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O que é a caixa misteriosa de Duna e como ela funciona?

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Duna está nos cinemas há algumas semanas, mas algumas questões seguem em aberto na cabeça do público — muito por causa da decisão de dividir o livro original em duas partes. Com isso, muitos elementos apresentados no longa ficaram sem uma explicação mais detalhada, como é o caso da misteriosa caixa que o protagonista Paul Atreides (Timothee Chalamet) é obrigado a colocar sua mão sob o risco de morrer. Mas o que é esse negócio?

O apetrecho aparece quando a líder das Bene Gesserit — a grande ordem religiosa do universo da série — vai até o planeta Caladan, lar da Casa Atreides. O filme não explica exatamente o porquê disso, mas esse é um ponto bastante importante dos livros a ponto de ela ameaçar matar o protagonista caso ele falhe no processo.

A caixa misteriosa aparece no filme sem uma grande contextualização, mas enrega um dos melhores momentos do longa (Imagem: Reprodução/Warner Bros.)
A caixa misteriosa aparece no filme sem uma grande contextualização, mas enrega um dos melhores momentos do longa (Imagem: Reprodução/Warner Bros.)

A caixa em si faz parte de um desafio cerimonial dessa ordem que é feito para testar os membros da Bene Gesserit. No caso, o usuário precisa colocar sua mão dentro da caixa e vai sentir uma dor absurda — e o desafio é suportar essa tortura sem recuar, caso contrário será morto. Tanto que a líder religiosa coloca uma agulha envenenada no pescoço de Paul para indicar o quanto a sua vida estava sob ameaça.

E como você supera esse teste? Basicamente, quando a Reverenda Mãe Gaius Helen Mohiam diz que você fez isso. É algo tão subjetivo e propenso à morte que é por essa razão que Lady Jessica (Rebecca Ferguson) fica tão angustiada com a possibilidade de perder seu filho no processo.

No livro original, essa passagem é descrita a partir da perspectiva do próprio Paul, o que faz com que tenhamos uma descrição mais completa do que há dentro da caixa. Em resumo, é dor. O autor Frank Herbert então explica que o herói primeiramente sente frio para, em seguida, ficar com a sensação de que o membro está dormente. A partir daí, a coisa começa a crescer, primeiro com uma espécie de coceira insuportável, queimaduras e outros tipos de horrores físicos.

A cena entre Paul e a Reverenda Mãe é um dos mais tensos (Imagem: Reprodução/Warner Bros)
A cena entre Paul e a Reverenda Mãe é um dos mais tensos (Imagem: Reprodução/Warner Bros)

O curioso é que, nem o filme nem muito menos o livro se aprofundam na função daquela caixa. Dá a entender que a ideia é testar o usuário a se manter firme diante do medo e da dor — basta lembrar que as Bene Gesserit repetem diversas vezes que o medo é o assassino da mente —, mas não há uma explicação de como ela consegue criar todas essas sensações.

Levando em conta que a mão de Paul sai intacta e que a Reverenda Mãe é quem segura a caixa, fica subentendido que ela usa a Voz para gerar esse efeito, quase como uma espécie de controle mental que faz o indivíduo sentir aquelas dores sem que nada físico esteja realmente acontecendo. Assim, a caixa seria apenas um condutor da verdadeira magia que vem das Bene Gesserit.

Contudo, é justamente na dúvida que mora o grande charme de Duna. O elemento religioso na obra aparece como algo místico, secreto e quase ameaçador e o funcionamento da caixa não ser revelado apenas colabora para construir essa aura.

Fonte: Canaltech

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