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O céu não é o limite | Planetas alinhados, o tempo não existe, superterra e+!

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Os cientistas encontraram as duas bases nitrogenadas de DNA e RNA que ainda não haviam sido vistas em amostras de rochas espaciais. A descoberta foi feita em alguns pedaços de meteoritos e pode ajudar a desvendar como a vida surgiu na Terra.

Além disso, o alinhamento planetário entre Vênus, Marte, Júpiter e Saturno proporcionou belas imagens, que você pode encontrar aqui, em nosso resumo semanal. Confira!

Fotos belíssimas do alinhamento de Vênus, Marte, Júpiter e Saturno

O alinhamento planetário entre Vênus, Marte, Júpiter e Saturno começou no dia 18 de abril, mas um dos momentos mais interessantes aconteceu nos últimos dias. Nem todos puderam esperar até o final da madrugada para acompanhar o evento, mas os astrofotógrafos estavam preparados para registrar tudo.

Você ainda pode conferir o encontro dos planetas até meados de maio, incluindo conjunções ainda mais incríveis neste fim de semana.

Talvez o tempo não exista, e isso traz implicações para o universo

Seria o tempo apenas um conceito ilusório? (Imagem: Reprodução/iLexx/Envato)
Seria o tempo apenas um conceito ilusório? (Imagem: Reprodução/iLexx/Envato)

Devido à incompatibilidade da Teoria da Relatividade Geral com a mecânica quântica, alguns cientistas desconfiam que nem todas as ideias de Albert Einstein estão 100% corretas. Na tentativa de unificar as teorias, algumas hipóteses incluem partículas fundamentais formadoras do espaço, que seriam responsáveis pela gravidade.

Acontece que essas hipóteses tornariam o tempo desnecessário enquanto entidade. Isso pode trazer implicações físicas e até mesmo filosóficas. O tema é interessantíssimo e foi abordado por três físicos teóricos em um livro recém-publicado. Ainda não há tradução em português, mas você pode conferir um pouco mais sobre o assunto no link acima.

"Superterra" pode ser habitável, mas só às vezes

Diagrama com a zona habitável em verde para estrelas de diferentes temperaturas (Imagem: Reprodução/Missão Kepler/Centro de Pesquisa Ames/NASA)
Diagrama com a zona habitável em verde para estrelas de diferentes temperaturas (Imagem: Reprodução/Missão Kepler/Centro de Pesquisa Ames/NASA)

Uma "superterra" foi descoberta ao redor da anã vermelha Gliese 514, apenas a 25 anos-luz de distância da Terra, e surpreendeu os cientistas: ele passa apenas dois terços de sua órbita dentro da zona habitável de sua estrela. Depois, sua trajetória elíptica o leva para mais longe, transformando-se em um planeta com difíceis condições para eventuais formas de vida.

Os pesquisadores cogitam que, mesmo assim, a vida poderia encontrar meios de se adaptar a invernos longos e rigorosos. Isso levaria o planeta a abrigar seres vivos muito diferentes do que estamos habituados a ver aqui, na Terra. A equipe de cientistas espera investigar mais o planeta para saber se ele é ou não um candidato plausível a planeta habitável.

Bases de DNA e RNA "que faltavam" encontradas em meteoritos

Representação de meteoroides levando bases nitrogenadas para a Terra (Imagem: Reprodução/NASA Goddard/CI Lab/Dan Gallagher)
Representação de meteoroides levando bases nitrogenadas para a Terra (Imagem: Reprodução/NASA Goddard/CI Lab/Dan Gallagher)

Das cinco bases nitrogenadas do DNA e RNA, somente três delas haviam sido encontradas em amostras de materiais do espaço. Agora, uma equipe de cientistas encontrou as outras duas que faltavam, citosina e timina, em amostras de meteoritos.

A descoberta poderá ajudar a compreender como a vida pôde se formar no Sistema Solar, especificamente na Terra. "É empolgante ver o progresso na formação das moléculas fundamentais da biologia [vindas] do espaço", disse um dos autores do estudo.

A energia está no ar: Marinha dos EUA transmite 1 kW a uma distância de 1 km

Antena transmissora de energia do projeto SCOPE-M, em Maryland (Imagem: Reprodução/Gayle Fullerton/Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA)
Antena transmissora de energia do projeto SCOPE-M, em Maryland (Imagem: Reprodução/Gayle Fullerton/Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA)

Transmissão de energia pelo ar! Ou melhor, através do campo eletromagnético da Terra usando mico-ondas. Um teste foi realizado recentemente nos EUA com uma antena e um receptor e obteve sucesso em enviar 1 quilowatt de energia elétrica a uma distância de 1 km.

Até então, a ideia de transmitir energia havia sido testada com feixes de laser, mas o experimento não foi tão prático porque exigia detectores de aproximação para interromper o laser sempre que animais e pessoas estivessem por perto. Agora, com feixes de micro-ondas em 10 GHz, a transmissão se tornou mais segura e eficiente.

Ingenuity encontra parte do equipamento usado para pousar em Marte

O paraquedas e a carenagem usados no pouso da missão Perseverance foram registrados em detalhe pelo Ingenuity (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
O paraquedas e a carenagem usados no pouso da missão Perseverance foram registrados em detalhe pelo Ingenuity (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

O Ingenuity fotografou o equipamento que ajudou a missão Perseverance a atravessar a atmosfera de Marte e pousar na cratera Jezero, em fevereiro de 2021. As 10 imagens coloridas foram capturadas durante o 26º voo do helicóptero, e retratam os destroços que lembram um "disco voador".

Observar os detalhes da carenagem e do paraquedas na superfície de Marte pode ajudar a equipe da NASA a planejar melhorias para futuras missões ao Planeta Vermelho. Note como apenas parte do paraquedas aparece na imagem: o restante está coberto de poeira.

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Fonte: Canaltech

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