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O melhor e o pior das partidas da Semana 11 da NFL

Todd Gurley parecia confortável correndo de norte a sul contra a defesa do Chicago Bears. (Foto de Jayne Kamin-Oncea/Getty Images)

Por Matt Harmon (@MattHarmon_BYB)

Muita coisa pode acontecer em um único domingo na NFL, e é difícil ficar a par de tudo. Além disso, é complicado definir o que devemos ver como um sinal e o que devemos ignorar. A seguir, vou repassar tudo que aprendemos nesta semana e listar as cinco coisas da Semana 11 com as quais eu me importo, juntamente com cinco coisas diante das quais eu simplesmente não consigo reunir a energia emocional necessária para me importar. Uma boa notícia para você: Iremos fazer esse exercício após todos os domingos da temporada regular.

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5 coisas com as quais eu me importo

Os Rams encontraram uma forma de contra-atacar

É estranho, considerando que eles estavam ferrados após a sua semana de folga, mas parece que os Rams encontraram uma boa maneira de contra-atacar. Quando parecia que a liga havia neutralizado o ataque do treinador Sean McVay, ele finalmente conseguiu reverter o curso.

Com uma linha ofensiva mais robusta, os Rams jogaram um futebol poderoso na noite de domingo contra os Bears. Conhecidos por seu esquema de corrida por zona, esta versão dos Rams manteve um posicionamento homem a homem e foi com tudo para cima da defesa do Chicago. Não foi uma exibição particularmente inspirada, mas resultou em uma das melhores atuações de Todd Gurley na temporada. O running back terminou a partida com 25 carregadas para 97 jardas e um touchdown. Ele também pegou as três bolas que foram lançadas na sua direção para 36 jardas. Malcolm Brown também apareceu em um touchdown na red zone.

O que vimos dos Rams na Semana 11 não foi muito diferente da sequência de resultados com C.J. Anderson no final de 2018. A corrida física foi similar, bem como a abordagem de bloqueio mais avançado. Sabemos que Gurley está um pouco comprometido fisicamente, ou pelo menos é uma versão pior do running back incrível que foi nas duas temporadas anteriores. Talvez pedir que ele corra de norte a sul com toda a sua força seja uma boa maneira de garantir o seu sucesso. A Semana 11 foi um sinal encorajador nesse sentido.

Podemos dar crédito a Sean McVay por ajustar sua abordagem no jogo terrestre. No entanto, ainda precisamos reconhecer que ele está buscando respostas no jogo aéreo. Ainda assim, vale a pena destacar que uma vez que a corrida embalou, Goff teve duas grandes jogadas que poderiam ter terminado em touchdowns, mas acabaram com grandes asteriscos. A primeira teria sido um touchdown se não fosse o fumble de Cooper Kupp na linha de cinco jardas, e a segunda foi uma bootleg clássica para Josh Reynolds, que foi interrompida devido a uma formação ilegal. Goff terminou a noite com 9,6 jardas por tentativa.

O play action e o poderoso jogo terrestre foram os ingredientes da vitória dos Rams na Semana 11. Veremos se estes atributos se manterão em alta contra equipes mais difíceis de vencer do que os Bears liderados por Mitchell Trubisky. O Los Angeles não está livre de perigo. Por enquanto, podemos acreditar que o time deve ter encontrado uma maneira de colocar Goff e Gurley de volta nos trilhos e guiar os Rams no restante de 2019.

Lamar Jackson tira Deshaun Watson da corrida pelo prêmio de MVP

No momento, Lamar Jackson está logo atrás de Russell Wilson na corrida pelo prêmio de MVP. A não ser que Dak Prescott comece a acumular momentos incríveis, esses dois vão seguir sozinhos até o final.

O quarterback dos Ravens teve outra atuação dominante na Semana 11. Ele marcou quatro touchdowns pelo ar, completou 71% dos seus lançamentos e anotou 86 jardas em nove corridas com a bola. Ele é a verdade. Por que alguém continua a duvidar dele, e, pior ainda admite esta preocupação publicamente, se ele é o jogador mais divertido da liga, no momento?

Jackson e os Ravens acabaram com o Houston por 41 a 7 nesta semana, removendo Deshaun Watson das conversas relacionadas ao título de MVP e colocando em dúvida o status dos Texans como a melhor equipe da AFC South. Foi um dia brutal para o Houston.

É impossível colocar qualquer outro jogador diferente de Jackson atrás de Wilson, e ninguém deveria piscar diante de alguém que queira votar no quarterback dos Ravens. Ninguém pode detê-lo. Ele é a força mais deslumbrante do futebol americano atual. Se Wilson der uma pequena escorregada nas últimas seis semanas da temporada, Jackson vai fazer com o prêmio de MVP o que tem feito com a bola diante de muitos defensores indefesos este ano: sair correndo com ele nas mãos.

Tony Pollard e Gus Edwards marcaram touchdowns

Podemos falar o que quisermos, mas precisamos ser realistas: o que move as massas é o que aparece no placar. Faz tempo que Tony Pollard e Gus Edwards estão entre os três principais running backs opcionais do Fantasy Football. Se você ainda não os tem, saiba que vai ser muito mais difícil encontrá-los depois desta semana.

Gus Edwards teve algumas corridas longas com a bola contra os Texans, totalizando 112 jardas e um touchdown em oito carregadas. Ele revelou diversas verdades. A diferença entre Edwards e Mark Ingram neste backfield pode ser insignificante. Honestamente, ele pareceu ser tão explosivo quanto Ingram em suas jogadas nesta semana. Sabemos que Edwards pode produzir bastante depois da sua corrida no final da semana passada. Também ficou claro que a defesa do Houston não é um grupo a temer, agora que foi prejudicado por lesões.

Seria uma aposta muito mais ousada, mas Tony Pollard parece ter material para rivalizar com Ezekiel Elliott nesta altura da temporada. Ele está novo, e isso importa. O calouro também é forte na recepção e chegou à end zone com o jogo aéreo contra os Lions.

Depois que esses dois running backs fizeram barulho no placar, eles vão estar no radar de todos os jogadores de Fantasy. Este é apenas outro lembrete dos perigos de não guardar jogadores como eles. Eles precisam estar no seu banco na semana em que todos querem ir atrás deles quando um titular cai. Isso ainda não aconteceu, mas as massas foram lembradas de que ambos existem na Semana 11.

D.J. Chark tem sido uma das grandes revelações da temporada (Bobby Ellis/Getty Images)

D.J. Chark é tudo que importa

Você poderia dissecar inúmeros fatores na jornada para descobrir quem seria o cara de Nick Foles. Houve momentos em que ele confiou no slot receiver. Em outros, esteve disposto a apostar em lançamentos profundos.

A realidade é: Foles encontrará sempre os melhores ativos e jogará com eles. Foles mostrou, ao longo da sua carreira, que precisa do ecossistema certo para prosperar, e repentinamente Jacksonville está parecendo um ecossistema muito melhor do que o esperado por uma grande razão: eles têm um receiver sensacional.

D.J. Chark tem sido uma das estrelas mais surpreendentes da temporada de 2019 da NFL. Antes da partida de domingo, ele estava em sexto entre os wide receivers em jardas ganhas em rotas de ataque. Ele tem velocidade, mas tem sido ainda mais perigoso em janelas apertadas. Não vamos esquecer que Foles trouxe Chark às nossas vidas com um touchdown na Semana 1 antes da saída precoce do quarterback.

Em sua primeira partida como titular, em meses, Foles acionou Chark com frequência. O receiver de 1,93 metro foi seu alvo em 15 passes, sete a mais do que qualquer outro jogador da equipe. Chark marcou duas vezes, uma no primeiro quarto e outra no final da partida, quando tudo já estava perdido para os Jaguars. Suas oito recepções foram seu recorde da temporada, e as 104 jardas marcaram a primeira vez em que ele superou 80 jardas desde o dia 6 de outubro. 

D.J. Chark continua sendo o melhor ativo no jogo aéreo do Jacksonville porque Nick Foles sabe que ele é, claramente, o melhor jogador. Sem discussão.

Dak Prescott eleva suas opções

Amari Cooper floresceu e chegou ao seu auge durante o ano. Embora seja possível criticá-lo por sua consistência individual em todas as outras temporadas da sua carreira, ele tem sido o garoto-propaganda da excelência em 2019.

A Semana 11 foi a primeira vez em que ele desapareceu. Sabemos que isso aconteceu pelo acúmulo de lesões, mas aconteceu. Cooper ficou com 3-38 em oito alvos contra os Lions, jogando 56% dos snaps. A não ser que você tenha jogado com ele no Fantasy, é provável que você não tenha notado. Você pode agradecer a Dak Prescott por isso.

Há quem diga que Dak Prescott joga dependendo de como Amari Cooper joga. Isso não é verdade.

Prescott é o motor do ataque dos Cowboys.

Este título era de Ezekiel Elliott. No final de 2018, seria possível dizer que Cooper estava se tornando esse jogador. Não mais.

A marca de um quarterback do nível de um MVP é um jogador capaz de prosperar quando você amarra uma das suas mãos nas suas costas. O fato de que Cooper não pôde ser usado e de que Elliott ficou com uma média de 2,8 jardas por carregada, seria relevante. No entanto, Prescott acumulou 444 jardas (9,7 jardas por tentativa) e três touchdowns. Ele foi a maré que levantou todos os barcos, levando o receiver veterano Randall Cobb e o jovem Michael Gallup a mais de 100 jardas cada. É isso que os grandes quarterbacks fazem. A cada semana, Dak Prescott se mostra cada vez mais merecedor deste reconhecimento.

5 coisas com as quais eu não me importo

Mitchell Trubisky não terminou o jogo de domingo em campo (Meg Oliphant/Getty Images)

A conversa de ‘fundo do poço’ dos Bears

Após outra atuação desastrosa, Mitchell Trubisky parecia estar no banco de reserva no final do último quarto contra os Rams. Sim, a equipe de Relações Públicas dos Bears publicou um tweet declarando que ele poderia não participar da próxima partida devido a uma lesão no quadril, mas é difícil comprar essa, considerando tudo que vem acontecendo. Seja como for, parece que nada poderia ser pior do que ver Chase Daniel entrar e simplesmente esperar o tempo passar nos momentos finais de uma derrota. Não tenha tanta certeza.

Os Bears têm mais seis semanas na temporada regular. Eles ainda precisam chegar ao fim do calendário. Agora, Chicago vai precisar concluir 2019 com um quarterback no qual ninguém acredita de verdade ou um veterano que não está nem perto do planejamento de longo prazo da equipe.

Na verdade, os Bears não têm plano algum para a posição de quarterback. Eles têm um problema que só levará ao surgimento de mais questões desagradáveis dentro da organização.

Um momento no final do último quarto disse tudo. A cena em que Matt Nagy ofereceu palavras de incentivo ao seu jovem lançador poderia ser comparada a outras cenas ameaçadoras que estamos acostumados a ver em nossas telas:

Nagy declarou sua fé em Trubisky para conseguir seu cargo de treinador dos Bears. Ele provavelmente acreditava nisso, ou pensava que o jogador seria bom o suficiente para encobrir o resto dos problemas. Em alguns momentos ao longo do ano, ele reiterou publicamente sua fé, mesmo quando suas ações mostraram que ela já não estava mais presente. O cérebro de Nagy parece ter dado um nó e se mantido dessa forma durante todo o ano.

As atuações de Trubisky, se ele continuar jogando, só levarão a perguntas sobre o futuro do treinador dos Bears. Se ele não tiver sucesso imediato com Daniel, as coisas não vão melhorar muito para Nagy. Os outros jogadores ofensivos continuarão sofrendo, como Allen Robinson e David Montgomery nos mostraram.

Sim, a situação pode ficar muito pior para os Bears. A Semana 11 não foi o fundo do poço.

O que Kyle Allen fez antes de novembro

É difícil ter um desempenho muito pior do que o de Kyle Allen na Semana 11. Após uma atuação corajosa no Lambeau Field na semana passada, que inspirou elogios e revigorou a esperança de que ele poderia ser o futuro dos Panthers, Allen nos lembrou dos seus defeitos fatais contra os Falcons.

Conforme a proteção se deteriorou, o jogo de Allen seguiu o mesmo caminho. Ele simplesmente não consegue jogar sob pressão. Ele imperdoavelmente baixa os olhos quando o calor se aproxima, e muitas vezes acaba com o futuro da jogada. Isso ficou muito evidente no domingo.

Allen sofreu quatro interceptações, foi sacado cinco vezes e falhou completamente em sua tentativa de mover o ataque. Foi um desempenho inimaginavelmente ruim, especialmente contra uma defesa que tem sido um desastre ao longo de boa parte da temporada. A linha ofensiva foi um problema, não há dúvida disso, mas você não pode ser um quarterback titular na NFL e murchar completamente em casa desse jeito, não importa o que aconteça.

Não apenas seria loucura que os Panthers continuassem rumo a 2020 e além com Kyle Allen como quarterback titular, mas esse tipo de atuação também desperta o pânico para o resto desta temporada. Se você investiu no ataque de Carolina no Fantasy, não há dúvida de que está preocupado com o que o jogo de domingo revelou.

Allen provou ser um quarterback reserva capaz, alguém em quem o time pode confiar para enfrentar alguns jogos e manter o barco navegando. No final, o destino iguala as coisas para estes jogadores reservas. É isso que Allen é, e tudo bem ... desde que a equipe entenda isso.

O que está absolutamente claro é que se os Panthers se livrarem de Cam Newton nesta offseason, eles ficarão totalmente no escuro no que diz respeito à posição de quarterback.

O “drop” de Nelson Agholor

Algumas coisas precisam ser ditas sobre a tentativa de recepção fracassada de Nelson Agholor para reverter a derrota dos Eagles contra o New England. Para começar, é cruel dizer que ele “deixou a bola cair”. Quando um receiver precisa contorcer o seu corpo e ir atrás do seu próprio ombro para receber um passe, não é um drop. Talvez ele pudesse ter lido melhor a jogada, e Agholor não merece o benefício da dúvida nesse departamento, mas o que aconteceu está longe de ser um erro cataclísmico.

Culpar Agholor pela derrota também é uma forma de desviar da verdade daquele drive final. Carson Wentz foi impreciso demais para acabar com a partida para um quarterback do seu nível. Diversos dos seus passes foram baixos demais, altos demais, ou tomaram a direção errada.

Os Eagles têm muitos problemas. O jogo terrestre não deu certo com Miles Sanders liderando o caminho. Eles estão colocando Jordan Matthews para correr no que parece ser o seu trigésimo período com a equipe desde 2014. O right tackle Lane Johnson saiu lesionado no meio da partida. No entanto, os Eagles certamente teriam gostado de ver Wentz salvar o dia naquele momento, mesmo diante de todas essas condições.

Os problemas estão se acumulando no ataque dos Eagles, e as soluções não estão chegando. Wentz jogou de forma estável neste ano, mas se o time quer ser competitivo nos playoffs e continuar a ser um terreno fértil para o sucesso no Fantasy, eles vão precisar de mais do que esta atuação de 5,4 jardas por tentativa.

Ameaças à carga de trabalho de Alvin Kamara

Alvin Kamara está de volta. Desde que os Saints retornaram da sua semana de folga, ficou claro que Kamara é o inquestionável burro de carga do backfield.

Apesar do confronto difícil. Kamara totalizou 122 jardas de scrimmage contra os Buccaneers. Ele ficou com uma média de 5,8 jardas por carregada contra a defesa robusta do Tampa e pegou todos os 10 passes feitos na sua direção no jogo aéreo. O que é mais importante, ele tem estado muito à frente de Latavius Murray. Kamara superou seu reserva, 35-19, ao longo das últimas duas semanas. Murray fez boa parte do seu trabalho terrestre na Semana 11, com o jogo na mão durante a segunda metade da partida.

Kamara não tem sido o RB1 vencedor na liga que os jogadores de Fantasy esperavam que ele poderia ser, mas o melhor ainda pode estar por vir. Os Saints têm um ataque ótimo, embora focado em bolas curtas. Essa abordagem combina com as habilidades de Kamara. Ele também está florescendo, liderando todos os running backs (com 90 ou mais carregadas) e chegando a esta partida com um índice de 31% de quebra de tackle, de acordo com o Sports Info Solutions.

Brian Hill não pede desculpas

O running back do Atlanta Falcons Brian Hill, muito popular no Fantasy, usou o Twitter para falar sobre o seu desempenho na partida de domingo:

Eu deveria pedir desculpas a quem joga comigo no Fantasy, mas na verdade eu não me importo

O running back dos Falcons não pediu desculpas.

Que bom.

Ninguém deveria ter que se desculpar. Hill não lhe deve nada. Você assumiu o risco de jogar com ele, você é o dono desta decisão. Francamente, foi a decisão certa. Os Panthers chegaram a esta semana no último lugar do ranking de defesa de corrida do Football Outsiders. Parece que eles resolveram esse problema por uma semana e se esqueceram de como fazer todo o resto. É uma pena que não tenha dado certo, mas ninguém precisa lhe pedir desculpas, especialmente considerando que o time de Hill foi o vencedor da partida.

Não é necessário que jogadores peçam desculpas a treinadores do Fantasy que os incluíram em seus times. Mas podemos ficar felizes por eles estarem interagindo conosco. Quanto a Hill, não o tire do time ainda. Ele liderou o backfield dos Falcons com 15 corridas com a bola. Uma atuação com muitos pontos pode surgir na semana que vem contra os Bucs em Atlanta, e ninguém sabe por quanto tempo Devonta Freeman ficará fora.

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