluir e, potencialmente, provocar o óbito do paciente (Imagem: Dr. Thomas F. Sellers/Emory University/CDC)

Inicialmente, a infecção bacteriana provoca sintomas genéricos e de início súbito no paciente com erisipela. Antes mesmo de qualquer alteração na pele, o indivíduo pode relatar:

  • Mal-estar generalizado;

  • Fadiga;

  • Febre alta;

  • Calafrios.

É apenas na segunda etapa da doença que as feridas surgem. "No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente. Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas com conteúdo amarelado ou cor de chocolate e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de 'íngua' (aumento dos gânglios linfáticos na virilha)", detalha o Ministério da Saúde.

Erisipela bolhosa

Quando a doença não é tratada, o quadro pode evoluir para a "erisipela bolhosa", onde as bolhas podem provocar a necrose. Neste momento, quadros de septicemia, ou seja, infecção generalizada com risco de morte podem ser relatados. Para impedir o avanço da doença, a amputação pode ser considerada.

Existe tratamento para a erisipela?

Tratamento da erisipela envolve o uso de antibióticos e de repouso (Imagem: Dr. Thomas F. Sellers/Emory University/CDC)
Tratamento da erisipela envolve o uso de antibióticos e de repouso (Imagem: Dr. Thomas F. Sellers/Emory University/CDC)

Apesar da gravidade do quadro, a boa notícia é que existem tratamentos seguros e eficazes para a erisipela. No entanto, vale observar que, quanto mais cedo é feito o disgnóstico, maiores são as possibilidades de cura, sem nenhum tipo de sequela.

De forma geral, o Ministério da Saúde orienta um conjunto de medidas para o tratamento da infecção cutânea, como:

  • Uso de antibiótico;

  • Repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial, para reduzir o inchaço;

  • Dependendo do caso, há recomendação para que se enfaixe as pernas, facilitando o desinchaço;

  • Tratando das lesões de pele e limpeza adequada da região;

  • Uso de medicamentos para o controle de sintomas, como antitérmicos para a febre ou analgésicos para a dor.

Em caso de suspeita de erisipela, o paciente deve procurar por atendimento médico. Somente profissionais de saúde devem prescrever receitas e diagnosticar esta doença de pele, que pode ser fatal.

Fonte: Canaltech

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