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O derretimento do gelo polar tem deformado a crosta terrestre, aponta estudo

·2 minuto de leitura

O derretimento do gelo polar tem mudado não apenas os níveis dos oceanos, mas também a própria crosta terrestre logo abaixo dele. Sem a massa de gelo, a crosta fica mais “leve” e, então, sobe — em escala geológica, isto é um processo lento. Um estudo conduzido pela Universidade Harvard revela que essa deformação remodelará os litorais de todo o mundo com influências significativas nos ecossistemas durante milhares de anos.

A medida que o gelo glacial da Groenlândia, da Antártida e do Ártico derrete, a crosta terrestre logo abaixo se deforma — isso porque a camada mais externa da Terra é bem elástica. Por mais que ela se recupere após o gelo deixar de existir, nem sempre essa camada retorna a sua forma original. Parte da crosta ao redor do Ártico ainda se expande lentamente depois que o peso do gelo da última era glacial — a qual terminou há 11 mil anos — saiu de cima dele.

(Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)
(Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)

A pesquisa, liderada pela cientista planetária Sophie Coulson, analisou dados de satélites sobre derretimento de 2003 a 2018. A partir disso, Coulson e sua equipe conseguiram medir o deslocamento da crosta horizontalmente. A pesquisa também fornece uma nova informação para monitorar as atuais mudanças da massa de gelo do planeta. “Os processos da era do gelo levam muito, muito tempo para acontecer e, portanto, ainda podemos ver os resultados deles hoje”, acrescentou a cientista.

Imagine que a crosta terrestre é uma tábua de madeira boiando em uma banheira. Ao empurrá-la para o fundo, a água abaixo dela se desloca para baixo, mas, ao retirá-la, a água se moverá verticalmente para preencher o espaço deixado pela ausência da tábua. Essa é a mesma dinâmica com o gelo que se forma e derrete acima da crosta."Em escalas de tempo de milhares de anos, a Terra atua mais como um fluido que se move muito lentamente", ressaltou Coulson.

Em "a", as médias de deformação previstas na crosta terrestre na Groenlândia. Em "b", na América do Norte e Europa (Imagem: Reprodução/Sophie Coulson et al.)
Em "a", as médias de deformação previstas na crosta terrestre na Groenlândia. Em "b", na América do Norte e Europa (Imagem: Reprodução/Sophie Coulson et al.)

A pesquisa ainda fornece uma nova informação em relação às mudanças climáticas. Enquanto o gelo da Antártida derrete, a crosta terrestre fica mais leve e empurra esse gelo ainda mais para fora, levando a um derretimento ainda maior.

A pesquisa foi publicada em 16 de agosto deste ano, na revista Geophysical Research Letters.

Fonte: Canaltech

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