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O céu não é o limite | Nova força da natureza, asteroide perto da Terra e mais!

·7 min de leitura

Uma nova força fundamental estaria prestes a ser descoberta? Ainda é muito cedo para dizer, mas cientistas suspeitam que, talvez, algo estranho esteja mesmo acontecendo com as partículas conhecidas como "quark beleza". Além disso, algumas descobertas sobre nosso próprio planeta foram anunciadas e a NASA está mais perto de iniciar as missões do programa Artemis.

Confira abaixo essas e outras notícias fenomenais do mundo da astronomia e exploração espacial que se destacaram nesta semana!

Nova força fundamental da natureza pode ser real!

(Imagem: Reprodução/CERN/LHCb)
(Imagem: Reprodução/CERN/LHCb)

Uma atualização sobre os experimentos com quarks e múons no LHC (o maior acelerador de partículas do mundo) foi publicada esta semana. Uma nova rodada de financiamento deve ser aprovada para continuar os estudos, enquanto outras equipes independentes investigavam o mesmo tema: uma anomalia no decaimento dos chamados "quark beleza".

Ao longo da última década, cientistas observaram esse tipo de quark decair em quantidades diferentes de elétrons e múons, mas o Modelo Padrão — a mais bem sucedida teoria física já escrita — prevê uma quantidade igual entre essas partículas. Por isso, as pesquisas tentam descobrir se essa anomalia é causada por mero acidente ou se há uma quinta força fundamental da natureza por trás disso tudo.

Em maio deste ano, os cientistas do LHC disseram que estavam no caminho certo e que a anomalia persistiu nos experimentos, o que é um ótimo sinal para os que anseiam por uma nova física. Agora, uma das equipes independentes afirmou que suas pesquisas também apresentam o mesmo fenômeno. Ainda é preciso muita calma ao afirmar que uma nova força fundamental está prestes a ser descoberta, mas nem mesmo os cientistas conseguem esconder o entusiasmo. Mesmo assim, teremos que esperar os desdobramentos dessa história nos próximos meses.

Asteroide esteve mais perto da Terra do que a Lua

Um asteroide chamado 2021 TG14 passou mais perto da Terra do que a maioria dos pedregulhos espaciais que se aproximam de nós — e mesmo assim foi o longe o suficiente para garantir que nenhum cientista da NASA, ou de outras agências espaciais, se preocupasse. Na verdade, foi uma oportunidade incrível de ver um asteroide "de pertinho", o que é sempre interessante, já que eles carregam muitas informações valiosas sobre nosso Sistema Solar.

Para não deixar espaço para dúvidas, o 2021 TG14 ficou mais próximo do planeta do que a Lua, e ainda assim, está fora do radar da defesa planetária da NASA. Na escala de Palermo, método matemático para determinar o risco de um asteroide colidir com a Terra, a possibilidade com esse objeto era de -7,12, ou seja, não há nenhum motivo para alarde.

Descoberto o fenômeno que aquece a atmosfera superior da Terra

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Uma sonda da NASA chamada GOLD descobriu que a termosfera, camada atmosférica onde as temperaturas podem chegar a 1.500 °C, é aquecida não pela luz solar, como se imaginava, mas pelos ventos solares. Os nomes são parecidos, mas a diferença é grande: a primeira é a radiação em ondas eletromagnéticas (ou seja, fótons), enquanto o segundo é formado por partículas carregadas e campos magnéticos que escapam continuamente do Sol.

Para descobrir isso, cientistas compararam a temperatura na termosfera em dias com mais atividade geomagnética com as temperaturas em dias de menor atividade. A diferença foi de 90 °C, indicando que as perturbações magnéticas causadas pelo vento solar estavam aquecendo a termosfera. Isso surpreendeu os cientistas e, sem dúvidas, os ajudará a compreender melhor o nosso clima espacial.

Incríveis auroras boreais coloridas!

E por falar em ventos solares na atmosfera terrestre, as auroras boreais deram um verdadeiro espetáculo no céu da Suécia. O motivo é que ocorreu uma ejeção de massa coronal no Sol, arremessando em nossa direção partículas carregadas que, após três dias de viajem, chegaram a nosso planeta e interagiram com nosso campo magnético.

Quando isso ocorre, parte dessas partículas fica presa no campo magnético e segue para os polos geomagnéticos, onde colidem com as moléculas da ionosfera. É nesse ponto que as auroras coloridas se manifestam no céu.

China testa novo motor de foguete com o maior empuxo do mundo

Um motor de 3,5 metros de diâmetro e um impulso de até 500 toneladas foi testado na China e se saiu muito bem. Ele usa combustível sólido e promete ter o maior empuxo já obtido no mundo, graças a uma série de tecnologias avançadas, tais como carcaça feita de fibra de alto desempenho, câmara de combustão integralmente fundida de alta carga e um bico superdimensionado.

Os dados do teste com o novo motor ajudarão no desenvolvimento de outro motor de mesmo tamanho, atualmente em desenvolvimento. Dividido em cinco partes, este outro motor terá uma capacidade máxima de impulso de até 1.000 toneladas e poderá ser aplicado a boosters de foguetes grandes e pesados. É a China crescendo cada vez mais no setor espacial.

A Terra se inclinou há 84 milhões de anos e sabemos disso graças a bactérias

(Imagem: Reprodução/Phys.org)
(Imagem: Reprodução/Phys.org)

Há 84 milhões de anos, nosso planeta cambaleou para o lado (mais ou menos como você faria caso exagerasse na dose da caipirinha). Os cientistas descobriram isso ao analisar rochas encontradas em cordilheiras italianas, ricas em fósseis de uma espécie de bactéria que contém minerais magnéticos chamados "magnetita".

Esses minerais "registraram" o magnetismo terrestre daquela época e, com isso, os cientistas podem dizer como nosso planeta se comportou no período Cretáceo Superior. De acordo com o estudo, a Terra, naqueles tempos, se inclinou 12 graus, e depois voltou à posição anterior.

Umidade teria causado problema na nave Starliner

(Imagem: Reprodução/BoeingSpace/Twitter)
(Imagem: Reprodução/BoeingSpace/Twitter)

Parece que finalmente os especialistas estão chegando a uma conclusão sobre a falha das válvulas do Starliner, a cápsula de tripulação da Boeing projetada para o programa Commercial Crew, da NASA. De acordo com as atualizações, o problema pode ter sido a umidade do ar corroendo as válvulas.

As análises ainda continuarão, já que a Starliner só colocará o veículo de volta em testes em meados de 2022. Se tudo der certo até lá, a empresa espera realizar voos tripulados até o fim do ano que vem.

Nave Orion é montada no foguete SLS para missão à Lua

Estamos cada vez mais perto do início das missões do programa Artemis, que levara a humanidade de volta à Lua. A NASA já instalou a cápsula Orion no topo do foguete Space Launch System (SLS). Juntos, eles formam um sistema de quase 100 m de altura, destinado a um voo não tripulado à órbita lunar.

O sistema ainda será levado à plataforma de lançamento para um teste e, se tudo correr bem, a NASA levará o veículo de volta às instalações para conduzir verificações finais e, por fim, definir uma data para o aguardado lançamento. No cenário mais otimista, devemos ver a estreia do programa Artemis já em janeiro de 2022.

Cometa Leonard se aproximará da Terra em dezembro

(Imagem: Reprodução/stellarium.org)
(Imagem: Reprodução/stellarium.org)

Na primeira semana de dezembro, o cometa C/2021 A1 (Leonard) aparecerá no céu pouco antes do amanhecer, com brilho o suficiente para ser visível ao menos através de um bom par de binóculos. No dia 12, um dos melhores para tentar observá-lo, ele estará com magnitude boa o suficiente para ser visto a olho nu.

O único problema é que ele estará muito próximo do nascer do Sol, então teremos que contar com um pouco de "sorte" para vê-lo. O Leonard leva 35.000 anos para completar uma volta ao redor da nossa estrela, então essa é a nossa única oportunidade de apreciar sua passagem.

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Fonte: Canaltech

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