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O que é cartografia?

A humanidade vem registrando o mundo ao seu redor há milhares de anos. Há registros de mapas que datam de antes da própria escrita, encontrados em pinturas rupestres de cerca de 2.400 anos a.C. A palavra “cartografia” surgiu apenas no século XIX, mas o que ela é, a ciência que busca a representação geométrica plana da Terra por meio de mapas ou cartas, evoluiu durante toda a História.

No que se diz respeito à história ocidental, os antigos gregos foram grandes contribuintes para o desenvolvimento de técnicas científicas para representar a superfície terrestre. Certos conhecimentos e técnicas dessa época só foram substituídos ou melhorados a partir do século XV, quando a Europa entrou na época das grandes navegações.

Mapa mundi de 1598 por Giuseppe Rosaccio (Imagem: Wikimedia Commons)
Mapa mundi de 1598 por Giuseppe Rosaccio (Imagem: Wikimedia Commons)

Além de auxiliar a localização, os mapas foram e ainda são úteis para representar levantamentos ambientais, sociais, econômicos, entre diversas outras aplicações. Ao longo dos séculos, a produção cartográfica evoluiu muito, até chegarmos hoje às imagens de satélite e à localização em tempo real com o GPS.

Os Elementos da Cartografia

Representar o mundo real em uma folha de papel exige alguns esforços. Em primeiro lugar, o próprio formato da Terra já é um problema a ser solucionado. Nosso planeta não é perfeitamente esférico, seu relevo é irregular e sua forma é chamada de geóide. Contudo, as formas do geóide terrestre são extremamente complexas, levando os cartógrafos a utilizar uma figura geométrica chamada elipsóide para representá-lo.

Projeção cartográfica

Para transpor o elipsóide terrestre para um plano, foram desenvolvidas diversas projeções cartográficas. É importante notar que nesse processo sempre vai haver algum tipo de deformação, pois é impossível representar perfeitamente algo esférico em uma superfície plana. Os tipos de projeção têm classificações principais:
Em relação a superfície: a Terra pode ser projetada, por exemplo, em um plano, um cone, ou um cilindro, de acordo com a finalidade do mapa;
Em relação a suas distorções: é possível minimizar as distorções de tamanho, de ângulos ou de distâncias em um mapa, mas nunca os três ao mesmo tempo. A escolha de qual elemento será distorcido depende da localização representada no mapa e seus objetivos.

Comparação entre diferentes projeções cartográficas (Imagem: Ian Macky/PAT Atlas/Wikimedia Commons)
Comparação entre diferentes projeções cartográficas (Imagem: Ian Macky/PAT Atlas/Wikimedia Commons)

Escala cartográfica

Um mapa é sempre uma representação de menores dimensões da realidade mas, para sabermos os tamanhos e distâncias no mundo real, todo mapa tem sua escala.

Existem dois tipos de escala: a primeira é numericamente, no formato 1:100.000, por exemplo. Neste caso, 1 centímetro no mapa representa 100.000 centímetros no mundo real, o que é igual a 1 quilômetro. O segundo tipo é a escala gráfica: uma linha impressa no mapa com a indicação do quanto seu tamanho representa.

Legenda e Convenções Cartográficas

Mapa do Rio de Janeiro com escala e legenda (Imagem: CEPERJ/Wikimedia Commons)
Mapa do Rio de Janeiro com escala e legenda (Imagem: CEPERJ/Wikimedia Commons)

Para que qualquer um possa interpretar um mapa, em sua grande maioria, eles contém legendas. Nelas estão o significado de cada polígono, linha ou ponto representado. Além disso, existem certas convenções de representação, como representar corpos d'água em azul e vegetação em verde, para facilitar a compreensão.

A cartografia moderna

Hoje possuímos diversos softwares para a produção digital de mapas. Além disso, satélites como a série Landsat, da NASA, geram imagens diárias de toda a superfície terrestre. Todas essas tecnologias possibilitam representações cartográficas cada vez mais precisa, além de embasarem diversos estudos que utilizam a cartografia como ferramenta.

Fonte: Canaltech

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