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O que é eclipse solar? Saiba tudo sobre o fenômeno

·5 min de leitura

Às vezes, a Lua bloqueia a luz do Sol, um evento relativamente raro que chamamos de eclipse solar. Você provavelmente já sabia disso, mas sabia que eclipses solares totais não acontecerão para sempre? Pois é, isso porque a órbita da Lua está mudando, aumentando cerca de 3,8 cm a cada ano, o que eventualmente afastará nosso satélite natural o suficiente para que os eclipses solares totais não sejam mais possíveis. Mas, afinal, o que é eclipse solar? Como ocorre um eclipse solar? Quais os tipos de eclipses solares existentes? Essas e outras curiosidades legais sobre o assunto você confere nesta matéria!

O que é eclipse solar

Progressão do eclipse solar total que aconteceu em 2017 (Imagem: Reprodução/NASA/Aubrey Gemignani)
Progressão do eclipse solar total que aconteceu em 2017 (Imagem: Reprodução/NASA/Aubrey Gemignani)

Eclipse é o nome dado a quando um objeto "atrapalha", temporariamente, a luz que vem da estrela — no nosso caso, o Sol. Existem dois tipos de eclipses vistos aqui na Terra: o solar e o lunar. No eclipse lunar, a Terra passa entre a Lua e o Sol, gerando uma sombra no nosso satélite natural durante este trânsito. Já no eclipse solar, a Lua passa em frente ao Sol, a partir do nosso ponto de vista, podendo ocultá-lo total ou parcialmente.

Como ocorre um eclipse solar

(Imagem: Reprodução/Oregon State University)
(Imagem: Reprodução/Oregon State University)

Um eclipse solar ocorre quando a Lua fica entre a Terra e o Sol, coisa que só pode ocorrer na fase da Lua Nova, pois é nessa fase que nosso satélite nasce mais ou menos junto do nascer do Sol. Em outras palavras, a Lua aparece durante o dia porque se posiciona de frente para o lado iluminado da Terra.

Entretanto, você já deve ter notado que não é sempre que uma Lua Nova causa um eclipse, e o motivo para isso é que a órbita lunar é um pouquinho inclinada em relação à linha imaginária entre o Sol e a Terra. Por isso, é mais comum a Lua passar um pouco acima ou abaixo dessa linha. Mas quando ela passa exatamente nessa região, cria-se um alinhamento perfeito (ou quase perfeito) entre os três corpos. Esse alinhamento não dura muito tempo, mas pode ser dramático, já que alguns eclipses são tão escuros que dizemos que "o dia virou noite".

Mas, via de regra, pelo menos duas vezes por ano (ou mais, chegando às vezes a cinco vezes por ano), uma Lua Nova se alinha para eclipsar o Sol. E esses alinhamentos são mais ou menos como um relógio, pois os eclipses eventualmente se repetirão de modo previsível para os astrônomos. O intervalo entre os eclipses é conhecido como Ciclo de Saros e já era conhecido nos tempos dos primeiros astrônomos caldeus, cerca de 28 séculos atrás. A palavra Saros significa "repetição" e é igual a 18 anos, 11⅓ dias (com uma margem de variação de acordo com anos bissextos).

À medida que a Lua bloqueia a luz do Sol e a sombra é projetada em parte da Terra, ela cria uma trilha enquanto a Terra gira. Essa trilha é chamada de caminho da totalidade, e é nela onde você precisa estar caso queira ver o eclipse total. Há outras regiões ao redor do caminho da totalidade onde você ainda pode ver o eclipse parcial, mas também haverá regiões onde, mesmo sendo dia, não haverá eclipse algum. Isso porque a Lua não é grande o suficiente para cobrir todo o planeta com sua sombra.

Tipos de eclipse solar

(Imagem: Reprodução/Joseph Matus/NASA/MSFC)
(Imagem: Reprodução/Joseph Matus/NASA/MSFC)

Existem essencialmente quatro tipos de eclipse solar. O primeiro e mais impactante deles é o total, no qual a Lua bloqueia o Sol completamente, por alguns minutos. Durante este período de escuridão, ainda podemos ver a coroa solar, mas não devemos olhar diretamente par ela, pois podemos ter a visão irreversivelmente prejudicada. A coroa solar é uma espécie de "atmosfera" do Sol, bem acima da superfície da estrela.

O segundo tipo de eclipse solar é o parcial, no qual alguma parte do Sol fica visível, enquanto a parte bloqueada parece escura. Um eclipse parcial é o tipo mais comum de eclipse solar.

Já o terceiro tipo é o eclipse solar anular, que ocorre quando a Lua bloqueia os raios solares de forma que a "periferia" do Sol permanece visível (não confundir essa periferia com a coroa solar). Isso ocorre quando a Lua está mais afastada da Terra do que de costume e, por isso, a sombra projetada sobre o planeta é menor, com a Lua não "preenchendo" toda a extensão do disco solar. Esse eclipse também é conhecido como "anel de fogo" e é o segundo tipo mais comum.

Por fim, existe o eclipse solar híbrido — o mais raro de todos. Ele muda de um eclipse total para se tornar um eclipse anular. Mais especificamente, em alguns locais do nosso planeta a Lua bloqueará completamente o Sol (eclipse total), enquanto outras regiões observarão um eclipse anular. Daí, este eclipse recebe o nome de híbrido.

Diferença entre eclipse solar e lunar

(Imagem: Reprodução/NASA, Edição: Daniele Cavalcante)
(Imagem: Reprodução/NASA, Edição: Daniele Cavalcante)

Enquanto o eclipse solar ocorre quando a Terra fica sob a sombra da Lua, o eclipse lunar é o contrário: nosso planeta projeta sua sombra sobre a Lua. Para isso, é preciso uma Lua Cheia, pois é quando nosso satélite está posicionado exatamente naquela linha imaginária entre Sol e Terra, mas, dessa vez, na face noturna terrestre.

Durante um eclipse lunar, você sempre verá a Lua em uma cor avermelhada, e nunca haverá um desaparecimento completo do disco lunar no céu. O motivo disso é que, no pico do eclipse, um pouco de luz solar atravessa nossa atmosfera e atinge a Lua. No processo, as moléculas dos elementos que compõem a atmosfera terrestre filtram alguns comprimentos de onda da luz, enaltecendo o tom de vermelho.

Fonte: Canaltech

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