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O papel do surfe no combate ao óleo no Nordeste

O maior ambientalista também é um surfista (Instagram: @guardioes_do_litoral )

Desde o dia 30 de agosto, os surfistas que vão às praias do Nordeste não fazem outra coisa que não seja COLABORAR.

“O surfista tem uma relação profissional com a praia. Ele deve usar toda sua força de expressão para conscientizar as pessoas, instigando o bem. Devemos nos unir, independente dos nossos valores e crenças, para tentar minimizar as causas desse desastre ambiental”

Carlos Burle – surfista, pernambucano e campeão mundial de Ondas Gigantes

As manchas de óleo que invadem o litoral nordestino foram trazidas pelas mesma correntes (Sul Equatorial) que formam ondas como aquelas vistas em Baía Formosa, terra natal do atual líder do WCT, Italo Ferreira. 

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Assim como ele há muitos surfistas que foram pegos de surpresa com este crime ambiental. Com mais de 2 mil quilômetros de litoral sujo  pelo petróleo cru, os surfistas desistiram do surfe, mas não da praia. 

No último dia 10 de outubro, o óleo previsto para chegar a costa de Salvador invadiu as praias da capital. No dia seguinte, Arthur Sehbe, o surfista, que é formado em Engenharia e especialista em soluções ambientais usou seu conhecimento ao problema e teve uma ideia:

“Ninguém estava se mobilizando para se prevenir em relação ao óleo. A gente também não tinha informações de quais praias já estavam contaminadas. Tive a ideia de criar grupos em várias praias para realizar um mutirão integrado simultâneo”

Surfista e ambientalista, Arthur Sehbe era o cara perfeito para combater o óleo (Arquivo Pessoal)
Surfista e ambientalista, Arthur Sehbe era o cara perfeito para combater o óleo (Arquivo Pessoal)

:: GUARDIÕES DO LITORAL

Através desse movimento, o surfista ganhou a ajuda de um grupo de 200 voluntários e o apoio de 30 mil pessoas que (até dia 07/11) haviam doado o equivalente a 59.789,50 mil reais. 

Todo o valor é revertido em equipamentos, transporte e alimentação dos voluntários, que trabalham ao longo do litoral baiano. Para se distribuir de maneira organizada a ajuda vem até mesmo da tecnologia.  

Com um aplicativo de gerenciamento de crise – indicado até pelo Tamar – o criador e líder do projeto, Arthur consegue coordenar a limpeza de praias a 200km de distância da capital. 

No Instagram, um registro de limpezas e nos stories da conta explicação didática de como lidar com o óleo (Instagram/@guardioes_do_litoral)
No Instagram, um registro de limpezas e nos stories da conta explicação didática de como lidar com o óleo (Instagram/@guardioes_do_litoral)
No Instagram, um registro de limpezas e nos stories da conta explicação didática de como lidar com o óleo (Instagram/@guardioes_do_litoral)

Para você que quer conhecer o trabalho e saber como contribuir, clique aqui para ajudar surfistas, pescadores, guias turísticos e, acima de tudo, cidadãos que tem dado uma lição de coragem e cidadania. 

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