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O céu não é o limite | Explosão na China, "cobra" e lixo em Marte e mais!

Explosões em Júpiter e aqui na Terra, mais coisas estranhas fotografadas em Marte e sinais alienígenas (ou não) são alguns dos temas que foram destaque recente na astronomia e espaço. E não podemos nos esquecer da Nasa, que está fazendo mais um teste da missão Artemis I antes do lançamento.

Sem mais delongas, confira essas e outras notícias que agitaram a semana.

Explosão misteriosa sacudiu centro de lançamento na China

Usando imagens de satélite publicamente disponíveis, um internauta descobriu que uma explosão ocorreu em uma plataforma de lançamento de um dos centros espaciais mais importantes da China. O evento não foi noticiado pela mídia do país.


Segundo Harry Strange, a explosão aconteceu entre os dias 15 e 16 de outubro passado, no centro espacial de Jiuquan, de onde são lançadas as missões tripuladas Shenzhou. Entretanto, ela não parece ter afetado o programa espacial chinês: no mesmo dia a missão Shenzhou-13, com três astronautas a bordo, foi lançada ao espaço a partir de outra plataforma no mesmo centro espacial.

Perseverance encontra “cabeça de cobra” e “lixo” em Marte

O rover Perseverance adicionou mais um item à coleção da Nasa de imagens estranhas de Marte. Desta vez, o robô encontrou uma “cabeça de cobra” e um brilhante pedaço de lixo na superfície do planeta.

Cabeça de cobra (na formação rochosa à direita) fica próxima à rocha equilibrista (à esquerda). Imagem: Nasa/JPL
Cabeça de cobra (na formação rochosa à direita) fica próxima à rocha equilibrista (à esquerda). Imagem: Nasa/JPL

A cabeça de cobra é, na verdade, uma curiosa rocha entre camadas de sedimento na borda da cratera Jezero, local que já foi o delta de um antigo rio. E ela não está sozinha: fica ao lado da “rocha equilibrista”, que tem formato arredondado e está apoiada sobre um pilar de pedra.

Pedaço da manta metálica que protegeu o Perseverance na jornada a Marte foi encontrado a 2 km do local de pouso. Imagem: Nasa/JPL
Pedaço da manta metálica que protegeu o Perseverance na jornada a Marte foi encontrado a 2 km do local de pouso. Imagem: Nasa/JPL

Já o lixo foi deixado inadvertidamente pelo próprio Perseverance: trata-se de um pedaço de uma manta térmica que protegia o rover durante sua viagem pelo espaço, e que provavelmente se soltou durante a entrada na atmosfera marciana. O que intriga os cientistas é a sua localização, a cerca de 2 km do local de pouso. Será que ele caiu lá durante a descida, ou foi soprado pelos ventos na superfície de Marte? Ainda não temos a resposta.

Aliens! Ou não?

Pesquisadores chineses chamaram a atenção nesta semana ao declarar que encontraram sinais de rádio que poderiam ser originários de civilizações extraterrestres. A descoberta foi feita usando o FAST, o maior radiotelescópio em operação no mundo.

Construído na China, o FAST é o maior radiotelescópio do mundo. Imagem: Xinhua News Agency/Shutterstock
Construído na China, o FAST é o maior radiotelescópio do mundo. Imagem: Xinhua News Agency/Shutterstock

Mas antes que alguém entre em pânico, vale mencionar que os próprios cientistas envolvidos dizem que é necessário “mais estudo” antes de chegar a uma conclusão. De fato, segundo Dan Werthimer, pesquisador da Universidade da Califórnia e do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) e participante do estudo que encontrou o sinal, o mais provável é que se trate de interferência de rádio de fontes aqui mesmo na Terra.

Explosão em Júpiter

Um estudo da Universidade de Kyoto, no Japão, encontrou o maior flash de impacto em Júpiter desde que o planeta foi atingido pelo cometa Shoemaker-Levy 9, em 1994. Ele ocorreu em 2021 e foi detectado pela Câmera de Observação Planetária para Pesquisas de Transientes Ópticos (PONCOTS), um pequeno telescópio dedicado a buscar flashes na atmosfera do planeta.

Flash de impacto em Júpiter. Explosão liberou energia de 2 milhões de toneladas de TNT. Imagem: Ko Arimatsu/Kyoto University
Flash de impacto em Júpiter. Explosão liberou energia de 2 milhões de toneladas de TNT. Imagem: Ko Arimatsu/Kyoto University

Usando o instrumento, a equipe japonesa determinou que o impacto liberou uma energia equivalente a 2 milhões de toneladas de TNT, e foi causado por uma rocha espacial com uma massa em torno de 4 mil toneladas. O flash atingiu uma temperatura de 8.000 ºC. Na Terra, o impacto causaria grande destruição.

Um passo mais perto da Lua

A Nasa vai começar neste sábado (18) mais um ensaio geral para o lançamento da missão Artemis I, a primeira do programa espacial que pretende colocar humanos novamente na superfície da Lua.

O foguete SLS e a cápsula Orion foram levados à plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy (KSC), na Flórida, onde passarão por todas as etapas de um lançamento real, exceto a ignição dos motores. O objetivo é se certificar de que o conjunto está pronto para realmente ir ao espaço.

As últimas tentativas de ensaio foram frustradas por falhas. Na mais recente, em abril, a equipe da NASA encontrou um vazamento de hidrogênio durante o abastecimento, então o foguete e cápsula foram levados de volta às instalações do Vehicle Assembly Building (VAB) do KSC, onde as equipes da NASA realizaram os reparos necessários.

Brilha, brilha… Starlink?

Desde que os primeiros satélites da constelação Starlink foram lançados, astrônomos vem demonstrando preocupação com seu impacto em observações astronômicas a partir da Terra. O problema é que eles são tão brilhantes que aparecem como listras luminosas, em grande quantidade, nas imagens feitas por telescópios.

Esta imagem da estrela Albireo é um ótimo exemplo de como os satélites Starlink podem atrapalhar as observações. Cada "listra" é um satélite. Imagem: Rafael Schmall
Esta imagem da estrela Albireo é um ótimo exemplo de como os satélites Starlink podem atrapalhar as observações. Cada "listra" é um satélite. Imagem: Rafael Schmall

A SpaceX tentou amenizar o problema instalando um “guarda-sol” nos satélites, mas as unidades lançadas desde o final do ano passado não tem esse acessório, que foi "aposentado" devido a mudanças no design do grupo mais recente de satélites.

O guarda-sol foi substituído por espelhos dielétricos, que deveriam refletir menos a luz solar. Mas parece que a ideia deu errado, e os satélites agora são mais brilhantes que a geração anterior, ao menos as unidades localizadas em latitudes de 50 graus ao sul ou ao norte, durante o nascer e pôr do sol. Não precisamos dizer que os astrônomos não gostaram nada disso.

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Fonte: Canaltech

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