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O que é aurora boreal e onde ver o fenômeno no céu?

·6 min de leitura

A aurora boreal é um fenômeno bastante impressionante, proporcionando um verdadeiro espetáculo de luzes coloridas no céu. Vistas da superfície as auroras já deixam qualquer observador boquiaberto e, quando vistas do espaço, são ainda mais espetaculares. Mas, afinal, o que é aurora boreal? Como se forma uma aurora boreal? E onde tem aurora boreal acontecendo em nosso planeta? É o que você descobre nesta matéria!

O que é aurora boreal

As auroras podem ter diferentes cores, como vermelho, verde, roxo e outras (Imagem: Reprodução/Matt Houghton/Unsplash)
As auroras podem ter diferentes cores, como vermelho, verde, roxo e outras (Imagem: Reprodução/Matt Houghton/Unsplash)

As auroras são fenômenos naturais belíssimos, que geralmente ocorrem como cortinas luminosas no céu, mas também podem ser vistas na forma de arcos ou espirais, sempre acompanhando as linhas do campo magnético da Terra. Auroras boreais são vistas em diferentes regiões do hemisfério Norte, como no Canadá, por exemplo, bem como nos países escandinavos. Mas auroras também podem ocorrer no hemisfério Sul — mesmo com a diferença geográfica, os processos que as formam são, essencialmente, os mesmos. Neste caso, são chamadas de auroras austrais.

Uma das características que mais chama a atenção nas auroras boreais são suas belas cores. Por muito tempo, essas cores foram motivo de várias especulações sobre o que estaria por trás delas, mas, hoje, sabemos que os diferentes gases na Terra são os responsáveis pelas variações de cores das auroras, junto da altitude. Em linhas gerais, as auroras vêm das interações de partículas carregadas, provenientes do Sol, com as moléculas na atmosfera terrestre.

Se essas partículas interagirem com oxigênio em altas altitudes, elas irão produzir um brilho avermelhado. Já a típica cor verde vem das partículas colidindo com átomos de oxigênio em altitudes mais baixas, enquanto luzes vermelhas e azuis podem aparecer devido às interações com átomos de nitrogênio. Por fim, as partículas que encontram átomos de hidrogênio e hélio podem produzir auroras azuis e roxas, que são mais difíceis de serem observadas pelos olhos humanos.

Como se forma a aurora boreal

Quando as partículas do Sol encontram as moléculas em meio ao campo magnético, elas as agitam e, assim, causam emissões e luz (Imagem: Reprodução/DESY)
Quando as partículas do Sol encontram as moléculas em meio ao campo magnético, elas as agitam e, assim, causam emissões e luz (Imagem: Reprodução/DESY)

Como dependem das partículas solares para ocorrer, o processo que dá origem às auroras começa no Sol. Os gases a altíssimas temperaturas presentes no nosso astro são formados por partículas eletricamente carregadas. Essas partículas são liberadas constantemente da superfície da estrela em um fluxo chamado vento solar, que as transporta pelo Sistema Solar — e além. Como nosso planeta está no meio do caminho desse fluxo, as partículas vindas do Sol acabam se deparando com o campo magnético terrestre.

Esse campo magnético é formado por linhas que saem do Polo Sul, atravessam o núcleo da Terra e chegam ao polo Norte, se curvando para fora dos polos. Desta forma, as linhas criam a magnetosfera, uma espécie de "bolha" que nos protege de partículas carregadas vindas do espaço, que seriam facilmente capazes de destruir a atmosfera terrestre se não fosse a ação protetora do nosso campo magnético. Mas, embora grande parte das partículas do vento solar seja bloqueada pela magnetosfera, ainda existem algumas que “escapam” para dentro dela.

Quando isso acontece, essas partículas vão para regiões da ionosfera que ficam concentradas ao redor dos polos geomagnéticos da Terra. Ao chegarem lá, as partículas colidem com os átomos presentes na atmosfera terrestre, como oxigênio e nitrogênio, e essas colisões liberam energia na forma de luzes coloridas nas regiões polares, formando as chamadas auroras. Grande parte delas ocorre de 90 a 1.000 km acima da superfície da Terra e, como dependem do vento solar, ficam ainda mais intensas quando nossa estrela está mais ativa.

Aliás, as auroras não são exclusividade da Terra. Como elas precisam somente de uma atmosfera e de um campo magnético para acontecerem, os planetas que apresentarem essas duas características podem, também, ter auroras próprias. Prova disso é que os astrônomos já as observaram ocorrendo em alguns dos nossos vizinhos do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno, que já mostraram auroras em suas regiões polares.

E o que é aurora austral?

Apesar de ser popularmente usado como referência ao fenômeno, o nome “aurora boreal” se refere, na verdade, apenas àquelas que ocorrem no hemisfério Norte. Já as luzes que aparecem nos céus do hemisfério Sul são as chamadas “auroras austrais”. Assim como as boreais, as auroras austrais também são causadas pelas interações entre as partículas solares eletricamente carregadas e os átomos presentes na atmosfera da Terra. Com isso, elas emitem luzes em formas de cortinas coloridas e brilhantes como suas “irmãs” do norte.

As auroras austrais ocorrem com mais intensidade em uma área oval, centralizada no polo magnético sul. É difícil prever com exatidão quando alguma delas vai aparecer no céu dos diferentes lugares no hemisfério Sul, sendo que o mais comum é acontecerem durante o outono e inverno — mas, às vezes, elas podem ser vistas também de março a setembro. Embora as auroras austrais e boreais tenham as mesmas causas, elas não necessariamente ocorrem sempre ao mesmo tempo — de fato, pode acontecer de ambas brilharem no céu dos dois hemisférios no mesmo horário magnético, mas essa não é uma regra.

As linhas do campo magnético terrestre se curvam simetricamente; ou seja, o esperado era que as auroras boreais e austrais aparecessem em locais idênticos no hemisfério norte e sul. Mesmo assim, é raro que um cenário de sincronia de ambas aconteça. Uma possível explicação para isso é que essas diferenças são causadas pelo Sol, cujo campo magnético distorce o do nosso planeta e afeta sua uniformidade, mas esta questão continua sendo objeto de pesquisas.

Onde tem aurora boreal?

As aurora sboreais ficam mais intensas entre as 21h e 3h (Imagem: Reprodução/ Twitter/@whereisweatherb)
As aurora sboreais ficam mais intensas entre as 21h e 3h (Imagem: Reprodução/ Twitter/@whereisweatherb)

As auroras boreais são fenômenos tão impressionantes que inspiram viajantes de todo o mundo a irem às regiões polares somente para observá-las. Claro que, para que seja possível vê-las brilhando no céu, é necessário somar algumas condições, como uma noite de céu limpo e longe da poluição luminosa — e, se possível, em uma noite que não seja de Lua cheia. O período ideal para vê-las no céu varia de acordo com o lugar desejado, mas uma boa janela de referência é o intervalo entre os meses de agosto e abril.

Os melhores destinos para ver a aurora boreal no céu costumam ser Alasca, Canadá, Islândia, Groenlândia, Suécia e Finlândia. A Noruega é um destino bastante popular para quem quer observar as auroras porque tem uma localização bastante privilegiada, já que o país fica bem no centro do “Cinturão da Aurora”, região oval em que as luzes ocorrem.

Por outro lado, as auroras austrais podem ser observadas em menos lugares do que as boreais. Nesses casos, o ideal é procurá-las principalmente na Nova Zelândia e na Tasmânia, que fica mais ao sul da Austrália. Essas são as regiões mais próximas do polo sul magnético, sendo também as mais acessíveis — outra opção seria a Antártida, mas convenhamos que é bastante complicado "turistar" por lá, já que as condições climáticas deste continente gelado não são as mais agradáveis para viajantes, e há bem menos oportunidades de voos e embarcações viajando para a região.

Fonte: Canaltech

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