Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.787,48
    +139,48 (+0,12%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.639,30
    -159,08 (-0,30%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,43
    +0,15 (+0,18%)
     
  • OURO

    1.766,30
    -2,00 (-0,11%)
     
  • BTC-USD

    61.275,45
    +562,43 (+0,93%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.429,69
    -21,94 (-1,51%)
     
  • S&P500

    4.485,33
    +13,96 (+0,31%)
     
  • DOW JONES

    35.248,74
    -46,02 (-0,13%)
     
  • FTSE

    7.203,83
    -30,20 (-0,42%)
     
  • HANG SENG

    25.409,75
    +78,75 (+0,31%)
     
  • NIKKEI

    29.025,46
    +474,56 (+1,66%)
     
  • NASDAQ

    15.271,50
    +137,00 (+0,91%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3956
    -0,0082 (-0,13%)
     

O céu não é o limite | Novas fotos de Mercúrio, galáxias em colisão e mais

·7 minuto de leitura

A sonda BepiColombo finalmente chegou a Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, e enviou suas primeiras imagens. As fotos foram tiradas quando a nave passou pelo lado noturno do planeta, mas ainda são imagens impressionantes de uma missão inédita. Além disso, outras imagens do universo encheram nossos olhos durante a semana.

Ficamos sabendo também dos próximos passos do programa espacial dos Emirados Árabes Unidos, de testes do motor de um foguete brasileiro, boas notícias vindas direto de Marte e descobertas sobre a Lua feitas com as amostras coletadas pela missão chinesa Chang'e 5.

Confiram essas e outras notícias que "bombaram" na última semana!

Sonda BepiColombo chegou a Mercúrio!

(Imagem: Reprodução/ESA/BepiColombo/MTM)
(Imagem: Reprodução/ESA/BepiColombo/MTM)

A sonda BepiColombo, que carrega instrumentos científicos da Agência Espacial Europeia (ESA) e da japonesa JAXA, chegou em Mercúrio, após três anos de viagem. Ela fez um sobrevoo no planeta para sua primeira aproximação e, claro, suas primeiras imagens.

Embora as fotos sejam em preto e branco, é possível identificar algumas das grandes crateras de impacto conhecidas na superfície do primeiro e menor planeta do Sistema Solar. A nave passava pelo lado noturno do planeta, por isso não havia muita iluminação sobre a superfície, mas as imagens de boa resolução já dão um "gostinho" do que vem por aí.

Galáxias em colisão a mais de 100 milhões de anos-luz da Terra

(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/SDSS)
(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/SDSS)

Este é o sistema Arp 91, também conhecido como KPG 468, um objeto bastante visado por quem trabalha com imagens astronômicas por se tratar de duas galáxias em colisão, cada uma em um ângulo diferente. Essa configuração em relação à nossa vista é muito interessante, pois permite observar bem como o material das galáxias se comporta durante o processo de fusão.

A nova imagem da Arp 91 é o resultado de uma série de dados combinados, incluindo fotos do Hubble e o Victor M. Blanco, um telescópio de 4 metros localizado no Chile, além do Sloan Digital Sky Survey (SDSS). O objeto pode ser um vislumbre de como nossa própria galáxia, a Via Láctea, deverá se parecer quando estiver em processo de colisão com a vizinha, Andrômeda.

Emirados Árabes Unidos enviarão sonda para estudar asteroides em 2028

(Imagem: Reprodução/ispace)
(Imagem: Reprodução/ispace)

Os Emirados Árabes Unidos, que enviaram uma missão a Marte em 2020, anunciaram seu próximo passo no mundo da exploração espacial: uma missão para estudar o principal cinturão de asteroides do Sistema Solar, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter.

A missão ainda não tem um nome definido, mas já tem um objetivo claro: acelerar o desenvolvimento de iniciativas locais baseadas no conhecimento da nação. A nova espaçonave será cinco vezes mais complexa do que a Hope Mars e deve ser em 2028, com previsão de chegar em seu destino em 2030.

Impactos de rochas espaciais podem explicar as diferenças entre a Terra e Vênus

(Imagem: Reprodução/JPL-Caltech/NASA)
(Imagem: Reprodução/JPL-Caltech/NASA)

Como pode dois planetas, como a Terra e Vênus, serem tão parecidos em tamanho e massa, e ao mesmo tempo tão diferentes nas condições climáticas e atmosféricas? Um novo estudo sugere que a "culpa" pode ser de rochas espaciais que teriam atingido ambos os planetas ainda durante a fase de formação.

Na verdade, essas rochas seriam protoplanetas do tamanho de Marte que eventualmente colidiam com a Terra e Vênus. Através de simulações, os cientistas descobriram ser possível que metade desses protoplanetas não atingiam a Terra, mas passavam perto o suficiente para diminuir de velocidade. Então, colidiam com Vênus. Em outras palavras, nosso planeta vizinho seria mais hostil à vida porque "apanhou" mais na sua infância.

Brasil avança na criação de foguetes próprios

Foi realizado o primeiro teste do motor-foguete S50, um projeto nacional que ajudará no avanço do desenvolvimento de foguetes surborbitais e no lançamento de microssatélites. Durante o teste, o motor ficou preso a um grande bloco de concreto e foi ativado durante aproximadamente 84 segundos.

Durante esse tempo, sensores coletaram dados sobre o desempenho do motor, que serão importantes para verificar a pressão, vibração, temperatura do motor, e muitos outros fatores essenciais para o bom funcionamento do foguete. O S50 é o maior motor-foguete já produzido no hemisfério Sul e utiliza propelente sólido, além de adotar o uso de fibra de carbono para o envelope-motor.

Ondas na magnetosfera da Terra se comportam de um jeito inesperado

A Terra usa a magnetosfera para se proteger das partículas carregadas dos ventos solares, mas os astrônomos ainda estão começando a entender como exatamente esses processos funcionam. Anteriormente, eles determinaram que as ondas do campo magnético se comportavam como um tambor, quando os ventos solares as atingiam, mas o que ocorre é algo diferente.

De acordo com um novo estudo, as ondas superficiais (ou seja, localizadas nas "bordas" do campo magnético) que se formam correm para frente, em direção contrária às partículas carregadas, e depois se movem para trás, entre os polos magnéticos terrestres. Além disso, quando o movimento diminui, as ondas estacionárias persistem por algum tempo, levando a possíveis impactos nos cinturões de radiação e auroras.

Equipe russa de filmagem chega à Estação Espacial Internacional

A missão Soyuz MS-19 chegou na Estação Espacial Internacional com três tripulantes para o laboratório, entre eles a atriz Yulia Peresild e o diretor Klim Shipenko. Eles estão lá para gravar o filme "O Desafio na estação orbital", enquanto o terceiro passageiro, o cosmonauta veterano Anton Shkaplerov, ficará na estação por seis meses.

Pyotr Dubrov e Oleg Novitskiy, cosmonautas que já estavam a bordo da ISS, farão uma pausa em suas atividades para fazer breves participações nas filmagens. O filme contará a história de um cosmonauta russo que sofreu uma parada cardíaca durante um spacewalk e terá que realizar uma cirurgia de emergência antes de voltar à Terra. Tudo isso também será um teste para a agência russa Roscosmos ver se consegue preparar cidadãos comuns para voar em apenas dois ou três meses.

Atividade vulcânica na Lua durou por mais tempo do que sabíamos

(Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)
(Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)

Resultados de pesquisas feitas com amostras da missão chinesa Chang’e 5, que trouxe à Terra cerca de 1,7 kg de material da Lua no ano passado, revelaram que essas rochas lunares têm idade de aproximadamente 1,97 bilhão de anos. Além disso, há indícios de que a atividade vulcânica na Lua durou por mais tempo do que se pensava.

Se essas informações estiverem corretas, as rochas têm 1 bilhão de anos a menos que as amostras vulcânicas coletadas durante as missões Apollo e Luna, da NASA e União Soviética, respectivamente. Isso significa que havia vulcões ativos na Lua há apenas 2 bilhões de anos, o que não é muito tempo em escala cósmica. Essa descoberta será importante para a compreensão de como a Lua se formou.

Cratera marciana Jezero abrigou mesmo um lago no passado distante

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS)

Se o cenário que descreve Marte com lagos em um passado antigo era apenas uma hipótese, a confirmação pode ter sido entregue pelo rover Perseverance, que explora a cratera Jezero. É que um novo estudo analisando os dados enviados pelos instrumentos do veículo robótico determinou que Jezero é, de fato, o que restou do leito de um rio que existiu ali.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas observaram diferentes camadas em escarpas que indicam que água de fluxo lento alimentou o delta, antes de tudo ser alterado por inundações intensas que deixaram na cratera rochas de até 1,5 m de extensão. Para isso, a água teria que fluir de 6 a 30 km/h dentro do lago de 45 km de diâmetro.

Resta agora esperar pelas novas análises para saber se, naquela época, a vida conseguiu prosperar nos lagos e rios marcianos.

Leia também

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos