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O maior mar da lua Titã pode ter mais de 300 metros de profundidade

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Os oceanos da Terra não são os únicos que guardam vários mistérios ainda não explorados: os lagos e mares de Titã, a maior lua de Saturno, também são enigmáticos. Assim, em um novo estudo, astrônomos da Universidade de Cornell se debruçaram sobre os dados obtidos pela missão Cassini para estimar a profundidade de Kraken Mare, um vasto mar de metano líquido que, talvez, tenha mais de 300 metros de profundidade.

Localizada a mais de 1 bilhão de quilômetros de distância de nós, Titã é uma lua envolvida por nitrogênio gasoso. Segundo informações da NASA, ao espiar através dessa camada de nuvens, é possível ver uma paisagem parecida com aquelas presentes na Terra, com rios, lagos e mares de metano líquido. Esses dados foram obtidos pela missão Cassini durante o sobrevoo que fez por Titã, em 2014, para estudar o mar Ligeia Mare e a “ilha mágica” por lá que aparecia e desaparecia misteriosamente.

Assim, enquanto a sonda sobrevoava Titã a mil quilômetros de altitude da superfície, seu radar foi usado para medir a profundidade do líquido do mar Kraken Mare e de seu estuário Moray Sinus. Agora, os cientistas da universidade trabalharam junto dos engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA para analisar os dados e, assim, descobriram como diferenciar a profundidade com base na diferença do tempo de retorno das ondas do radar na superfície e no fundo do mar. Com o mesmo método, foi possível também inferir a composição a partir da energia absorvida pelo radar durante o deslocamento pelo líquido.

Representação artística de Kraken Mare, o maior mar de Titã (Imagem: Reprodução/NASA/John Glenn Research Center)
Representação artística de Kraken Mare, o maior mar de Titã (Imagem: Reprodução/NASA/John Glenn Research Center)

Valerio Poggiali, principal autor do estudo, explica que “a profundidade e a composição de cada mar de Titã já foram mensuradas, exceto no caso de Kraken Mare — que, além de ter um ótimo nome, também contém cerca de 80% dos líquidos da superfície da lua”. Então, no novo estudo, eles descobriram que Moray Sinus tem cerca de 85 m de profundidade e tiveram algumas surpresas ao analisar Kraken Mare e sua composição: ao invés de ser uma mistura mais equilibrada de etano e metano, o metano se mostrou dominante, algo similar à composição de Ligeira Mare, o segundo maior mar de Titã.

Inicialmente, pensava-se que a presença do etano seria mais acentuada, tanto pelo tamanho quanto pelo fato de o mar se estender até as latitudes mais baixas da lua. Este é um mar tão grande que se compara quase ao tamanho total de todos os cinco Grandes Lagos da América do Norte, o que explica o porquê de o sinal do radar não ter conseguido ir totalmente a fundo da parte central do mar. No fim, isso sugere que ali haja profundidades maiores do que os mil metros estimados para o sinal do radar penetrar.

A descoberta de uma composição química não tão diferente dos outros mares poderá ajudar na produção de modelos do sistema hidrológico de Titã e, além disso, a lua também pode ser um modelo ambiental da possível atmosfera que envolvia a Terra primordial: “nesse contexto, entender a profundidade e a composição de Kraken Mare e de Moray Sinus é importante, porque nos permite mais precisão no entendimento da hidrologia do metano de Titã, mas ainda temos vários mistérios a resolver", diz o autor. Em um futuro distante, um submarino poderá ser enviado para visitar e navegar Kraken Mare: "graças às nossas medidas, os cientistas podem inferir a densidade do líquido e calibrar menor o sonar da embarcação, além de compreender os fluxos direcionais do mar”, finaliza.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Journal of Geophysical Research.

Fonte: Canaltech

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