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O primeiro a gente nunca esquece: escritores debutam em novos gêneros literários

·3 minuto de leitura

RIO — Ele é jornalista com vasta experiência no mundo corporativo, tradutor de obras de nomes como Edgar Allan Poe e Tom Wolfe, instrutor de ioga graduado no The Yoga Institute, em Mumbai, e autor de um livro autobiográfico que narra sua viagem num navio cargueiro da Índia, onde morou por seis meses na juventude, à Alemanha. Como predicado pouco é bobagem, Luiz Fernando Brandão acaba de lançar sua primeira obra de ficção: “Para o bem ou para o mal”, pela editora Gryphus.

O livro conta a história de três personagens: um alto executivo financeiro de Nova York, que fez fortuna com dinheiro de procedência duvidosa, uma jornalista ambiciosa, que chega ao topo da vida profissional e agora busca o caminho de volta, e um mestre espiritual versado na arte de enganar os outros vendendo a almejada “salvação”. Eles não se conhecem, mas acabam tendo suas trajetórias cruzadas na Índia, aonde vão em busca de uma nova vida.

— Um professor costumava dizer que o carma é um terreno que lhe dão. Você pode cultivar e fazer com que nasçam coisas muito boas ou você pode deixá-lo abandonado e não produzir nada de legal — observa Brandão, morador de Laranjeiras.

Ele conta que teve a ideia da narrativa após o atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, refletindo sobre as pessoas que escaparam da morte por diferentes motivos. E quis mostrar que “precisamos ser um pouco mais humildes em relação aos nossos julgamentos”:

— As pessoas são muito cheias de certezas. Todos sabem o que é certo e o que é errado, mas o que é bom para mim pode ser péssimo para o outro e vice-versa.

A obra, à venda na Amazon e em livrarias como a Travessa, tem prefácio do publicitário Washington Olivetto, com quem Brandão trabalhou quando era o responsável pela comunicação de uma produtora de celulose.

— O livro é puro realismo mágico, que não é fácil de fazer. Mistura uma carga grande de informação e imaginação. E tem a capacidade de ser inteligível para todo tipo de leitor. É mais difícil fazer o popular e elegante — destaca Olivetto.

Outro autor que está debutando, também jornalista de formação, é Gustavo Lacombe. Após cinco livros de crônicas, ele se aventura a lançar seu primeiro romance: “Tudo que aprendi com o amor”, sobre um escritor que faz um livro para contar algo a sua ex-namorada, já envolvida em um novo relacionamento.

Como os trabalhos anteriores de Lacombe, o livro será produzido de forma independente, através de financiamento coletivo. Em pouco mais de uma semana, a empreitada conquistou 260 apoiadores e atingiu 80% da meta. A obra, que será lançada em agosto, pode ser comprada por R$ 39,90 através do Instagram (@tudoqueaprendicomoamor), onde ele tem 173 mil seguidores.

— O sentimento de gratidão só vai aumentando ao ver a quantidade de pessoas apoiando o projeto e vivendo a expectativa de o livro ficar pronto — afirma Lacombe, que também mora em Laranjeiras.

Ele conta que sua história com a escrita remonta ao colégio, quando copiou um poema numa aula de literatura, foi descoberto e ganhou a chance de refazer o trabalho. Também vendeu redações aos colegas nas aulas de português. Até que, aos 20 anos, começou a escrever crônicas e postar na internet:

— Nesta época, não tinha ideia do que fazer da vida. A escrita me salvou, e hoje é uma parte essencial de mim.

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