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O céu não é o limite | Galáxias antigas, meteoritos, cratera lunar e mais

O estudo de galáxias distantes usando dados do telescópio James Webb e outros instrumentos foi um dos grandes assuntos astronômicos da semana, mas não foi o único destaque. Imagens do Hubble, origens de supernovas misteriosas e outros assuntos também deram o que falar no mundo da astronomia.

Confira abaixo o resumo das principais notícias espaciais da semana:

Webb vê galáxias antigas mais evoluídas que o esperado

Mosaico de 690 imagens capturadas pelo James Webb (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/CEERS/TACC/S. Finkelstein/M. Bagley/Z. Levay; Cutout images: NASA/STScI/CEERS/TACC/S. Finkelstein/M. Bagley/J. Kartaltepe)
Mosaico de 690 imagens capturadas pelo James Webb (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/CEERS/TACC/S. Finkelstein/M. Bagley/Z. Levay; Cutout images: NASA/STScI/CEERS/TACC/S. Finkelstein/M. Bagley/J. Kartaltepe)

O telescópio James Webb observou mais de 800 galáxias muito antigas e, surpreendentemente, com morfologias variadas e evoluídas. Isso significa que, mesmo em um universo relativamente "infantil", as galáxias já haviam adquirido formados complexos, contrariando as expectativas dos astrônomos.

Espera-se que o Webb consiga encontrar galáxias distantes o suficiente para revelar suas aparências logo após suas formações. Embora as amostras analisadas neste novo estudo sejam incríveis, os cientistas ainda não encontraram os primeiros estágios evolutivos das galáxias e suas estruturas iniciais. Em outras palavras, ainda não sabemos como elas se formaram.

Meteorito com mais de 7kg é encontrado na Antártida

Meteorito de 7,7 kg encontrado na Antártida (Imagem: Reprodução/Maria Valdes)
Meteorito de 7,7 kg encontrado na Antártida (Imagem: Reprodução/Maria Valdes)

Um meteorito pesando 7,7 kg foi encontrado na Antártida, além de outras quatro rochas menores. O clima do local ajuda na preservação de objetos como estes, tornando a região um ótimo local para recuperação de fragmentos espaciais. Aliás, cerca de 45 mil meteoritos já foram recolhidos na Antártida nos últimos 50 anos.

Os cinco objetos recuperados pela pesquisa recente serão analisados no Instituto Real Belga de Ciências Naturais, enquanto a equipe procura outros micrometeoritos nos sedimentos para uma análise futura.

Novo radar faz fotos incríveis da Lua

Cratera Tycho fotografada pelo protótipo (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)
Cratera Tycho fotografada pelo protótipo (Imagem: Reprodução/NRAO/GBO/Raytheon/NSF/AUI)

Um novo sistema de radar, ainda em fase de prototipagem, registrou uma imagem de alta resolução da cratera Tycho, a maior formação de impacto da Lua. Para isso, bastou um transmissor com potência inferior à de um micro-ondas doméstico.

O transmissor de 700 watts foi instalado no telescópio Green Bank (GBT), da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, e apontado para a Lua. Após atingirem a superfície lunar, as ondas de rádio retornaram à Terra com os dados da topografia, a partir dos quais os cientistas obtiveram a imagem. O objetivo é desenvolver um radar mais potente para estudar objetos do Sistema Solar.

Capturado sinal de rádio emitido na juventude do universo

Sinal detectado pelo radiotelescópio (Imagem: Reprodução/Chakraborty & Roy/NCRA-TIFR/GMRT)
Sinal detectado pelo radiotelescópio (Imagem: Reprodução/Chakraborty & Roy/NCRA-TIFR/GMRT)

Pela primeira vez, astrônomos encontraram um sinal de rádio emitido pelo hidrogênio atômico de uma galáxia distante, quando o universo tinha apenas 4,9 bilhões de anos. O sinal tem um comprimento de onda específico conhecido como “linha de 21 cm”, embora tenha sido "esticado" enquanto viajava até nós, devido à expansão do universo.

Esse tipo de sinal é muito difícil de ser detectado a distâncias tão grandes; a nova descoberta só foi possível graças à ajuda de uma lente gravitacional que ampliou a "luz" da galáxia. A detecção deve ajudar os cientistas a obter novas informações sobre as galáxias do universo jovem.

Asteroide faz aparição inesperada em imagem do Hubble

Galáxia UGC 7983 e o asteroide à esquerda (Imagem: Reprodução/ESA/Hubble & NASA, R. Tully)
Galáxia UGC 7983 e o asteroide à esquerda (Imagem: Reprodução/ESA/Hubble & NASA, R. Tully)

Enquanto fotografava a galáxia anã UGC 7983, localizada a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância, o telescópio Hubble registrou também a passagem inesperada de um asteroide. Podemos observá-lo na forma de um rastro colorido dividido em quatro partes, no lado superior esquerdo da imagem.

O asteroide tem alguns quilômetros de extensão e está muito mais próximo de nós do que a galáxia: ele é nosso vizinho, fazendo parte do Sistema Solar. Os rastros luminosos aparecem devido às quatro exposições feitas pelo Hubble separadamente. Ao serem empilhadas, as imagens criam o mosaico acima.

Colisão de anãs brancas pode explicar "estrela" observada há 850 anos

Esta nebulosa pode ter se formado a partir da colisão de anãs brancas (Imagem: Reprodução/Robert Fesen)
Esta nebulosa pode ter se formado a partir da colisão de anãs brancas (Imagem: Reprodução/Robert Fesen)

A misteriosa nebulosa Pa 30, formada por volta do ano 1181 devido a uma supernova observada por astrônomos da China e Japão, pode ser fruto da colisão entre anãs brancas.

Um estudo observou a estrutura de Pa 30 e os filamentos finos vindos de uma estrela em seu interior. A análise revelou pouca quantidade de hidrogênio e hélio, embora haja uma riqueza em enxofre e argônio, sugerindo que uma colisão de estrelas anãs brancas deu origem à nebulosa.

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Fonte: Canaltech

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