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O céu não é o limite | Eclipse lunar vem aí, tem asteroide por perto e mais!

·6 min de leitura

O mais longo eclipse lunar deste século vai acontecer na próxima semana, mas já estamos nos preparando para as observações — e já você pode conferir os detalhes sobre o evento nas próximas linhas. Além disso, receberemos uma "visitinha" de um asteroide que passará perto da Terra em breve. A semana também contou com descobertas sobre o núcleo da nossa galáxia e novas fusões de buracos negros e estrelas de nêutrons. A má notícia é o adiamento do programa Artemis, que levará astronautas de volta à Lua.

Confira essas e outras notícias espaciais mais importantes da semana logo abaixo:

O eclipse lunar mais longo do século acontece na semana que vem

(Imagem: Reprodução/stellarium.org)
(Imagem: Reprodução/stellarium.org)

O próximo eclipse lunar parcial acontecerá no dia 19 de novembro e será o mais longo do século — serão 03h28m23s de duração, de acordo com a NASA. Se considerarmos também o eclipse penumbral, que é quando a Lua entra em uma sombra mais "fraca" projetada pela Terra, antes de entrar na umbra, serão 6 horas e 2 minutos.

Esse eclipse será tão longo que nós, da América do Sul, não conseguiremos ver o evento inteiro, porque o dia vai amanhecer antes que a Lua deixe a sombra terrestre. As condições meteorológicas no país também podem atrapalhar um pouco a visibilidade do eclipse, mas, se você não conseguir ver em sua região, ainda poderá acompanhar transmissões online.

Asteroide ficou próximo de nós neste sábado (13)

(Imagem: Reprodução/A Owen/Pixabay)
(Imagem: Reprodução/A Owen/Pixabay)

O asteroide 2004 UE, descoberto em 2004, está passando relativamente perto da Terra. Na verdade, usando a analogia de uma "visita", trata-se mais de um aceno do lado de fora do portão, já que ele não se aproxima o suficiente para representar algum perigo. A rocha espacial tem diâmetro estimado em 160 metros e está fazendo maior aproximação com o nosso planeta neste sábado (13), a uma distância equivalente a mais de 30 vezes aquela entre a Terra e a Lua.

Embora esteja bem distante, o 2004 UE entrou na lista dos objetos potencialmente perigosos, porque, no futuro, pode ser que ele se aproxime ainda mais. A questão é quando isso pode acontecer, e não há nenhuma previsão de impacto para este (ou qualquer outro dos 2 mil asteroides potencialmente perigosos) nos próximos 100 anos.

A previsão acima também vale para o asteroide (163899) 2003 SD220, que também fará uma passagem relativamente próxima da Terra, em dezembro. A rocha espacial passará a quase 14 vezes à distância média entre a Terra e a Lua. Ele tem 800 metros de diâmetro e os astrônomos já capturaram uma foto dele.

“Spoiler” de como será o fim do Sol nesta estrela a 1.370 anos-luz

(NASA, ESA, K. Knoll/NASA Goddard, S. Öttl/University of Innsbruck, et. al.; Gladys Kober/NASA/CUA)
(NASA, ESA, K. Knoll/NASA Goddard, S. Öttl/University of Innsbruck, et. al.; Gladys Kober/NASA/CUA)

O Sol tem 4,6 bilhões de anos e as estimativas são que ele ainda esteja na metade de seu tempo total de vida. Mas há algumas dúvidas quanto ao que acontecerá com ele quando for sua hora de se tornar uma gigante vermelha. É possível ter uma ideia observando estrelas parecidas que jé estão nesses últimos suspiros. Uma nova imagem do telescópio espacial Hubble mostra a NGC 2438, uma nebulosa planetária esférica formada por grandes nuvens de gás, ejetadas por uma estrela que está "morrendo".

A etapa em que a NGC 2438 está não deve durar mais que 10.000 anos (um piscar de olhos na escala astronômica) e é o resultado de um processo parecido com o que aguarda nossa estrela: o hidrogênio usado para fusão nuclear acaba, o núcleo começará a esfriar e se contrair, afetando o equilíbrio delicado de pressão e gravidade e, por fim, uma espécie de escudo envolverá estrutura. Uma grande quantidade de energia será então liberada, expandindo as camadas mais externas do Sol, seguidas de erupções e, no fim, o que restará é apenas uma anã branca.

Barreira misteriosa no centro da Via Láctea bloqueia os raios cósmicos

(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/SSC/CXC/STScI)
(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/SSC/CXC/STScI)

Os raios cósmicos, núcleos atômicos que tiveram seus elétrons arrancados e fluem pelo espaço quase na velocidade da luz, não conseguem chegar no núcleo da Via Láctea — mas deveriam. Isso ocorre porque, aparentemente, existe uma espécie de “barreira” que impede essas partículas de chegarem ao núcleo galáctico, e ninguém sabe ainda explicar como isso ocorre.

É verdade que existe uma nuvem de altíssima densidade nessa região, mas ela não é densa o suficiente para bloquear as partículas. A energia contida nesses núcleos desprovidos de elétrons produz luz em comprimentos de onda que consegue atravessar a poeira, então os cientistas concluíram que algo mais misterioso está em ação. O que será? Ainda não sabemos.

Explosão solar "canibal" gerou auroras incríveis que foram fotografadas na ISS

As erupções solares das últimas semanas foram intensas e criaram auroras fabulosas, que impressionaram até mesmo os astronautas que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS). Um deles fotografou o fenômeno de lá, da órbita terrestre, e contou que as luzes da aurora ultrapassaram até mesmo a altitude da ISS.

Ejeções de massa coronal se tornaram um pouco mais intensas desde o final outubro, disparando bolhas de plasma em direção ao espaço. As CMEs mais intensas ocorreram nos dias 1° e 2 de novembro, a partir de uma mancha solar chamada AR2887, ambas "canibalizadas" por uma terceira CME no final da terça-feira (2). Não houve nenhum risco para nosso planeta ou para os componentes eletrônicos em órbita.

"Tsunami" de ondas gravitacionais indica fusões de buracos negros intermediários

(Imagem: Reprodução/ESA–C.Carreau)
(Imagem: Reprodução/ESA–C.Carreau)

Os observatórios de ondas gravitacionais LIGO, Ligo e KAGRA anunciaram o último conjunto de eventos detectados, que reuniu incríveis 35 colisões entre os objetos mais densos do universo: buracos negros e estrelas de nêutrons. O mais importante nesses dados é que as ondas gravitacionais revelaram alguns objetos que podem ser buracos negros de massa intermediária, uma classe rara há muito procurada pelos astrônomos.

Esse buraco negro teria cerca de 87 vezes a massa do Sol e se fundiu com um companheiro menor, de 61 massas solares. O resultado foi um colosso de 141 massas solares, um tamanho acima dos considerados de massa estelar. Outra fusão produziu um buraco negro com 104 vezes a massa do Sol, que também está na faixa prevista para os intermediários.

NASA adia Programa Artemis e retorno à Lua fica para 2025 (ou depois)

(Imagem: Reprodução/SpaceX)
(Imagem: Reprodução/SpaceX)

A notícia não é exatamente uma surpresa, a essa altura, mas a NASA adiou oficialmente o programa Artemis. Segundo informações dos oficiais da NASA, o pouso lunar precisará ser adiado em pelo menos um ano e não ocorrerá antes de 2025. A agência espacial já estava "correndo contra o relógio" e contratempos atrapalharam os planos.

Um dos principais "culpados" foi o processo judicial movido pela Blue Origin contra a NASA. Outros obstáculos políticos e técnicos também afetaram o cronograma, mas a equipe de transição presidencial dos EUA admitiu que o prazo proposto pelo ex-presidente Donald Trump não era muito realista.

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Fonte: Canaltech

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