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O lugar mais seco da Terra pode indicar onde procurar por vida em Marte

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

A superfície de Marte atualmente tem características que a tornam muito pouco hospitaleira para a ocorrência da vida como a conhecemos. Entretanto, um novo estudo sugere que, como o deserto do Atacama, que também é extremamente seco, conta com regiões abaixo da superfície que são úmidas e têm vida, formações semelhantes em Marte também poderiam conter microrganismos.

Os cientistas, liderados pelo Centro de Astrobiología da Espanha e a Universidade de Cornell, estudaram a região de Yungay, do deserto do Atacama. Ali, eles coletaram amostras do solo a 30 cm de profundidade, e descobriram uma camada de argila úmida habitada por pelo menos 30 espécies de microrganismos. Essa descoberta reforça que Marte, em seus primeiros bilhões de anos, também teve nichos habitáveis protegidos — é o que diz Alberto G. Fairén, autor correspondente do estudo: “nossa descoberta sugere que algo similar possa ter ocorrido há bilhões de anos — ou ainda ocorra — em Marte”.

(Imagem: Reprodução/NASA/Viking Project)
(Imagem: Reprodução/NASA/Viking Project)

Para ele, se houve microrganismos em Marte no passado, os biomarcadores deixados por eles seguem preservados e isso também vale para o presente: “se ainda existirem hoje, as últimas formas de vida marcianas possivelmente estão descansando lá”. Fairén ressalta que, por ser eficiente para preservar componentes orgânicos e biomarcadores e estar presente em abundância no Planeta Vermelho, a argila tem papel muito importante. Assim, os cientistas concluem que como os seres descobertos em Yungay se adaptaram ao ambiente de seca com pouquíssima exposição à água, isso expande os ambientes potencialmente habitáveis em Marte àqueles com evidências para raras exposições à água.

Marte terá visitantes nos próximos anos que irão investigar os possíveis sinais de vida por lá: o rover Perseverance, da NASA, foi lançado em julho de 2020 e deverá chegar lá em fevereiro de 2021, além das missões da China e Emirados Árabes, lançadas no mesmo mês. Já o rover Rosalind Franklin, da Agência Espacial Europeia, chegará em 2023. Tanto a missão estadunidense quanto a europeia têm como missão primária a procura de sinais de vida — se existirem — na superfície de Marte. Fairén explica que o estudo produzido ajudará cientistas nesta busca: “o artigo informa onde procurar e quais instrumentos usar nessa busca por vida”. Os cientistas do estudo concluem então que, se forem descobertas regiões similares na cratera Jezero, a equipe sugere que elas sejam consideradas locais de alta prioridade para o rover Perseverance coletar amostras.

O estudo foi publicado na revista Nature Scientific Reports.

Fonte: Canaltech

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