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O que é desnutrição?

Quando pensamos nas populações de regiões muito pobres, é inevitável que venha a imagem de crianças e adultos desnutridos, na qual é possível ver os ossos marcados sob a pele. Entre os mais novos, alguns apresentam a barriga inchada pela presença de vermes e parasitas, como a esquistossomose. Este é o quadro mais típico da desnutrição, a desnutrição energético-proteica (DEP), uma grave doença nutricional que pode levar à morte.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a desnutrição se refere a deficiências, excessos ou desequilíbrios na ingestão de calorias e/ou nutrientes de uma pessoa". Na maior parte das vezes, a condição é associada com a subnutrição — basicamente a cena que descrevemos no parágrafo anterior —, onde o indivíduo apresenta baixo peso e sofre com a baixa absorção de vitaminas. Em crianças, a condição também pode impedir o crescimento saudável, sendo a fome considerada a principal causa.

No entanto, não são apenas pessoas extramente magras que podem sofrer com a desnutrição. Segundo a OMS, indivíduos obesos não necessariamente absorvem as quantidades ideias de nutrientes e vitaminas e, por isso, é podem apresentar deficiências nutricionais.

O que é desnutrição infantil?

Desnutrição infantil é mais grave em bebês e crianças de até 5 anos (Imagem: Nestea06/Envato)
Desnutrição infantil é mais grave em bebês e crianças de até 5 anos (Imagem: Nestea06/Envato)

A desnutrição afeta indivíduos de qualquer idade, mas é significativamente mais grave em bebês e crianças de até 5 anos, já que os mais novos estão em fase de crescimento e a deficiência de nutrientes e vitaminas pode comprometer, de forma permanente, a vida do futuro adulto. Inclusive, é uma das principais causas de morte precoce em países pobres.

Vale observar que a desnutrição infantil "pode começar precocemente na vida intra-uterina (baixo peso ao nascer) e frequentemente cedo na infância, em decorrência da interrupção precoce do aleitamento materno [desmame precoce] e da alimentação complementar inadequada nos primeiros 2 anos de vida, associada, muitas vezes, à privação alimentar ao longo da vida e à ocorrência de repetidos episódios de doenças infecciosas (diarreias e respiratórias)", pontua o Manual de atendimento da criança com desnutrição grave, do Ministério da Saúde.

Tipos de desnutrição

Tanto para crianças quanto para adultos existem diferentes formas de classificar a desnutrição. O que muda são os critérios usados na definição, como veremos a seguir:

Intensidade do quadro de desnutrição

A classificação mais simples da desnutrição usa critérios para estabelecer o nível e a intensidade do quadro. Dessa forma, o paciente pode apresentar quadros leves, moderados ou graves — neste estágio, o risco de morte é elevado.

Duração do caso de desnutrição

Outra forma de estabelecer um tipo de desnutrição é pelo fator temporal. Por exemplo, quando a de desnutrição dura menos que três meses, é considerada desnutrição aguda. Agora, ela pode se tornar crônica ao ultrapassar esse limite.

Causa da desnutrição

A última maneira de classificação da desnutrição é a que considera a origem do quadro. Aqui, quando a questão envolve falta de acesso aos alimentos e pobreza, é considerada desnutrição primária. Se o motivo for alguma doença, como diabetes ou insuficiência renal, por exemplo, esta recebe o nome de secundária.

Desnutrição em números no Brasil

Segundo levantamento do grupo Observa Infância, associado com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil registrou 2,7 mil casos de bebês com menos de uma ano que foram hospitalizados devido à desnutrição em 2022. É como se sete bebês por dia fossem diagnosticados com desnutrição no país.

A seguir, confira o número de casos de desnutrição por regiões no país:

  • Nordeste: 1.175 casos de hospitalizações por desnutrição em bebês;

  • Centro-Oeste: 777 casos;

  • Sudeste: 617 casos;

  • Sul: 376 casos;

  • Norte: 328 casos.

Sintomas da desnutrição em crianças e adultos

Por ser um quadro bastante complexo, a desnutrição pode provocar diferentes sintomas nos pacientes. Inclusive, a doença nutricional pode variar conforme a idade do indivíduo. De forma geral, essas são as principiais alterações provocadas pela condição:

  • Perda muscular e dos depósitos de gordura, desencadeando debilidade física;

  • Emagrecimento;

  • Em crianças, desaceleração, interrupção ou até mesmo involução do crescimento;

  • Mudanças comportamentais, incluindo apatia, tristeza e, em alguns casos, depressão;

  • Perda de cabelo;

  • Pele começa a descascar e fica enrugada;

  • Deficiências no sangue, como anemia;

  • Enfraquecimento ósseo;

  • Quada na imunidade e aumento de infecções.

Qual o tratamento para a desnutrição?

Alimentação saudável e ganho de peso são as duas principais indicações para pacientes com desnutrição (Imagem: Zamrznutitonovi/Envato)
Alimentação saudável e ganho de peso são as duas principais indicações para pacientes com desnutrição (Imagem: Zamrznutitonovi/Envato)

Para reverter o quadro de desnutrição, a principal indicação é que o indivíduo retome ou desenvolva um estado nutricional considerado saudável para a sua faixa etária. Na maior parte dos casos de subnutrição, isso inclui melhora da alimentação e ganho de peso.

No entanto, quando a causa é a fome, a situação é mais complicada. Isso porque, quando a criança deixa o hospital recuperada, em pouco tempo, pode reapresentar o mesmo quadro. Nesses casos, a solução envolve políticas públicas que garantam aos pequenos o acesso mínimo à alimentação necessária para o desenvolvimento.

Como saber se estou desnutrido?

Em casos graves de desnutrição, o quadro pode ser confirmado apenas por um olhar bem treinado do profissional da saúde. De forma geral, o diagnóstico completo envolve avaliação clínica — incluindo análise do peso, da altura e da idade —, coleta de dados sobre a alimentação do paciente e exames, como hemograma. Em caso de dúvidas, procure um médico que atue como clínico geral ou um pediatra.

Fonte: Canaltech

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