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O céu (não) é o limite | Buraco negro desaparecido, dobra da Via Láctea e mais!

Patrícia Gnipper
·7 minuto de leitura

Voltamos! Após umas semanas de férias, o "resumão" semanal com as principais notícias científicas dos últimos dias está de volta ao Canaltech, sempre aos sábados à noite.

E depois de você já ter relembrado as principais notícias espaciais de 2020 e ficado por dentro das maiores descobertas da astronomia no ano passado, agora é hora de conferir os acontecimentos mais impactantes do setor espacial neste início de 2021.

Cadê o buraco negro que deveria estar aqui?

Um buraco negro com 10 bilhões de massas solares está desaparecido. Mas, calma, pois não é como se ele tivesse sido observado e depois sumido dos "radares"! É que cientistas consideram que, no centro de toda galáxia, deve haver um buraco negro supermassivo, mas eles jamais encontraram nenhum sinal da presença de um objeto desse tipo no coração da galáxia A2261-BCG.

A galáxia em questão é a mais brilhante de um aglomerado de galáxias chamado Abell 2261 — por isso, muitos se referem a A2261-BCG com o nome do próprio aglomerado. Ela fica a cerca de 2,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra e, em 2012, quando uma equipe de astrônomos observou a galáxia, notou algo muito estranho: não havia sinal algum de buraco negro central.

Mas como explicar a formação de uma galáxia onde não há sinal de um buraco negro supermassivo central? Isso desafia toda a compreensão que os astrônomos têm sobre a evolução cósmica, então é melhor encontrar esse buraco negro "fujão", certo? Pois é exatamente isso o que cientistas ainda estão tentando fazer.

Saiba tudo sobre essa história; clique aqui.

Mapeando a "dobra" da Via Láctea

Cientistas apresentaram os resultados do estudo mais detalhado já feito sobre a curva que "distorce" a estrutura da Via Láctea — e ali consta ser possível que a torção seja causada por uma onda gravitacional, que "balança" toda a galáxia conforme passa por ela.

Cerca de 70% das galáxias espirais possuem discos com uma leve torção, e isso também vale para a Via Láctea. Nossa galáxia não é plana como um disco justamente porque possui uma leve curva em sua estrutura, e o mais irônico é que não podemos saber muito sobre este detalhe — afinal, estamos na Via Láctea e limitados a uma única perspectiva, que é a da Terra.

Então, para delinear essa curva, os cientistas recorreram a estudos sobre as posições e movimentos das estrelas, e descobriram que há uma onda viajando pela estrutura da Via Láctea uma vez a cada 440 milhões de anos.

Tudo sobre esse novo estudo você encontra aqui.

Habitats humanos em megasatélite ao redor de Ceres?

(Imagem: Reprodução/Rick Guidice/NASA)
(Imagem: Reprodução/Rick Guidice/NASA)

Algo que ainda existe apenas nos roteiros de ficção científica poderia sair das páginas e se tornar realidade em um futuro próximo? Estamos falando da ideia de se criar habitats humanos, com gravidade artificial, na órbita do planeta anão Ceres, que fica no cinturão de asteroides do Sistema Solar. Para o astrofísico Pekka Janhunen, é possível concretizar esse sonho.

Janhunen propõe um “megasatélite” feito de milhares de naves cilíndricas de 10 km de extensão e raio de 1 km, que ficariam todas juntas em uma estrutura em forma de disco que orbitaria o planeta permanentemente; cada cilindro poderia acomodar até 50 mil pessoas, e teria gravidade e atmosfera artificiais. Ele acredita, ainda, que os primeiros humanos poderiam já partir com destino a Ceres nos próximos 15 anos, e que a construção dos habitats seria finalizada 22 anos depois do início da mineração no planeta

Saiba se isso é mesmo possível clicando aqui.

"Toupeira" da InSight encerra atividades em Marte

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Depois de várias tentativas para enterrá-la no solo, um dos instrumentos principais da sonda InSight, em Marte, chegou ao fim de sua missão: apelidada carinhosamente de “toupeira”, essa sonda vem tentando há dois anos se enterrar no solo marciano para medir a temperatura interna do planeta. Entretanto, o solo marciano não colaborou, não fornecendo a fricção necessária para que conseguisse se enterrar na profundidade necessária — mesmo com as expectativas de que isso pudesse acontecer neste ano.

Mas isso não significa o fim da missão. Na verdade, a NASA decidiu estendê-la até 2022 para produzir mais dados sobre os “martemotos” (os abalos sísmicos de Marte), o que é possível mesmo sem a toupeira funcionando.

Clique aqui para ler mais sobre isso.

Starlink: invisíveis a olho nu, mas não para telescópios

Satélite Starlink atravessando o campo de visão do telescópio Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/HUBBLE/Simon Porter)
Satélite Starlink atravessando o campo de visão do telescópio Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/HUBBLE/Simon Porter)

Apesar de a empresa de Elon Musk ainda não ter divulgado dados oficiais sobre os resultados dos experimentos DarkSat e VisorSat, aplicados em satélites Starlink na tentativa de reduzir seu brilho no céu noturno, estudos paralelos já estão circulando por aí — e observações recentes confirmaram que os VisorSat ficaram praticamente invisíveis a olho nu, ainda que continuem aparecendo em estudos astronômicos.

Isso significa que pelo menos uma das preocupações foi aparentemente resolvida — as pessoas não verão mais os Starlink "passeando" no céu à noite, então acabou aquela história de acharem que são OVNIs ou fenômenos inexplicáveis. Resta, agora, que a SpaceX continue trabalhando em novas soluções para que seus satélites de internet também fiquem invisíveis às lentes dos telescópios.

Aqui você encontra mais informações sobre esse problema.

Eras glaciais no passado marciano

Imagem de uma geleira em Marte mostra a presença de formações geológicas no gelo (Imagem: Reprodução/Joe Levy/Colgate University)
Imagem de uma geleira em Marte mostra a presença de formações geológicas no gelo (Imagem: Reprodução/Joe Levy/Colgate University)

Usando imagens registradas pela sonda MRO, da NASA, que fica na órbita de Marte, um geólogo planetário está analisando as geleiras que cobrem a superfície marciana, com o objetivo de aprender mais sobre as "eras do gelo" do Planeta Vermelho.

Aqui na Terra, o pico da última Era Glacial ocorreu há 20 mil anos e, ao seu fim, as geleiras voltaram para os polos do planeta. Já em Marte, elas estão congeladas na superfície do planeta há 300 milhões de anos e cobertas por detritos, e o que mais intriga os geólogos é o mistério da formação delas. Ainda não está claro se as geleiras se formaram durante uma era glacial ou se foi algo gradual, ocorrido durante vários eventos.

Se clicar aqui, você lê mais sobre isso.

Nada de "megaestrutura alienígena"! Estrela de Tabby seria um sistema binário

Estrela de Tabby em infravermelho e em ultravioleta (Imagem: Reprodução/IPAC/NASA/STScI)
Estrela de Tabby em infravermelho e em ultravioleta (Imagem: Reprodução/IPAC/NASA/STScI)

A estrela KIC 8462852, ou Estrela de Tabby, é um dos mistérios que os astrônomos tentam desvendar há alguns anos, mas sem muito sucesso. Muito se especulou sobre seu estranho decaimento de brilho em tempos irregulares, mas ainda não há uma conclusão sobre o caso. Contudo, um novo estudo fornece uma pista bem interessante: há uma segunda estrela ao lado desta, ou seja, trata-se de um sistema binário.

Em 2015, cientistas notaram que essa estrela apresentava uma queda de brilho muito incomum, e ninguém soube explicar o que estava acontecendo naquele canto do universo, já que nenhuma estrela conhecida se comportava daquele jeito. Foi aí que surgiram as especulações de que ela se trataria de uma "megaestrutura alienígena", mas, como era de se esperar, a explicação parece ser muito mais natural e menos fantástica.

Um novo estudo trouxe boas evidências de que não se trata de nada artificial; a estrela pode ser, na verdade, um sistema binário com uma dupla estelar de movimento comum e gravitacionalmente ligadas. As duas “irmãs” parecem ser separadas por uma distância de 880 unidades astronômicas, e a menor delas deve desempenhar um papel importante nas oscilações misteriosas de sua irmã maior.

Ficou curioso? Clique aqui para saber mais.

Ad Astra, Jim Bridenstine!

Nomeado pelo ex-presidente Donald Trump em 2017 e aprovado pelo Senado em abril de 2018, Jim Bridenstine vinha sendo, desde então, o administrador da agência espacial dos Estados Unidos — a NASA. Com a posse do novo presidente estadunidense Joe Biden, já era sabido que Bridenstine deixaria o cargo, o que aconteceu nesta última semana.

Enquanto quem assume o cargo interinamente é Steve Jurczyk, atual administrador associado da agência, Bridenstine aproveitou seu último dia inteiro no cargo para deixar alguns recados sobre os programas de grande importância da NASA, aos quais ele deseja sucesso. Em especial, o programa Artemis, que visa levar novos astronautas à superfície da Lua a partir de 2024, e que já deve começar a fazer os primeiros voos não tripulados agora em 2021.

Especula-se que o governo Biden escolha uma mulher como nova chefe da NASA e, entre os nomes cotados por aí, está o da ex-astronauta Pam Melroy, veterana de três missões espaciais — mas ainda não se sabe quando o novo governo fará sua indicação.

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Fonte: Canaltech

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