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O novo investimento sustentável de Bill Gates é… leite!

·3 min de leitura

Em uma caixa de leite, logo acima do nome da marca, lê-se em letras grandes: “Este leite combate as mudanças climáticas”. A mensagem direta e curta é o slogan da Neutral, empresa baseada em Portland, Oregon. Em seu site, eles informam a quantidade exata de carbono que foi compensada para que pudessem estampar essa declaração em suas embalagens: 5,5 quilos de CO2 para cada caixinha de leite orgânico. Além de reduzir as emissões o máximo possível durante o processo de produção dos laticínios, a empresa compensa o restante. Assim, cada um de seus produtos pode ser devidamente considerado neutro em carbono.

“Como os consumidores estão comprando do nosso leite, temos a oportunidade de investir diretamente em tecnologias e em projetos de redução do clima específicas para fazendas de laticínios”, diz Marcus Lovell Smith, CEO da Neutral, que reivindica o título de primeira marca de alimentos totalmente neutros em carbono dos EUA, embora outras marcas também estejam compensando suas pegadas. Algumas empresas maiores, como a rede de saladas Sweetgreen, planejam atingir a mesma meta em breve. Outra marca de laticínios, a Stonyfield Organic, também planeja ter, até o final desta década, uma cadeia de fornecimento de laticínios com carbono positivo.

(Crédito: Neutral)

Primeiro, a Neutral trabalhou com pesquisadores que estudaram a pegada de carbono dos laticínios em suas diversas etapas: do fertilizante usado para cultivar a ração oferecida ao gado ao metano liberado por bovinos em e esterco, da energia usada na fazenda aos caminhões de entrega, das fábricas onde o leite é engarrafado até ao descarte das embalagens depois de vazias. Em seguida, a empresa começou a fazer parceria com produtores de leite, arcando com os custos de transformações que os produtores não seriam capazes de bancar de outra forma. Embora algumas fábricas de laticínios já estejam adotando medidas significativas para reduzir suas pegadas de carbono, a maioria ainda tem muito espaço para mudanças.

(Crédito: Neutral)

Há alguns meses, a Neutral começou a trabalhar com três fazendas leiteiras de propriedade familiar em Oregon, semeando as pastagens com uma mistura de plantas ricas em taninos – é algo que as vacas gostam de comer e que pode ajudar a reduzir o metano, um potente gás de efeito estufa liberado quando as vacas arrotam. A empresa também está trabalhando com agricultores para instalar novos sistemas de gerenciamento de esterco bovino, outra fonte significativa de gás metano. Em algumas fazendas, o plano é plantar árvores em pastagens, para ajudar a compensar algumas emissões. Outras soluções para reduzir o metano, como incluir aditivos de algas marinhas na ração do gado, também estão sendo consideradas para o futuro. “Temos uma abordagem bastante múltipla em termos de tecnologia”, diz Smith.

(Crédito: Neutral)

Para compensar as emissões restantes, a marca compra créditos de carbono certificados de outras áreas da indústria de laticínios, inclusive de empresas maiores do mesmo ramo. Dessa forma, a Neutral acaba financiando também a expansão do uso que essas outras empresas fazem, em suas fazendas, de digestores de metano e de equipamentos que transformam esterco em energia. Eles também pretendem investir em soluções de agricultura “regenerativa”, que aproveitem o solo das fazendas para sequestrar carbono, como o plantio de culturas de cobertura (plantadas para cobrir o solo, e não com o propósito de serem colhidas), embora Smith admita que mais pesquisas ainda são necessárias para entender exatamente quanto carbono essas técnicas podem compensar e por quanto tempo ele permanecerá debaixo da terra.

A empresa planeja, ainda, vender versões neutras em carbono de outros tipos de alimentos. Ela quis começar pelos laticínios por causa da importância desse setor em termos de impacto no clima. Além disso, embora as vendas de laticínios à base de plantas estejam crescendo rapidamente, a maioria dos consumidores ainda compra muito leite de vaca. “Começamos pelo setor de laticínios porque ele tem uma grande pegada de carbono”, diz Smith. “Mas também porque acho que até hoje, 93% das famílias americanas têm leite em suas geladeiras. Esse é um alimento quase onipresente e, por isso, é importante começar por ele.”

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