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O que é e como funciona um IPO?

·3 min de leitura

O IPO é a sigla em inglês para “Initial Public Offering” ou, no bom e velho português, Oferta Pública Inicial. Ao longo dos anos, inúmeras empresas de tecnologia (como Facebook, Twitter e Google) arrecadarem milhões e até bilhões de dólares em apenas um dia através desse tal de IPO.

Mais recentemente, o Nubank ganhou espaço nas manchetes ao aderir à prática e, através disso, oferecer a posição de sócio para milhares de clientes da empresa. Mas, afinal, o que é IPO? Entenda nas próximas linhas como funciona o sistema de Oferta Pública Inicial no sistema financiero do Brasil.

O que é IPO?

O termo, embora pareça complexo no primeiro momento, pode ser simplificado rapidamente. IPO é o processo por meio do qual uma empresa oferece ações para o mercado pela primeira vez. Em outras palavras, é a distribuição inicial de ações em uma bolsa de valores que permite aos investidores adquirirem partes da companhia.

Assim, ela deixa de pertencer a um único dono (ou grupo) e ganha acionistas, ou seja, pessoas “anônimas” que possuem pequenas fatias do empreendimento. A depender do tipo e da quantidade de ações adquiridas, os titulares ganham poder decisório na empresa. Isso, contudo, exige um investimento muito alto e não é para qualquer um.

Em geral, a maioria dos acionistas detém uma parcela pequena da empresa. Desse modo, os donos do empreendimento conseguem ampliar significativamente o capital sem sujeitar a estrutura organizacional a mudanças drásticas.

Para proteger a empresa durante o IPO, os donos costumam manter grande parte das ações e se tornam sócios majoritários. Mark Zuckerberg, por exemplo, detinha 28% das ações do Facebook durante sua Oferta Pública Inicial.

Como funciona o IPO?

A fase de IPO pode ser uma oportunidade lucrativa para investidores (Imagem: Reprodução/Anna Nekrashevich/Pexels)
A fase de IPO pode ser uma oportunidade lucrativa para investidores (Imagem: Reprodução/Anna Nekrashevich/Pexels)

Para ter suas ações disponibilizadas para investidores em potencial, a empresa precisa cumprir o demorado e rígido programa de exigências instituído e regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (ou CMV), órgão responsável pelo mercado de capitais no Brasil.

Finalizado essa primeira fase, é iniciado o período de reserva da oferta pública inicial (ou, como alguns preferem chamar, reserva de ações). Nesse momento, investidores interessados podem fazer uma solicitação de compra de ações segundo os critérios determinados em cada IPO.

Ao iniciar esse processo, cada empresa estipula um valor total que deseja arrecadar. Para qualificar os investidores e tornar o objetivo final mais próximo, são estabelecidos alguns parâmetros para a reserva. Entre eles, está a determinação de um valor mínimo para investimento.

É possível que, ao final do período de reserva, a oferta não seja concluída. Isso será determinado pela demanda do mercado. No cenário mais positivo, em que a empresa seja bem recebida e obtenha o valor estipulado, os investidores que fizeram a reserva se tornarão acionistas.

O negócio pode ser bastante lucrativo e, para grandes investidores, se tornar uma verdadeira fonte de riqueza. Afinal, as ações vendidas na Oferta Pública Inicial são mais baratas e, com a especulação do mercado, podem disparar em pouco tempo. Foi assim que Warren Buffett, terceiro homem mais rico do mundo, fez sua fortuna.

Fonte: Canaltech

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