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O céu não é o limite | Lixo espacial ameaça a ISS, fotos do eclipse lunar e mais

·6 min de leitura

Um teste de míssil antissatélite russo quase colocou a Estação Espacial Internacional em "maus lençóis" durante a última semana. As autoridades dos EUA criticaram a ação da Rússia, que, de certa forma, colocou em risco a vida dos astronautas a bordo — inclusive de seus próprios cosmonautas, vale dizer. Enquanto isso, aqui na Terra, pessoas de vários países se preparavam para ver o eclipse parcial mais longo do século, e, se você perdeu, role a tela para conferir imagens incríveis do evento!

Confira abaixo essas e outras notícias espaciais mais importantes da semana.

Satélite destruído pela Rússia gera lixo espacial que ameaça ISS

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Não foi uma semana fácil para os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS). Aliás, não tem sido fácil desde que a missão Crew-3 chegou ao laboratório orbital. No primeiro dia a bordo, os astronautas tiveram que voltar à cápsula do veículo espacial porque a ISS passava perto de uma nuvem de destroços orbitais. Os cosmonautas também tiveram que se recolher à cápsula Soyuz, por precaução.

Até então, não se sabia ao certo a origem daquela nuvem de lixo espacial, mas, no dia seguinte a Rússia confirmou: eram os restos de um teste de míssil antissatélite, realizado pelo Ministério de Defesa russo. Apesar de afirmarem que os mais de 1.500 fragmentos gerados não ofereciam riscos, muitos especialistas discordaram. A ISS pode correr perigos não apenas agora, mas até mesmo nos próximos anos, já que, na "dança" orbital da estação e da nuvem de detritos, eventualmente ambos podem se encontrar.

Já na quarta-feira, os destroços foram registrados em imagens de telescópio pela Numerica Corp., empresa que trabalha com o rastreamento de detritos orbitais. As imagens e vídeos foram compartilhados pela Slingshot Aeroespace, parceira da Numerica, e mostram uma parte dos 1.500 itens de lixo em nossa órbita. Para o Departamento Espacial dos EUA e a NASA, a ação da Rússia foi, no mínimo, descuidada.

O eclipse lunar mais longo do século (ou dos últimos séculos)

Na madrugada desta sexta-feira (19), aconteceu o eclipse lunar parcial mais longo do século. Aliás, este já é considerado o mais longo de todo o período entre os anos 1440 e 2669 — ou seja, mais de mil anos! Mas lembre-se, isso não inclui eclipses lunares totais, apenas parciais. Infelizmente, os brasileiros tiveram que ficar acordados até 3h da madrugada, e muitos ainda foram frustrados por nuvens que cobriram todo o céu.

Se você foi uma dessas pessoas, ou simplesmente não pôde ficar acordado até mais tarde, nós separamos algumas das imagens mais incríveis do maior eclipse lunar parcial do século. Além disso, sempre há uma nova oportunidade — em 2022 haverá um eclipse total que será ainda mais longo que o evento desta sexta-feira.

Planeta 9 pode ter sido detectado por telescópio espacial há quase 40 anos

(Imagem: Reprodução/R. Hurt/Caltech)
(Imagem: Reprodução/R. Hurt/Caltech)

Pois é, o elusivo Planeta 9, procurado pelos astrônomos desde que sua existência foi cogitada com dados relativamente convincentes em 2016, pode ter sido detectado por um telescópio aposentado, em 1983 — e ninguém percebeu. É que o autor de um novo estudo vasculhou os antigos arquivos do Infrared Astronomical Satellite (IRAS), um observatório espacial lançado em 1983, que coletou informações de quase todo o céu no infravermelho.

De acordo com o estudo, o comprimento de onda infravermelho é uma boa maneira de procurar pelo Planeta 9. Assim, usando as características que têm sido atribuídas a este mundo hipotético, como sua possível órbita, o pesquisador encontrou três candidatos que se moveram da maneira que o Planeta Nove se moveria. Ainda é cedo para dizer se algum deles é, de fato, o tão misterioso mundo transnetuniano, mas o estudo oferece dados que astrônomos podem usar para refinar ainda mais a busca.

Cientistas seguem tentando entender o polêmico Oumuamua

(Imagem: Reprodução/S. Selkirk/ASU)
(Imagem: Reprodução/S. Selkirk/ASU)

Lembra do Oumuamua, visitante interestelar que assombrou os astrônomos de todo o mundo em 2017? Pois é, ele ainda causa polêmica, com hipóteses sobre sua natureza — que provavelmente permanecerá em segredo para sempre, já que nunca mais o veremos outra vez. Em março deste ano, um estudo apresentou uma explicação muito convincente: trata-se de um bloco de gelo de nitrogênio arrancado de um exoplutão (um mundo semelhante a Plutão que orbita outra estrela).

Acontece que os defensores da hipótese "Oumuamua é um objeto artificial construído por alienígenas" não estão convencidos. Eles são os astrofísicos Amir Siraj e Abraham "Avi" Loeb. Em um novo estudo, eles contestaram a explicação do nitrogênio, argumentando que nem todo o nitrogênio do universo conseguiria fazer objetos como o Oumuamua. Parece que o assunto ainda vai "dar pano pra manga", mesmo que ninguém possa comprovar suas hipóteses.

Pouso de astronautas na Lua deve atrasar ainda mais

(Imagem: Reprodução/SpaceX)
(Imagem: Reprodução/SpaceX)

O retorno de astronautas à Lua, que seria em 2024, foi adiado para algum momento a partir de 2025. Mas, de acordo com um novo relatório produzido pelo Escritório de Inspeção Geral (ou “OIG”, na sigla em inglês), o cronograma de desenvolvimento do lander lunar (veículo de pouso) é agressivo demais. Em outras palavras, ele pode não ficar pronto a tempo.

Quando será que o pouso na Lua aconteceria? Em previsões mais realistas, em 2028, prazo inicial dado pela NASA, antes de o governo Trump pressionar a agência para antecipar o cronograma. Há ainda outros sistemas que não ficaram prontos e um custo elevado, por isso a OIG sugeriu que a NASA considere alternativas, como os veículos Starship, da SpaceX, ou o New Glenn, da Blue Origin.

NASA confirma 3ª coleta de amostra de Marte feita pelo Perseverance

Deu tudo certo durante a tarefa de coletar mais um pedacinho do solo marciano com o rover Perseverance, na cratera Jezero, onde existia um rio há bilhões de anos. A nova amostra, que chama atenção por sua cor esverdeada, é um mineral conhecido como olivina. A NASA não revelou mais informações, mas a olivina é comum na Terra, nas rochas ígneas.

Algumas sugestões são que os depósitos de olivina seriam o resultado de um depósito de cinzas de alguma explosão vulcânica, ou apenas mais uma prova de um leito de lago que existiu há muito tempo, e agora está completamente seco. Agora, o Perseverance está em uma região da Jezero conhecida como Séítah, uma área repleta de dunas e rochas.

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Fonte: Canaltech

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