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O quarto rebaixamento do Vasco confirmou a falência institucional e diretiva

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Thiago Reis chora o rebaixamento vascaíno. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Thiago Reis chora o rebaixamento vascaíno. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Vasco tem uma das maiores torcidas do Brasil. Clube com muita história, títulos e grandes jogadores. Do "Expresso da Vitória" ao esquadrão de 97/2000, o Vasco sempre foi referência, ainda que tenha colecionado muitas polêmicas fora de campo, principalmente na era Eurico Miranda.

Depois do título da Copa João Havelange, o Vasco começou a entrar na descendente. Apesar de ainda revelar bons talentos, os times começaram a ficar bem menores do que o tamanho da instituição. A primeira queda veio em 2008, na transição de Eurico para Roberto Dinamite. O maior nome futebolístico vascaíno virou um fio de esperança para dias melhores. Fez uma Série B com acesso rápido e promessa de reconstrução, em 2009. Aí, é que o passo foi bem maior que as pernas valiosas do ex-craque. Dinamite gastou os tubos para montar o elenco campeão da Copa do Brasil, em 2011, e manteve os custos para tentar ganhar a Libertadores, caindo para o Corinthians, em 2012.

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Eu estava no vestiário vascaíno na derrota para o Corinthians. O clima de velório contrastava com a preocupação da diretoria para o futuro imediato do Vasco. A gestão tinha apostado tudo naquele momento. De lá para cá, as combalidas finanças cobraram seus débitos ainda maiores e o Vasco colecionou mais duas quedas, em 2013 e 2015.

Entre discursos e voltas para a Série A, o Vasco nunca foi candidato a títulos e sempre foi tratado como mero coadjuvante. As eleições para presidentes viraram chacotas com quadros sociais cadavéricos com direito a votos. A torcida podia pedir música, depois de três pleitos sub-júdice, após liminares, acusações, ameaças e processos.

O Vasco é gigantesco, mas foi apequenado por uma parcela que se diz vascaína e só pensa no próprio umbigo. São Januário se contorce e precisa benzer a nau, diariamente, para que piratas não destruam um patrimônio histórico e esportivo. Reage Vasco, com a única força que o rege: o seu torcedor.